quinta-feira, junho 05, 2014

Cirurgia Plástica: No Estômago?!

                                Crédito: Google Images

Você já ouviu falar em cirurgia plástica no estômago?!

Com esse nome, nem eu! Mas em breve, quem sabe?... Afinal de contas, qualquer cirurgia plástica é aclamada e aplaudida por todos como sendo algo útil e totalmente aceitável. A cirurgia plástica "conserta" parte ou partes do corpo que não nos agradam. E, consequentemente, passamos a gostar mais de nós mesmos, temos mais qualidade de vida e até a utópica felicidade parece-nos possível. Até aqui tudo bem. As pessoas devem mesmo procurar fazer o que acreditam que vai lhes trazer certo beneficio ou algum bem maior. 
Mas o mesmo não acontece quando se fala em Cirurgia Bariátrica. Infelizmente há muito preconceito e hipocrisia andando de mãos dadas.

A Cirurgia bariátrica ou cirurgia da obesidade é conhecida popularmente como Redução de Estômago, embora que para cada paciente ou caso existam diferentes técnicas cirúrgicas que melhor se adequam. 

A obesidade é um sério problema que há tempos atinge milhares de pessoas, de diferentes idades, no mundo todo. E que, embora nem sempre tenha sido entendida como doença de fato, sob o ponto de vista médico, é considerada já uma doença em nossos dias.

Desde que comecei a me interessar e me informar  sobre cirurgia bariátrica, bem como conversar com algumas pessoas sobre isso, foi inevitável perceber um preconceito absurdo com relação à essa cirurgia. Ao passo que, percebe-se uma grande euforia e exaltação à cirurgia plástica, sendo reparadora ou puramente estética. Sempre justificáveis e aceitas numa boa como solução para um problema que incomoda este ou aquele que decide encarar uma cirurgia plástica para se sentir melhor depois. Que fique claro, não sou contra a cirurgia plástica, pelo contrário. Aqui estou apenas colocando em discussão um comparativo da plástica com a bariátrica.

No inicio deste ano tive o prazer de conhecer e conversar pessoalmente com Dr. Glauco Afonso Morgenstern, médico gastroenterologista, especialista em cirurgia bariátrica. Com ele pude entender mais sobre a cirurgia, bem como ficar a par de suas particularidades. Ele evidenciou os aspectos positivos e os possíveis riscos decorrentes da cirurgia. Riscos estes, que não estão presentes apenas na cirurgia bariátrica, mas em qualquer tipo de cirurgia. 
Mais informações sobre cirurgia bariátrica você pode encontrar no site Gastrocirurgia.com do Dr. Glauco.

Mas mesmo que tanta informação esteja disponível, ainda há muita ignorância, muita falta de conhecimento à respeito. E acredito que parte daí o imenso preconceito percebido com relação às cirurgias da obesidade. Puro preconceito fundamentado na ignorância.
É inadmissível que nos dias de hoje, onde muitas pessoas tem como sonho de consumo fazer plástica no nariz, nas pálpebras, nas orelhas; Que outras queiram aplicar Botox na testa para esconder as linhas de expressão (para não dizer a idade, risos), nos lábios para ficar com a boca igual à da Angelina Jolie (sonhar não custa nada!). E outras tantas queiram diminuir o seios (o contrário disso sendo o mais comum) ou a barriga. E por fim, o "top" de sucesso: colocar silicone nos seios, na bunda, na panturrilha, peitoral e não sei mais aonde. Isso tudo pode, isso tudo é normal. Isso tudo é visto com naturalidade. E mais que isso, justifica um ato cirúrgico.

Aí abrimos o assunto numa roda de bate-papo sobre a cirurgia bariátrica e os comentários são de um preconceito sem tamanho, que chega a dar nos nervos. As frases mais que repetidas são: "ah, pra quê isso? é só fechar a boca!", "vai malhar que emagrece os 40 ou 50 kg que você quer!", "emagrecer é só questão de força de vontade", " cirurgia é o caminho mais fácil para um gordo preguiçoso", "obesidade não é doença, é falta de vergonha na cara!". Se você vai ficar 30 dias só tomando líquidos no pós cirúrgico, porque não faz isso sem cirurgia? Vai emagrecer do mesmo jeito!". E uma das piores: "isso é genético, aceite-se como você é!"

Como se não bastasse, ainda vem os comentários desmotivadores falando que você vai perder cabelo, vai sentir dor, vai ficar com cara de doente, nunca mais vai ter vida social, e nessa ala de observações desagradáveis, a pior que eu ouvi foi, acreditem, de um médico gastroenterologista, que tentando provar que a cirurgia não valia pena, fez um comentário duplamente preconceituoso: "a pessoa emagrece tão rápido, que em três meses vão estar comentando que ela está com AIDS, já pensou?".

O que eu posso dizer?!

Há médicos e médicos, e é lamentável que uma pessoa que tem esse tipo de preocupação seja um (dos piores, diga-se de passagem). Estão achando que emagrecer é AIDS?! Hum?! E ser gordo é o que mesmo? Ah sim, lembrei... É uma baleia preguiçosa, uma pessoa sem força de vontade e mais mil outras coisas, não é?! Para qualquer desocupado falador, nada está bom! Para os demais comentários eu diria que é preciso que cada um tome conta da sua própria vida. Tenham vergonha de ser tão preconceituosos e até mesmo hipócritas. 

Parem alarmar a tragédia e o drama exagerado ou descabido. Se você se aceita como é, deixa que o outro também faça isso, ainda que precise optar por uma cirurgia para ficar melhor consigo mesmo. 

Se é fácil perceber como algo aceitável alguém querer mudar algo em seu corpo com uma cirurgia plástica. Seja para se sentir melhor consigo mesmo ou recuperar sua autoconfiança e autoestima, eu digo Ótimo!, faz parte de cuidar cada um da sua vida e deixar que cada um tome suas próprias decisões. Cada um tem que buscar o caminho de sua realização pessoal. Se aplicar Botox, pode... Colocar silicone, pode... Diminuir ou aumentar qualquer parte do  corpo, pode... É legal, fica bonito e faz bem pra qualquer um... Porque a cirurgia bariátrica incomoda tanta gente e muitos acreditam que não pode?! 

Poderia ainda tecer uma série de comentários que ninguém que defende a cirurgia plastica gostaria de ouvir, mas usa e direciona sem pensar frases ofensivas para aqueles que escolhem ou precisam trilhar o caminho da bariátrica. Acreditem, não é um caminho tão fácil quanto tentam fazer parecer. Alguns casos de obesidade são mais fáceis de resolver, outros nem tanto. Assim como algumas cirurgias plasticas podem resolver coisas que também poderiam ser resolvidas dentro de uma academia... Mas não estou aqui para julgar e me tornar mais uma a estampar o preconceito, seja de que natureza for. Vamos cuidar das nossas vidas e só dar nossa opinião quando soubermos do que estamos realmente tratando.

Chega de preconceito! Coisa feia!

terça-feira, junho 18, 2013

Vivendo em apartamento

Ilustração de Lorenzo Michelotti/2013

Quando vivemos em apartamento, às vezes, mesmo sem desejar acabamos por acompanhar de perto a vida de outras pessoas... E fatos curiosos e, muitas vezes, desagradáveis também, estão sempre surgindo.

A personagem principal da história de hoje, se não estava na casa dos trinta anos, devia estar perto disso e vivia sozinha num apartamento de três dormitórios.

Pelo pouco que se conhecia dela, pelas esbarradas nos corredores, elevadores, garagem e pelos ruídos repetidos vindo de seu apartamento, dava para presumir que se tratada de uma pessoa um tanto agitada. E pelas cenas presenciadas por todos, muito desastrada. Vivia correndo de um lado para o outro, derrubando coisas, batendo portas e por aí vai... Tinha um humor bem variável: alguns dias ela cumprimentava a todos de maneira simpática e em outros, sequer olhava na cara.

A rotina dela era como de tantos outros: trabalhava durante a semana, ia ao supermercado no sábado e teoricamente descansava em casa aos domingos. Digo teoricamente, pois aos domingos ela passava o dia fazendo faxina no apartamento.

Cada um desenvolve seus mecanismos de fuga daquilo que lhe incomoda, e neste caso, penso que a faxina era uma boa válvula de escape para espantar a solidão quase que permanente. Eu poderia dizer que até aí estava tudo certo... Mas infelizmente, foi justamente nessa história de faxina que ela invadiu meu espaço, tirou meu sossego e sabe-se lá mais de quantos outros moradores do prédio.

Como ela permanecia em casa a maior parte do final de semana e ao que tudo indicava dormia cedo, ela também acordava cedo. Inclusive, muito cedo para um dia de domingo. Por volta de sete horas da manhã ela já começava o corre-corre dentro de casa. Ia pra lá, vinha pra cá, derrubava vassouras, ligava o aspirador e a faxina estava iniciada.

Todos esses sons, todos esses barulhos eram imperceptíveis a ela que estava envolvida na sua neurose, mas e quem queria dormir no único dia que podia como ficava?! Era simplesmente irritante, pode ter certeza! Sei bem como é ter de partilhar ainda que contra minha vontade tamanha barulheira em plena manhã de domingo... E o barulho ficava logo acima da minha cabeça!

Considerava ela uma pessoa bem sem noção e penso que era daquele tipo de pessoa que não tem perfil para viver em condomínio onde os espaços são parcialmente compartilhados e isto se torna mais uma razão para nos preocuparmos sim se estamos ou não incomodando os demais. Ela não sabe o que significa a palavra “outro” porque faz o tipo eu estou bem e o resto: “não estou nem aí”.

Nessas loucuras de domingo, era comum perceber que ela sacudia tapetes na sacada, colocava coisas para secar literalmente escorrendo água andares abaixo. Como se não bastasse, era frequente encontrar grãos de arroz e farelo de pão em minha janela da cozinha. Ela esquecia que não morava num sítio, que não havia pássaros para comer as migalhinhas que ela jogava pela janela e só o que ela conseguia fazer era sujar meu espaço e me deixar bem, mas bem irritada mesmo.

Ela era tão sem noção, que até uma grelha da churrasqueira ela resolveu limpar no parapeito da sacada, o que obviamente acabou respingando na parede do edifício e escorreu. Panos de prato ela devia comprar toda semana, pois perdi a conta de quantos vi caídos sobre a caixa do ar condicionado que ficava logo abaixo da janela do apartamento dela.

Outras coisas também caiam do apartamento dela no pátio do edifício ou sobre o telhado das garagens. Eu via cair lençóis, toalhas, bacia e tantas outras coisas. Sei que eram objetos dela porque infelizmente era a minha vizinha mais próxima, inclusive o único apartamento acima do meu.

Tudo que ela fazia era tão tosco, que não tinha como negar a autoria, mas ela negava. Em várias situações o síndico me procurou para perguntar se isso ou aquilo havia caído do meu apartamento e eu sabia que era do dela... Mas quando questionada, ela sempre dizia que não era. Esses prejuízos de perdas de coisas já deviam estar no orçamento pessoal dela, só pode! Tudo para não entregar a sua falta de bom senso!

É no mínimo lamentável que alguém faça esse tipo de coisa. Invadir o espaço do outro, desrespeitar as regras do condomínio de bom relacionamento e convivência com todos, e ainda não assumir que as coisas que frequentemente caem lá de cima eram dela.

Esse comportamento me faz lembrar inúmeras outras pessoas, que quando se acham protegidas pelo anonimato ou se julgam espertinhas em esconder suas falcatruas, continuam agindo de forma errada, como se educação só fosse realmente importante quando estamos sendo observados.

É por isso que vemos cenas absurdas quando as pessoas não se dão conta de estarem sendo observadas. Num semáforo já vi gente tirando meleca do nariz no carro ao lado. Em viagens não é difícil ver motoristas jogando lixo pela janela. Nas escolas alunos que sorrateiramente colam chiclete embaixo da mesa ou colam as respostas da prova. Gente passando o amigo na frente na fila do supermercado. Como se tudo isso pudesse ser feito já que “ninguém” teoricamente estava presenciando tais atos.

Educação serve para a vida, para qualquer momento e sempre. Não conheço ninguém “mais ou menos” educado. Educação as pessoas tem ou não tem. A educação não nos é dada apenas para mostrar em público, precisamos usá-la sem restrições. A educação nos salva de tantas coisas, tornando possível o convívio pacífico com os outros, seja no trabalho, nos encontros sociais, no nosso condomínio, em nossa casa... Resumindo, se todos tivessem pelo menos educação e respeito, as coisas seriam tão mais fáceis e amigáveis.

Infelizmente essa não era a realidade da minha vizinha do andar de cima. “Pintava e bordava” com total falta de consideração com os demais. Assim realmente não podia continuar, já tinha passado dos limites e estava na hora dela passar vergonha. Vergonha... Será que ela sabia o que era isso?! Mas, quando ela finalmente foi exposta numa reunião de condomínio, passou a pensar duas vezes antes de repetir as atrocidades que ela fazia impunemente.

O relatório com provas e tudo mais, mostrando os objetos e as fotos de onde estavam antes de caírem na minha sacada, nas sacadas de outros moradores ou ainda no telhado da garagem foi literalmente a materialização do ditado: “Aqui se faz, aqui se paga!”. Não poderia continuar negando e a situação ficou no mínimo constrangedora para o lado dela. Espero que tenha aprendido a lição!

Não force a barra!



Outro dia passava casualmente em frente a uma loja e uma peça da vitrine me chamou a atenção, resolvi entrar. Logo a vendedora se aproximou bem simpática e perguntou: “Posso te ajudar?”. Até aí tudo certo, dentro do padrão. Mas logo a coisa desandou...

Ela não tinha exatamente o tamanho que eu acreditava ser o ideal, mas deu uma forçadinha para que eu provasse mesmo assim, porque no corpo é diferente e aquela coisa toda que você já conhece. Ok, entrei no provador e ela não parava de falar do lado de fora e eu continua respondendo apenas “aham”, “sim”... Até que ela me pergunta: “Está dando certo?”. Respondi que sim. E ela completa, posso abrir (a porta do provador) para dar minha opinião?”.

Poxa, como assim posso dar minha opinião?! Em primeiro lugar, eu não sou do tipo que quer sempre uma opinião alheia sobre algo que eu vou comprar. Pelo contrário, em geral me arrependo de coisas que compro justamente quando estou em companhia e influenciada por outros. Não fui grossa, mas apenas segurei a porta e disse: “Não, obrigada!”.

A partir daí, acabei lembrando de algumas vendedoras que já cruzaram tristemente o meu caminho. Sim, porque sinceramente tem umas que parecem que fazem de tudo para não vender nada. Pra mim o excesso é sempre o maior problema.

Vendedora que acha tudo lindo e maravilhoso mesmo quando você está vendo que a peça não lhe cai bem, meu... Isso é o Ohhhhh.

E aquelas vendedoras que perdem o bom senso do limite de tratamento e ficam te chamando de coisas absurdas? Essas também são de doer.  Quem mora aqui em Brusque ou costuma comprar pela cidade, certamente já se deparou com uma vendedora MUITO simpática que insiste em chamar os clientes de “meu amor” ou “meu amorzinho”. Me perdoe, eu adoro pessoas cordiais e a boa educação é tudo, mas MEU AMOR, MEU AMORZINHO... Não dá, é forçar demais a amizade. Pode ter alguém que aprecie o tratamento, sinceramente, eu não. Me irrita!

Outro tipo de vendedora que me incomoda é aquela que não escuta o que você fala. Ou então escuta e não tendo o que você pede, acaba fingindo que não entendeu e te mostra tudo, inclusive o que você disse inicialmente que não queria de jeito nenhum. Foi o que me aconteceu a um tempinho atrás...

Entrei na loja de jeans e como de costume sou bem direta e objetiva quanto ao que desejo. Pois assim acredito que não faço a vendedora perder o tempo dela e nem eu o meu. Falei claramente que gostaria de um jeans básico, sem apliques, bordados ou demais “frufrus”.

Provavelmente entrei na loja errada, pois tudo que ela não tinha era algo básico. Mas ela não ligou para o que eu disse e foi descendo a loja toda para cima do balcão. Quanto mais peças ela desdobrava e me mostrava, mais angustiada eu ficava.  Pensei comigo mesmo: “Não tem nada básico, porque ela não para de mostrar tudo isso? Vai ter o maior trabalho para por tudo de volta no lugar, porque eu não vou levar nenhuma dessas”.

Eu fui dizendo repetidamente que queria algo básico mesmo e ela do outro lado repetia, mas não quer provar? Vai que você gosta! Pode ser que isso funcione com algumas pessoas, comigo... Nem sempre!

Em contraposição dessas que querem te empurrar o que tem você gostando ou não, tem as que não tem nenhuma vontade. É o tipo que você pergunta se tem outro tamanho e ela sem nem mesmo olhar diz: “é só o que tem aí”. Cansei de perguntar se tinha ou não um determinado tamanho ou modelo por não estar encontrando e a vendedora só me dizer: Não! E eu numa segunda tentativa encontrar uma ou mais peças do que queria.

É preciso um pouco de bom senso, de feeling pra sentir o que cliente quer ou precisa. Desta forma se evita constrangimentos, trabalho dobrado ou mesmo perder um cliente por um excesso bobo e desnecessário.

Mas claro, nem tudo está perdido e não sou contra as vendedoras, pelo contrário, temos excelentes profissionais que realmente são indispensáveis para encontrarmos exatamente o que estávamos precisando. E tenho certeza, isso tem muito a ver com o treinamento específico para atendimento dos clientes. E como isso faz diferença!

Então, deixo aqui o meu recado as vendedoras que às vezes se perdem e passam dos limites: Escute com cuidado, com calma. Não tente empurrar algo de qualquer maneira. Não force a barra, pois o cliente pode até levar por insistência, mas por conta disso, nem voltar mais a loja. Seja cordial e educada, mas evite os tratamentos muito “mimosos”, pode ser bem desagradável e irritante para a maioria das pessoas... Você não concorda “meu amorzinho”? Só rindo mesmo!!!


Nota:
Texto publicado em 17 de maio de 2013 no Jornal Município Mais.
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Últimas...



Saúde
Aos que seguem o Spa de Ideias, minhas desculpas pela breve ausência das páginas deste blog. Mas em função de um pequeno problema na articulação e circulação das mãos e dedos, tenho tido problemas para escrever como de costume. Estou tentando aos poucos retornar ao mundo da escrita. Com calma e muita paciência as coisas se restabelecem!

Gravidez 
Não foi por acaso que escrevi há pouco tempo e tantas vezes sobre o tema. Eu também estou grávida. Aliás, supergrávida! Estou na reta final desta longa aventura que é gestar um bebê durante nove meses. Foram tempos de altos e baixos físicos e emocionais, mas que agora está prestes a se concluir com a alegria da chegada de nossa pequena Livia.

Surpresa
Eu não acredito em acasos. Penso que tudo acontece por uma razão, ainda que não saibamos na hora qual é. Por isso chamo o fato de ter junto comigo mais oito amigas grávidas de SURPRESA! Somando meu nome ao das outras, totalizamos nove grávidas numa mesma temporada. Destas nove, sete já são ou serão mães de meninas e outras duas ainda aguardam para descobrir o sexo de seus bebês. Haverá meninos nesta lista?!

Férias
Em tempos de férias e festas de finais de ano em especial costumo passar com a família em Santa Maria/RS, que é minha cidade natal... Mas este ano com a chegada da Livia ficamos por aqui para evitar qualquer transtorno maior nas estradas congestionadas de férias. Mas tivemos a alegria de receber aqui parte da família que veio de lá nos visitar: Avós, irmão, cunhada e sobrinhas – Dindas da Livia... Obrigada pela visita!

Tragédia
Para a tristeza de muitos conterrâneos de Santa Maria/RS, foi preciso iniciar o ano vendo o nome de nossa cidade e principalmente de conhecidos ou amigos estampados em todos os jornais e noticiários do mundo todo por conta de uma tragédia alicerçada na imprudência e total falta de responsabilidade de alguns. Só posso desejar paz e conforto aos corações daqueles que perderam os seus nesse triste acontecimento de 2013. 

Reencontros
Nas redes sociais encontramos de tudo um pouco: novidades, gente legal, gente chata, fofoqueiros, espiões da vida alheia e tudo mais. Mas temos também a chance de reencontrar pessoas queridas que, por circunstâncias da vida, perdemos o contato. Fiquei muito feliz em reencontrar recentemente minhas queridas amigas Rozana Mendes e Luciane Berger. Tudo que me leva a vocês são boas lembranças!

Internet
Desculpem os que rejeitam a era virtual, mas eu não sei o que seria de mim, de nós sem a internet. Não consigo imaginar como seriam nossos dias sem a preciosa mãozinha desta tecnologia tão indispensável. Você quer um número de telefone? Um endereço ou mapa? Uma receita culinária? A explicação de uma doença? Uma teoria de física? Ou apenas assistir a formatura de alguém especial do outro lado do mundo? A internet está aí facilitando e principalmente possibilitando tudo isso!

Metidos
Como diria minha mãe, quanto mais rezo, mais assombração me aparece! Ando cansada de ver tanta gente dando palpite na vida dos outros... Na minha especialmente. Já perceberam como tem gente que sabe exatamente do que você precisa ou o que deve fazer sobre isso ou aquilo? Que tem a melhor fórmula para educar o seu filho? Como tem gente que sabe julgar se você faz certo ou errado? Mas detalhe: basta olhar para a vida destas pessoas para perceber que gastam mais  tempo com a nossa vida do que cuidando da delas.

Críticos
Algumas pessoas decidiram vir para este mundo para contrariar tudo e todos. Se dissermos que vamos por nossos filhos numa escola pública, sofremos a critica de não nos importar com a qualidade da educação que será oferecida a eles. Se pusermos na escola privada, somos criticados por jogar dinheiro fora com escola paga enquanto podemos ter de graça. Se vamos a pé para o trabalho para economizar um pouco, somos taxados de “pão-duro”. Se vamos todos os dias de carro, somos uns metidos que só querem aparecer. Se não temos um filho, a critica é sempre em torno de sermos egoístas e só pensarmos em nós. Se temos três somos seres alienados e sem noção, que estão expondo os filhos ao um mundo muito violento e caro para ter tantos filhos. A crítica está por toda parte e sempre. Melhor mesmo é se desligar dos críticos.

Espertos
Tenho convivido com uma pessoa que se acha bem “esperta” e que por medo de se comprometer dizendo isso ou aquilo, faz da “indireta” seu escudo. Acho esse tipo um porre e principalmente sem personalidade. Ainda mais porque essa pessoa faz uso de fatos inventados, pra não dizer mentirosos, para tentar me convencer de bobeiras do dia-a-dia. Tem gente que acha que nascemos ontem!!!

Reflexão
"Um dos melhores prazeres da vida é fazer aquilo que um dia disseram que você não seria capaz".


Nota:
Texto publicado em 09 de fevereiro de 2013 no Jornal Município Mais.

terça-feira, janeiro 15, 2013

Em 2013...

Crédito: Divulgação


Mais um ano se passou, e aqui estamos nós iniciando um ano novinho em folha... Um ano que pode ser do jeito que a gente quiser. Acredito que foi para isso mesmo que o tempo foi separado em dias, semanas, meses e anos... Para que possamos ter essa impressão de que há novas oportunidades e recomeços. 

Digo impressão, pois recomeçar nós recomeçamos todo santo dia, mas quando reiniciamos semanas... Meses... E anos então?... O gosto é bem mais especial, porque nos deixa essa saudável impressão de que temos uma nova chance pra fazer mais... Pra fazer diferente... Pra fazer melhor!

Esse ano deixei de lado minhas análises racionais de como foi o ano que passou e de quais eram meus muitos objetivos a serem renovados em 2013... Não que eu não acredite que é preciso se programar, se planejar e estipular metas a si mesmo. Mas esse ano, assim como no que passou, decidi simplificar minhas expectativas e desejos pessoais. Em 2013 me contentarei demais se eu tiver muita saúde.

Nosso bem-estar é o primeiro passo pra tudo, pois não adianta termos chances, oportunidades e tudo mais se não tivermos o vigor necessário para correr atrás do que desejamos ou para usufruir o que conquistamos, não é mesmo?!

Em 2012 desejei um ano mais leve... Desapeguei-me de coisas e pessoas que só me eram peso extra na vida. Deixei a casa menos atravancada de coisas, mais arejada. Deixei as gavetas menos cheias e os armários menos abarrotados do que não preciso ou não uso. Desliguei-me de pessoas que me não me acrescentavam ou apenas só sugavam minha boa energia. Foi um pedido simples pra um ano inteiro, mas que fez toda diferença no decorrer dos dias de 2012. Senti-me mais livre para ser quem sou. Tive mais tempo para amar quem realmente me ama e me dediquei mais aqueles com quem sempre posso contar.

Assim, sigo com metas simples, mas igualmente importantes, para esse novo ano de 2013... Um ano que eu possa ter acima de tudo muita energia para dar e vender. Muita saúde! Tenho certeza que se eu estiver bem comigo, com meu corpo e minha mente... Todo resto é consequência e tudo se ajeita de um jeito ou de outro.

A gente não precisa de muitas expectativas pra cada novo ano, basta que saibamos priorizar o que realmente importa que, no final, tudo fica bem e aproveitamos da melhor maneira cada momento, cada mínimo instante dos dias que somos presenteados a cada novo amanhecer.

Que 2013 seja pleno. Que possamos dar e receber muitas coisas boas, mas que todos nós saibamos dar o devido valor especialmente a nossa  vitalidade, pois apenas quando ela nos falta é que nos damos conta do quando ela é necessária para vivermos uma vida plena, feliz e possível de realizar tantas coisas, tantos desejos e sonhos.

A gente pode ter tudo, mas se não estivermos saudáveis, não estivermos dispostos e animados, todo resto perde a razão de ser... Então, que tenhamos todos bons momentos, novos projetos e possamos sempre renovar nossos sonhos... Mas que acima de tudo e qualquer coisa, tenhamos saúde e vitalidade para fazer mais e melhor a cada novo amanhecer desse ano de 2013 que está recém começando pra mim, pra todos nós!

Um brinde ao ano novo e saúde a todos é o meu desejo único e especial para 2013: Tim...Tim!!!


Nota:
Os textos do Spa de Ideias e outras notícias você também pode acessar através do site do Jornal o Município:

http://www.municipiomais.com.br/site/opiniao/spa-de-ideias/em-2013




segunda-feira, dezembro 10, 2012

Bem vinda pequena Zoë Müller


Fotografia de Raquel Müller – 2012

Raquel Müller, que na série “Mães de primeira viagem” partilhou com os leitores do Spa de Ideias sua história, expectativas e ansiedades de sua primeira gestação, desde o dia 27 de Novembro está que é só alegria: Sua tão esperada Zoë chegou!

Foi um momento certamente marcante para Raquel, seu marido Alessandro e de toda sua família e amigos que, mesmo a distancia, acompanhavam os momentos que antecediam a chegada da pequena Zoë por uma rede social... Eis aqui uma contribuição generosa da tecnologia: possibilitar que pessoas tão distantes se sintam tão próximas em momentos especiais como este!

Então, apresento hoje para os leitores do Spa de Ideias,  a bela Zoë Müller, nesta fotografia tirada por sua mamãe, e deixo aqui também registrada uma linda mensagem de Raquel sobre um dos dias mais felizes de sua vida quando da chegada de sua filha:

“Dia 27/11/2012 foi o dia que minha filha resolveu vir ao mundo, às 10h e 21min da manhã ela nasceu. Nevava nesta manhã, e eu entre uma tentativa e outra de trazer minha filha ao mundo, olhava para a grande janela de vidro da sala de parto, e via a neve cair lentamente... Quando meu marido, minha mãe e a medica junto com as enfermeiras colocaram ela no meu peito, só senti o calor daquele corpinho nu e quente tocar minha pele. Tudo se transformou! Parecia que eu estava na beira do mar sentindo uma maresia morna ao tocar minha pele... Então esta música me veio à cabeça: “Todo Azul do Mar”.
Esta musica é para você, minha filha Zoë Müller. Foi como a música que eu me senti. Foi assim que eu me senti quando meus olhos cruzaram os seus: Meu Amor Maior!”.

Obrigada Raquel por dividir esse momento tão bonito da sua vida e de toda a sua família! 

Nota: 
Você também pode acompanhar as publicações do Spa de Ideias no site do Jornal Município Mais acessando: 

http://www.municipiomais.com.br/site/opiniao/spa-de-ideias

terça-feira, dezembro 04, 2012

Desapegar é preciso...



Ilustração: Lô Michelotti/2012

Dizem que quem pouco tem ou teve, costuma ser apegado às coisas. Contesto esta afirmação, pois já tive muito pouco, e nem em momentos de maior escassez me apeguei a qualquer objeto que fosse. Sou uma pessoa muito desapegada das coisas. Não tenho apego sentimental ou emocional por nenhuma coisa em especial.

Não costumo pronunciar ou mesmo pensar naquela tradicional frase: ”ah, vou guardar tal coisa, pois se eu precisar...” Não, isso não faz parte de mim. Vejo que quem pensa assim, em geral tem a casa atravancada de coisas, objetos e cacarecos que dificilmente usará. A vida fica pesada demais quando nos apegamos a tudo, e tudo queremos guardar.

Tem gente tão apegada e obcecada pelas coisas que não sabe se desfazer nem de frascos de embalagens vazias de produtos utilizados. Os armários são abarrotados de embalagens de todo tipo: desde potes de sorvete, margarina, vidros de conserva, até caixas de sapatos ou papéis de presentes recebidos. Guardam restos de lã, caixas de sedex já utilizadas, revistas velhas, jornais, e tudo mais que você imaginar. Afinal, um dia, quem sabe elas podem precisar, não é mesmo?!

Guardar uma ou outra coisa pode até ser útil, mas não conseguir colocar nada fora, me perdoe, é apego excessivo, pode até virar doença,  literalmente!
Eu definitivamente não me apego às coisas. Já às pessoas eu não posso dizer o mesmo.

Sou o tipo de pessoa que preza muito a família, os amigos e a cada pessoa de modo especial. Logo, tenho nas pessoas meus apegos emocionais. Isso tem seu lado bom, mas tem também seu lado ruim, afinal, a gente nem sempre se apega a quem verdadeiramente merece e algumas frustrações ou decepções acabam sempre acontecendo.

Gosto de preservar os bons amigos, ter boa relação com a família e os procurar sempre que possível. Tento manter a relação próxima ainda que, muitas vezes, distante geograficamente. Acredito que precisamos de certo esforço para ter ou manter qualquer tipo de relação, seja no amor, na família ou entre amigos, caso contrário, tudo se acaba. Tudo morre.

Não sou a que espera o contato ou conta quantas vezes fulano ligou ou mandou email para fazer o mesmo. Faço, procuro, falo, vejo porque tenho consciência da minha parte, do meu comprometimento para poder manter vivos os bons relacionamentos que a vida me deu. 

Mas confesso que ultimamente tenho observado mais o comportamento de determinadas pessoas e me chateado com a atitude de algumas.
Nossa relação com as pessoas para ser verdadeira precisa ser espontânea, sem que precisemos ficar implorando por nada, muito menos cobrando um ao outro para que se tenha esse ou aquele comportamento.

Se couber aqui um conselho, ao invés de ir atrás de alguém para cobrar porque ela não te procura ou não fala mais tanto quanto antes, não te visita mais, faça isso você. Vá atrás, fale, visite, pergunte sobre a vida, conte da sua... Tenha certeza que será muito mais produtivo e prazeroso do que começar com a choradeira do amigo abandonado.

Mas seja cuidadoso pra não acabar fazendo isso só com quem não te procura. Procure a todos, mas dê prioridade aos que estão tão presentes na sua vida quanto você na dele.


Algumas pessoas não fazem nada pra manter uma relação legal com os outros, fica sempre na espera, quer sempre ser procurada e nunca procura... No entanto, é sempre o primeiro a reclamar de nossa ausência. Desses estou cheia.

Talvez para estes, seja melhor fazer como um pensamento que anda rolando na internet, (não sei o autor oficial do mesmo, já que foi atribuída a inúmeros...): “Pare de correr atrás. Pare de se importar. Seja indisponível. Desapegue. Pessoas gostam do que não têm".

Decidi que agora mais do que nunca, não vou mais me esforçar tanto por determinadas pessoas, em especial dessas que só sabem cobrar e exigir nossa presença, mas raramente faz algum esforço para retribuir na mesma medida.

Mantenha-se próximo dos seus familiares e amigos que te apoiam e que estão sempre ao seu lado de uma forma genuína e sincera... Mas aprenda, assim como eu que, muitas vezes, não vale a pena tanto esforço para nos mantermos unidos a determinadas pessoas.

Às vezes é preciso nos desapegar não só das coisas, mas também das pessoas. Seres egoístas e que só sabem cobrar ou ficar a nossa espera, desses vamos manter distância. Faz bem para nossa cabeça, para nossa saúde e principalmente para nosso coração. Desapegue-se de tudo que lhe faz mal, inclusive de pessoas. Viva mais e melhor!

segunda-feira, novembro 05, 2012

[In] Feliz Por Nada


Crédito: Divulgação

Costumamos declarar mais nossa alegria, confessar sempre nossa felicidade. Não alcançarmos a felicidade full time parece pecado, um tipo de derrota pessoal que ninguém quer assumir.

Hoje eu poderia aqui descrever a infelicidade alheia da qual sou testemunha tantas vezes no cotidiano, mas hoje vou falar da minha própria infelicidade.

Eu confesso, vivo hoje uma infelicidade momentânea, mas que me deixou fora do centro e me fez chorar por sentir uma dor profunda que não sei da onde veio. Uma sensação de vazio tomou conta de mim. E que infelicidade contraditória!

Tem um livro da Martha Medeiros que se chama “Feliz por nada”, está aqui pra eu ler, mas o próprio título contraria o meu momento e fico hesitante... Afinal, sinto-me Infeliz por nada!

Numa certa entrevista, a cantora Sandy (sim, aquela da dupla Sandy & Júnior) disse que o mundo tem uma beleza triste. Concordo plenamente. Todos se esforçam para mostrar alegria, se dizem felizes, mas na prática seus olhos nos confessam outra coisa.

Temos medo da infelicidade e não gostamos de dividir com ninguém. Nosso desejo é sempre ultrapassar as barreiras da vida sem incomodar a ninguém com nossos próprios dramas. Ainda que pra isso nos isolemos.

Com o isolamento poupamos algum ou alguns de nossas chateações, mas isso não faz com que possamos sair desses momentos de infelicidade mais facilmente. Pelo contrário, isso faz o tempo parar e a gente sofre até mais.

Isolamos-nos muitas vezes porque não queremos ser julgados, não queremos ser taxados disso ou daquilo. Isolamos-nos porque não percebemos alguém capaz de nos entender, ouvir sem ficar querendo resolver a vida em nosso lugar. Isolamos-nos por que muitas vezes tudo que nos dizem é: “Mas o que mais você quer? Você já tem tudo!”. Muitas vezes TUDO que precisamos é alguém pra nos ouvir sinceramente.

Esses momentos que ficamos de farol baixo, perdemos a motivação e nos sentimos meio sem esperanças são normais e acontecem com muito mais frequência com todos do que pudemos imaginar.

Esses momentos de infelicidade são normais, mas nem por isso precisamos nos agarrar a eles. Pelo contrário, é preciso seguir em frente e os deixar pra traz. Por mais que o momento às vezes pareça tão down, intenso e infindável, ele passa. As vezs demora mais do que gostaríamos, mas passa!

Nem sempre sabemos de onde essa infelicidade vem. Tentamos encontrar uma explicação que justifique a dor, procuramos razões pra o desencadear dessas emoções tão tóxicas e no final, nada. Acabamos ainda sentindo-nos até culpados, pois parece mesmo que estamos tristes por nada!

Essa infelicidade momentânea causa uma dor no estômago, um aperto no peito, um nó na garganta, os olhos se enchem de lágrimas e a gente... Ah, gente tenta segurar. Tudo vai tomando outras proporções e vai ficando muito maior do que gostaríamos.

Pra cada dor um tratamento, pra cada pessoa um jeito. Mas pra todas elas uma saída comum: deixe rolar! Deixe que as lágrimas literalmente rolem. O estomago para de se contrair, o aperto do peito alivia e o nó na garganta se desfaz... Ainda que a dor não suma instantaneamente, ela ameniza muito. Permita-se sentir!

Essas infelicidades momentâneas lembram-me das situações de luto. A gente se segura, não quer se entregar, mas pra superar é preciso vivenciar a dor até o fim, até a última gota!

Depois... Bem, depois é retomar o fôlego e seguir em frente, porque o mundo não para até que a gente se sinta bem de novo.

Permita-se ser sempre mais e mais feliz, mas quando a dor bater e você se sentir infeliz por nada, permita-se também. Dê um tempo, pare, se isole, chore se for preciso... E depois volte renovado e mais forte que antes.

Nem tudo se explica ou justifica, ainda assim continua a acontecer em nossas vidas vez ou outra. Todo mundo quer colecionar mais momentos felizes nessa vida, e isso eu já disse tantas vezes, mas não podemos nos livrar definitivamente dos dissabores, dos momentos difíceis ou ruins... Continuamos assim transpondo cada barreira, vivendo um dia de cada vez, sem medo de ser feliz ou mesmo infeliz de vez em quando, se for o caso... A vida é assim, não tem jeito!

Prioridade de Atendimento é Lei

Crédito: Divulgação

Hoje enquanto aguardava o atendimento de um laboratório da cidade, tinha ao meu lado uma jovem mãe com seu filho ainda bebê no colo, aos prantos. A criança estava simplesmente desesperada, a mãe chateada com a situação e todos os demais visivelmente incomodados com o mal estar da criança. Incomodados na verdade por não saberem como ajudar. 

Não demorou muito para ela comentar comigo e com outra senhora que o bebê estava chorando de fome, pois estava em jejum para fazer um exame médico. Chorava na verdade porque já havia passado da hora dele mamar. Pensa na situação... Se para um adulto já é complicado, muitas vezes, um jejum prolongado para um exame, como é isso para um bebê que ainda não entende? 

Aí me perguntei, onde fica a prioridade de atendimento tão discutida e hoje feita lei? 

Questionei-me ainda por que nenhuma das atendentes por iniciativa própria deu prioridade à mãe para que aquele bebê fosse logo atendido e pudesse finalmente ter o direito de ser amamentado depois de tantas horas de jejum? Primeiramente, vejo isso como total falta de orientação de seus gestores/supervisores e, segundo, como falta de bom senso das próprias atendentes. Será que é tão complicado ver a necessidade de dar prioridade a uma mãe com um bebezinho no colo? 

A mãe poderia ter ido até lá e pedido isso, mas, muitas vezes, ainda que um direito, as pessoas se sentem pouco à vontade para exigir seus direitos, temendo talvez a reação negativa de alguns ignorantes que podem estar por perto. 

Digo isso porque eu mesma já passei por uma situação constrangedora nesse sentido. Na fila de um supermercado, quando meu filho tinha penas alguns meses, passei no caixa prioritário e um sujeito, que ignorava a extensão da lei do atendimento prioritário também às mães lactentes ou com filhos ao colo, me disse (aos gritos) que o caixa era para os idosos e não para mim. Tentei argumentar falando que também tinha direito, mas ele simplesmente ignorou e continuou repetindo a mesma conversa, como se eu estivesse totalmente errada! 

Logo, não havendo um balcão ou atendente específico para o atendimento prioritário, cabe às atendentes dos estabelecimentos observarem os casos específicos e fazerem cumprir a lei. Evitando assim maiores transtornos para quem tem o direito e mesmo assim precisa ficar horas aguardando uma senha ou em uma fila de atendimento. 

 A lei que trata sobre a prioridade de atendimento a idosos, deficientes e gestantes foi estabelecida no ano de 2000 (Lei 10.048 - 8/11/2000) e nos seus artigos primeiro e segundo estabelece o seguinte: 

Art. 1º. As pessoas portadoras de deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário, nos termos desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) 

 Art. 2º. As repartições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos estão obrigadas a dispensar atendimento prioritário, por meio de serviços individualizados que assegurem tratamento diferenciado e atendimento imediato às pessoas a que se refere o art. 1°. 

 O atendimento prioritário pode não ser uma obrigação para uma empresa privada, porém certamente é uma questão de responsabilidade social que deve ser considerado por empresas comprometidas com o cidadão. Se você é gestor em uma empresa, oriente sua equipe para o cumprimento desta lei. Se você é funcionário e trabalha com atendimento ao público, preste atenção no que acontece a sua volta, use o bom senso e faça o atendimento prioritário ser uma regra e que essa lei se torne regra e não uma exceção em nossa cidade!

Nota: A lei 10048 citada no texto encontra-se disponível no site do Governo Federal: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L10048.htm

sexta-feira, setembro 28, 2012

Mais consciência, menos antidepressivos!


Imagem: Google

Hoje, logo cedo, fui a um laboratório da cidade para fazer alguns exames médicos, coisas de rotina. Enquanto esperava ser chamada para a coleta, observava os demais que chegavam e saiam do local. Entre outras coisas, quando a recepcionista chamava para registrar quais exames foram solicitados pelo médico, fazia uma pergunta padrão: “Você está tomando algum medicamento?”. 

Pergunta essa que auxiliará no diagnóstico caso haja alguma alteração nos resultados dos exames. Até aí tudo bem. A pergunta como disse, é padrão e necessária. Mas, a resposta da grande maioria das pessoas é que me deixou um pouco preocupada... 

Durante o tempo em que eu aguardava a minha vez, cerca de uma dezena de pessoas foram atendidas e responderam à pergunta, com uma resposta positiva. E o medicamento mais citado qual foi? Antidepressivos! As pessoas em geral não sabem nem o nome do que estão tomando, só sabem dizer que é um remédio para ansiedade, para os “nervos” ou mesmo para depressão, que em geral é a primeira citada! 

Sei que a vida agitada e atribulada das pessoas acaba dando uma maior tendência a esse mal e, infelizmente, não podemos dizer que é bobagem, que não existe. Depressão existe sim, e só quem já passou por isso uma vez sabe o quanto é cruel com quem a sente. No entanto, fico a me perguntar se tantas pessoas realmente precisam desse excesso de antidepressivos. 

O antidepressivo vai amenizar os sintomas, mas não vai resolver o problema que levou à depressão e isso é fato. Seria interessante que houvesse uma forma diferente de tratamento para as pessoas com depressão ou com tendência a ela. 

Sei que já existem alguns grupos de apoio, terapias em grupo... Mas ainda assim, parece que dopar essas criaturas é o meio mais utilizado. E aqui não culpo os médicos pela prescrição, pois sei que muitas pessoas realmente estão num estágio tão sério, que precisam mesmo. E as que ainda não precisariam de remédios, se privadas da prescrição de antidepressivos ou são encaminhadas para uma terapia, ficam indignadas e vão à procura de outro médico que aceite receitar o que elas querem sem questionar. 

É um grande drama, uma ferida aberta que parece difícil de ser definitivamente curada. Infelizmente, grande parte das pessoas só vê caminho para a melhora nos remédios. Esquecem que para amenizar alguns sintomas da depressão dessa forma acabam por ter tantos outros efeitos colaterais que, no longo prazo, se tornam tão pesados quanto a própria depressão. 

Vejo isso como um problema de desinformação geral das pessoas. Que desconhecem meios alternativos ou mesmo médicos, mas que não apenas os antidepressivos em massa. Como eu disse, uma boa terapia junto a um psicólogo ou psiquiatra que possa ajudá-la a encontrar o caminho para sua melhora, para sua cura, atacando a raiz dos problemas que levaram a depressão e não apenas amenizando sintomas. 

Essa dependência dos medicamentos parece impossibilitar a cada dia mais a sua melhora definitiva. E se ela não tomar um dia o remédio já acha que vai piorar. Ou se tem algum problema extra numa semana já corre até o médico para que ele aumente a dose. O mundo lá fora está cheio de pessoas que, gostando ou não, temos de encarar. Não podemos fugir ou nos deprimir por essas questões, mas sim aprendermos a lidar com tal fato e sermos mais tolerantes. 

O mundo lá fora tem uma oferta enorme de coisas materiais que instigam nosso desejo de ter, de comprar. Mas, temos que ser fortes o bastante para não nos deixarmos dominar por esses desejos consumistas, que no final só consomem a disposição e saúde de quem os tem. Vejo muitas pessoas acabando com sua saúde e trabalhando excessivamente, não porque lhes falta alguma coisa importante, mas porque o mundo de ofertas as deixa perdidas e sem discernimento para entender de que muito do que nos é oferecido, nós nem precisamos. Essa consciência é necessária, pois acredito que essa necessidade de ter e de acumular coisas é o que mais deixa as pessoas envoltas nessa neurose de consumo e por não conseguirem TUDO, muitas vezes se entregam à depressão. 

E quando não alcançam o grau de posses do tamanho do que lhes é oferecido, as pessoas se frustram, se sentem entristecidas, acham que o mundo é ingrato e que de nada adianta trabalhar se nunca vai chegar onde se deseja. Então passam a ir desanimados para o trabalho, voltam para casa decepcionadas e isso é um ciclo vicioso pavoroso. 

Não falo isso do nada. Todo dia falo ou me deparo com alguém citando as mesmas coisas sobre desejos não realizados, compras não concretizadas, sonhos de ter isso ou aquilo que lhes tiram o sono por não poderem. Isso nem sempre é consciente, mas fica implícito nas frases repetidamente pronunciadas. 

Vamos nos dar conta do que realmente precisamos. Já parou para pensar do que você realmente precisa? 

A gente precisa de um pouco de dinheiro para sobreviver? Óbvio que sim. Mas, será que precisamos mesmo de tanto quanto nos fazem acreditar? Certamente que não. 

Se pararmos por um breve instante para refletir, vamos nos dar conta de que tirando as nossas necessidades básicas de moradia, alimentação, educação e saúde. O mais não nos custa nada ou quase nada. 

Ou você vai me dizer que aquela pessoa especial que você tanto gosta da companhia lhe cobra por isso? Vai dizer que para ganhar um abraço de sua mãe, seu filho, ou outro ente querido, você precisa ter isso ou aquilo? Que pra você ter um dia feliz e agradável você precisa gastar uma fortuna? Que pra dar boas risadas e estar com boas companhias você precisa de muito mais do que você tem? 

Não estou aqui prezando pela acomodação, mas para sermos mais realistas com nossas reais necessidades. Façamos nossos dias felizes e descontraídos em companhias boas, em conversas agradáveis em gestos de carinho e generosidade constante. Esqueçamos tantos “desejos por coisas”. Afinal de contas, o que realmente importa e nos faz sermos mais ou menos felizes não são as coisas. São as pessoas que nos cercam e nos fazem sentir que isso é o que realmente vale a pena e importa! Convide sua família para dar uma volta no parque. 

Convide um amigo para ver um filme. Partilhe um bom livro com alguém. Partilhe histórias. Colecione amigos e distribua bom humor. Esqueça a parte não tão boa dos seus dias. Guarde as coisas boas. Você vai se sentir muito melhor! 

Vamos dar uma volta pela cidade e buscar a inspiração em Sócrates que disse: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”


Nota:
Esse e outros textos do Blog Spa de Idéias também estão disponíveis no site do Jornal o Município.