domingo, dezembro 28, 2008

O QUE MAIS VOCE QUER? (by Martha Medeiros)

Foto de meu arquivo pessoal (superpessoal)

Era uma festa familiar, destas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados ocasionais que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro. Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui? De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia. "Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"

Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?

Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.

Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.

Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.

Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.

Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.

E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços.

Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.
(Esta cronica diz muito de mim hoje... de como me sinto... eu aqui querendo escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refem de todas as convencoes sociais... A melhor cronica que li nos ultimos tempos...tinha que ser de Martha Medeiros. Descrevendo de forma simples e clara....as coisas mais profundas e complexas - eu com o teclado desconfigurado...mas tinha que postar agora... )

sexta-feira, novembro 28, 2008

CADA UM NA SUA (by Rê Michelotti)


"Se você não contar a verdade sobre si mesmo, não pode contar a verdade sobre as outras pessoas." (Virginia Woolf)

Este pensamento serve apenas para refletirmos sobre algo tão recorrente: o Julgamento.

A todo o momento as pessoas julgam umas as outras, e não se dão conta do quanto esses julgamentos podem ser levianos e não necessariamente corresponder à verdade vivenciada pelo outro. É tão fácil apontar o dedo na cara de alguém, dizendo o quanto esta pessoa esta certa, errada, o quanto acertou ou deixou de acertar.

A gente pode pensar muita coisa sobre uma determinada pessoa, nem por isso temos o direito de jogar nossas impressões e julgamentos sobre ela. Se nós mesmos não nos mostramos por inteiro, temos nossas falhas, defeitos, fraquezas e até mesmo nossos segredos... Isso significa que não contamos toda verdade aos outros sobre nós mesmos. E sinceramente, não precisamos oferecer nossa verdade a todos, pois poucos são realmente merecedores dela. Mas, se não contamos a nossa verdade a todos, que propriedade temos nós para falar sobre a verdade dos outros?

Precisamos ter certo "desconfiometro" e nos afastar de pessoas assim. Infelizmente percebe-se que estas, que se dizem desprovidas de preconceito, são as primeiras a levantar um julgamento ou apontar uma falha. São as primeiras a estabelecer os rótulos. Não reverencio, tão pouco acredito em rótulos, pois pessoas não devem ser comparadas a coisas. Pessoas são únicas, merecem respeito e não rótulos. Deixemos os rótulos as “coisas” necessariamente e não aos indivíduos que tem todo o direito de fazer suas próprias escolhas e caminhos.

Durante essas reflexões, lembrei de uma pessoa que sempre diz: “Não gosto de rótulos”. No entanto, basta olhar para uma pessoa, que no mesmo instante acredita ter liberdade e direito de dizer toda a verdade sobre esta, mesmo que ela apenas tenha visto uma simples foto... Sem movimento, sem fala e sem emoção. Sem que conheça esta pessoa de fato. Imagina se ela gostasse de rótulos, como seria?!

Precisamos nos conscientizar, nos policiar... Ninguém é assim tão perfeito a ponto de se achar acima de toda a verdade plena e julgar quem quer que seja. A hipocrisia esconde tanta coisa. Não sejamos hipócritas... Cada um na sua, e talvez, porque não? Sem nada em comum. Seja como você deseja ser, deixe que outros sejam o que bem desejarem. Viva sua vida! Pois como já disse Jacinto Benavente: “Às vezes procura-se parecer melhor do que se é. Outras vezes, procura-se parecer pior. Hipocrisia por hipocrisia, prefiro à segunda.

Se estivermos bem com nós mesmos, a opinião alheia não pode ter efeito sobre nós... Não precisamos parecer bons aos olhos dos outros, precisamos ser suficientemente bons de acordo com nossos próprios critérios e concepções. A propósito, existe o certo e o errado? O bom e o ruim?

Penso que na vida, tudo é no mínimo questionável! O que é certo pra você, pode não ser para outro... Então, vale à pena discutir? Precisamos apenas respeitar a individualidade e deixar viver cada um suas próprias experiências. Como disse antes, cada um na sua, e se for para ser sem nada em comum, que assim seja, desde que sejamos nós mesmos!!!

terça-feira, novembro 18, 2008

SERES (DES) HUMANOS (by Rê Michelotti)


Impaciência...
Nestes últimos tempos tenho tido dias cheios, pesados, tensos e intensos. Não consigo mais entender a palavra paciência, pois a cada dia ela me parece mais estranha. Estou intolerante ao extremo e, por vezes, até eu me espanto como tenho reagido a determinadas coisas e atitudes alheias.

Pretensão...
É incrível como as pessoas não mudam e continuam insistindo que os seus problemas são infinitamente maiores do que os do resto do mundo. Quanta pretensão! Problemas são sempre problemas... Grandes ou pequenos, a intensidade dos problemas e a dor que eles causam, cabe única e exclusivamente a quem sente definir. Portanto, não façamos dos nossos o centro do mundo, afinal de contas, como diz a música “everybody hurts”.

Problemas...
Um empresário que tem em suas mãos um título de alto valor protestado tem um sério problema. Um agricultor que vê a sua lavoura devastada pela chuva de granizo tem um sério problema. A seca no nordeste brasileiro é muito séria e afeta centenas de pessoas. Um grande problema social. Um adolescente que não consegue se relacionar com o grupo mais popular da turma tem um grande problema. Um aluno do Jardim que ouve seu amigo de classe dizer aquela famosa frase de criança: “Não sou mais seu amigo!” – Isso é um mega problema.

Comparações...
Isto tudo vem servir de exemplo ao que dizia antes, todo mundo tem problemas. E o problema é suficientemente grande para quem o vive. Não comparemos nossos problemas e dores, mas, mais do que isso, não sejamos pretensiosos achando que sofremos mais do que o resto da humanidade. Se a gente parar para analisar, sempre tem alguém em condição melhor do que a nossa, isso é verdade. Mas pense no número gigante de pessoas que vivem com tantos outros problemas e em condição bem menos favorável, e nem por isso ficam entregues ao seu próprio sofrimento.

Chantagens...
Tenho traumas de infância relacionados à chantagens emocionais, não há coisa mais triste de se vivenciar, seja sentindo na pele a chantagem, seja vendo o ser que chantageia em ação. Em muitos momentos torna-se patético o que se faz para ter atenção dos outros. Isso é tão injusto. Isto é ser mau com requintes de crueldade, usar a emoção para causar dor ou pena em outra pessoa. Muito triste. Triste em especial porque o chantagista pensa ser recompensado com a atenção, mas não se dá conta do quanto essa atenção é falsamente conquistada, ou seja, perde seu valor real. Quero que gostem de mim pelo que sou, pelo que tenho de bom, não pela coitada que eu possa ser.

Justiça...
Acredito que a justiça seja o melhor para todos. Gostaria que a justiça estivesse ao alcance de todos. E talvez neste ponto se encontre todo meu mal estar atual. Vejo muita injustiça, onde ganha quem grita mais, quem tem mais subsídios para convencer. Ganha quem sabe mentir, quem sabe fingir. Ganha sempre quem for melhor ator/atriz. Faz-se justiça com igualdade de direitos e deveres. Não importa se você vai poder pagar a conta, se você adquiriu uma dívida ela é de sua responsabilidade. Se você prometeu, cumpra. Mas jamais prometa por alguém, você não deve se responsabilizar por algo que depende de outra pessoa. Por que o justo é algo tão simples e ao mesmo tempo tão difícil de ser conquistado?

Desacomodar...
E com todas essas coisas vou me irritando, perdendo a paciência com justificativas vazias que não provam nada... Vou pondo a boca no mundo. Por muito tempo calei-me pelo bem estar de todos. Calei-me para não criar caso, para não me incomodar. No entanto hoje, vejo que muita coisa que não é legal só acontece porque nos calamos frente a tantas barbaridades. Não nos damos ao trabalho de lutar pela igualdade de direitos, pelo justo para todos. Cada um luta por si... Uma luta solitária, e que acaba não tendo o mesmo efeito que poderia caso fosse em nome de um grupo.

Coletivo...
Falta solidariedade, seriedade, competência... e sobram tantas outras bobagens! Quero acreditar que ainda é tempo para se conseguir mudar um pouco o estado atual do todo... Quero acreditar que um dia vamos acordar em situação melhor, onde lutaremos por um grupo e não por um mundinho medíocre e individualista.

Buscas...
Divagações de Rê Michelotti... Momentos de reflexões noturnas, tempestades mentais... Insatisfação com o que vejo. Apenas mais um instante a sós com meus próprios pensamentos. Talvez só eu entenda o que sinto ou falo agora. Talvez eu apenas esteja externando coisas que me sufocam quando permanecem guardadas dentro de mim. Como diz a descrição do meu blog, escrevo mais do que para outros, escrevo na tentativa de também me entender um pouco mais. Para buscar a interpretação de alguns sentimentos: ilusões, desilusões ou breves reflexões... Sempre com um inicio, nem sempre com um fim definitivo.

sexta-feira, novembro 14, 2008

ALÉM DA MÁSCARA (by Humberto Gessinger)


Agora que a terra é redonda
e o centro do universo é outro lugar
é hora de rever os planos
o mundo não é plano, não pára de girar
agora que o tempo é relativo
não há tempo perdido, não há tempo a perder
num piscar de olhos tudo se transforma
tá vendo? já passou!
mas ao mesmo tempo fica o sentimento
de um mundo sempre igual
igual ao que já era
de onde menos se espera
dali mesmo é que não vem
agora que tudo está exposto
a máscara e o rosto trocam de lugar
tô fora se esse é o caminho
se a vida é um filme, eu não conheço diretor
tô fora, sigo o meu caminho
às vezes tô sozinho, quase sempre tô em paz
num piscar de olhos tudo se transforma
tá vendo? já passou!
mas ao mesmo tempo esse mundo em movimento
parece não mudar
é igual ao que já era
de onde menos se espera
dali mesmo é que não vem
visão de raio-x
o x dessa questão
é ver além da máscara
além do que é sabido, além do que é sentido
ver além da máscara

quarta-feira, outubro 22, 2008

OSCILAÇÕES TEMPESTIVAS ( by Rê Michelotti )


Da alegria à tristeza.
Do bem ao mal estar.
Do sono à insônia.

Da segurança à dúvida.
Da coragem ao medo.
De fora para dentro.

De cabeça erguida ou de cabeça para baixo.
Num momento nas nuvens, em outro sem chão.
Desejando tudo, e não querendo mais nada.

Subindo pelas paredes ou indo ao fundo do poço.
Linha reta ontem e incruzilhada hoje.
Certeza ontem, dúvida hoje.

Oscilações...
Tempestades...
Confusões...

Procurando o caminho.
Encontrando o rumo .
Construindo o futuro.

E mesmo que motivações não existam,
que a vontade da busca persista.
Uma linha reta, uma curva... a luz no fim do túnel.

Mesmo que hoje apenas o NADA,
que a fé cresça
e a ESPERANÇA permaneça.

EU TE AMO NÃO DIZ TUDO! (by Arnaldo Jabor*)



Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!
* Amo Arnaldo Jabor, escreve como poucos, com uma verdade e sensibilidade que engrandece tudo que cria!

segunda-feira, outubro 20, 2008

QUANDO O AMOR...(by Gibran Khalil Gibran)


Quando o amor acenar, siga-o,
ainda que por caminhos ásperos e íngremes.
E quando suas asas o envolverem,
renda-se a ele,
ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa feri-lo.
E quando ele falar a você, acredite no que ele diz,
ainda que sua voz possa destroçar seus sonhos,
assim como o vento norte devasta o jardim.
Pois, se o amor o coroa, ele também o crucifica.
Se o ajuda a crescer, também o diminui.
Se o faz subir às alturas e acaricia seus ramos mais
tenros que tremem ao sol, também o faz descer às raízes
e abala a sua ligação com a terra.
Como os feixes de trigo, ele o mantém íntegro.
Debulha-o até deixa-lo nu.
Transforma-o, livrando-o de sua palha.
Tritura-o, até torna-lo branco.
Amassa-o, até deixa-lo macio;
e então submete ao fogo para que se transforme
em pão no banquete sagrado de Deus.
Todas essas coisas pode o amor fazer para que
você conheça os segredos do seu coração,
e com esse conhecimento se torne um fragmento
do coração, da vida.

domingo, outubro 19, 2008

DEIXAR MORRER (by Rê Michelotti)


Às vezes é melhor deixar morrer.
Nada de morte lenta, é preciso que seja breve.
E se preciso for, que se mate em um único golpe.

Persistir em sentimentos pela metade não faz sentido.
Um sentimento que não contenta nem a um, nem a outro.
Se não for pra ser inteiro, este sentimento perde a razão de ser.
Tentar manter apenas partes, não convence, não ajuda.

Piora a dor da saudade, que se mata sempre pela metade, nunca inteira.
Pioram os sentimentos a cada dia mais revirados, e ainda assim, sem resposta.
Aumenta a dor de não saber mais o que é certo, ou o que é errado.
O que se deseja, e o que realmente se precisa fazer.

Sentimentos assim precisam de um fim.
Chega de tentar enganar o próprio coração.
Isso não vai levar ninguém a lugar algum.
O fim não precisa ter tom de drama.

Talvez o melhor seja ficar por aqui mesmo.
Um sentimento pode não ser suficientemente grande para ser amor...
Mas também não se pode admitir que depois de tantos momentos
Ele simplesmente seja reduzido. Reduzido a dor.

Reduzido a palavras avessas e frases mal interpretadas.
Talvez parar por aqui seja o melhor.
Agora quem fala é o coração, não é a razão.

Assim, ainda se podem guardar algumas páginas.
Páginas encantadoras desse breve-longo encontro.
E não quebrar o encanto dessa história.

O encanto deve permanecer no coração.
E para isto, hoje mais uma tentativa.
Um último ponto deve ser colocado.
O ponto final.

Apostar na morte de um sentimento
Para a esperança da construção de um novo.
De novo... Em um próximo capítulo dessa vida ainda!

sexta-feira, outubro 17, 2008

AMORES (NÃO) CORRESPONDIDOS (by Rê Michelotti)

Imagem disponível em:ideiascomimagem.no.sapo.pt/.../118_pierrot.jpg

AMOR, esta palavra tão pequenina, mas que sem dúvidas muitos suspiros já causaram, mesmo dos mais rudes homens. Uma palavra de certa forma simples, com um formato mínimo, no entanto tão repleta de significados. E estes significados são daqueles imensuráveis, não podemos definir esse sentimento em palavras, ele é algo pra ser sentido apenas por nossos corações.

O amor é sempre tema recorrente nas rodas de conversas, nos textos, nos livros, nas músicas, filmes e por aí vai. Mas não tem amor mais lembrado do que aquele não correspondido. Ah, esse dá voltas ao mundo, e parece que quanto menos correspondido, mais inspiração é capaz de causar. Seria uma veia dramática nossa, que se rende e vive aos extremos tudo que esse amor não correspondido pode nos causar? Ou talvez aquela necessidade de deixar a ferida aberta para tentar cicatrizar, deixando exposta toda a nossa dor? Será que assim curamos essa dor?

Um amor não correspondido causa dor, talvez a mais profunda que cada um de nós já pode experimentar... Não há quem tenha sido sempre amado! Em algum momento esta dor bate a nossa porta - a porta de nosso coração. Se você ainda não conhece esta dor, lamento, mas ainda vai conhecer. Mas não se preocupe, você irá sobreviver, e saíra talvez até mais forte dessa experiência. É uma dor grande, forte, mas que sempre nos ensina e nos força a talvez compreender o incompreensível.

Quando se ama de verdade, com intensidade de todo coração, a gente demora a aceitar que este nosso amor tão grande, tão imenso, tão cheio do nosso melhor não seja igualmente nos dado de volta. Mas infelizmente, as vezes ele simplesmente não retorna, não obedece necessariamente aquela ordem de que tudo que vai, volta. O amor às vezes pode ser uma via de mão única. Você ama e ponto. Ou ainda, o outro te ama e ponto. Fica-se por aí. Nem por isso é menos amor, nem por isso não vale. Todo amor é presente!

Você pode presentear quem você quiser, quem você achar que merece esse sentimento tão lindo. No entanto, quem o recebe não terá a obrigação de retribuir a você, de devolver. Para quem ama e não esta sendo correspondido, isto pode ser muito difícil de ouvir, ler, enfim... De tentar entender - mas a vida é assim. Ás vezes os lindos cupidos estão lá em cima brincando distraidamente e flecham você. E neste momento, você cai de amores por ela/ele... Poxa vida, logo esta pessoa?! Vai saber!!!

Essa certamente é mais uma das coisas incompreensíveis que lutamos tanto a compreender... Muitos já procuraram esta resposta, outros tantos ainda procuram, mas não conheço ainda um que tenha realmente encontrado as reais razões do por que amamos este, e não aquele, esta e não aquela. É um conjunto de coisas que atrai e encanta, que nos deixa em êxtase. E isso é tudo!

O amor é uma sensação única, maravilhosa, mas que quando não correspondido vem acompanhado de uma dor enorme: a dor do vazio, a dor da rejeição - não ser correspondido não entendo como rejeição, mas sei que este sentimento também toma conta de quem não recebe de volta. Enfim, o amor com acompanhamentos que certamente dispensaríamos se fosse apenas uma questão de escolha nossa.

Penso que o princípio de todo amor verdadeiro, é levar tudo as ultimas consequências, ou seja, invista todas as suas fichas, jogue todo o seu charme, encante o outro com o que você tem de melhor, use seus melhores artifícios, mas se ainda assim você sentir que o amor do outro não está vindo na medida em que você desejaria... Não gostaria de dizer desista! Mas enfim, se você já tentou de tudo, nada mais resta do que deixar as coisas acontecerem como o destino disser que tem que ser. Assim já disse Clarice Lispector, que não se devem fazer esforços inúteis, pois "o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição".

Não acredito que se possa amar por dois, tampouco que este amor por maior que seja te faça feliz amando por você e por outra pessoa... Uma pessoa não pode amar por dois, mas pode sim, com seu amor nos prender a ele de certa forma. Quando nos é oferecido um amor de verdade, aquele que não cobra, que apenas nós dá...isso é algo único, e ficamos de alguma maneira ligados a essa outra pessoa que nos escolheu para amar...E esta será para nós eternamente especial.

Ser amado, mesmo que por aquele que não necessariamente amamos igualmente, de forma a corresponder todos os seus sentimentos, ainda assim é um lindo presente. Saber que somos especial pra alguém é sempre um presente... Amor é sempre amor, e independente de quem venha, o mínimo que devemos fazer, é agradecer e respeitar esse nobre sentimento que nos é oferecido.

Se você ama alguém e não sente este amor correspondido, pense numa coisa: você pode ser imensamente importante para esta pessoa, ela te respeita, te quer bem ...Talvez agora você pense que isso é pouco para tudo que você deseja, mas o mundo dá voltas...muitas inclusive. E quem sabe, numa esquina da vida vocês não se reencontrem e vivam tudo isso que hoje por tantas razões não é possível.

Cultive o carinho, a amizade a compreensão entre você... e se esta pessoa hoje não te ama tanto quanto você desejaria, não se desespere, não crie uma tempestade em seu coração. Continue vivendo da melhor forma que você conseguir. Pois como já escreveu tão lindamente Clarice Lispector - "os sentimentos são sempre uma surpresa...Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés".

Faça sua parte, procure conquistar seu amor... Mas quando você já tiver feito tudo, simplesmente deixe acontecer. Quem sabe o amor não se renda aos seus pés também!

sábado, outubro 04, 2008

QUANTA CRIATIVIDADE*...



Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

Obs.: Agora, leia o poema de baixo para cima.
*Este poema circula na internet como sendo da escritora Clarice Lispector, no entanto, não se sabe ao certo se foi mesmo escrito por ela... mas todo caso...vale a leitura, é bem criativo!

O CONTRÁRIO DO AMOR (by Martha Medeiros)


O contrário do Amor.O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

quarta-feira, outubro 01, 2008

AS MULHERES DE 30 (by Mário Prata)


O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram "A Mulher de Trinta", de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz: 'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'.

Madame Bovary, outra francesa trintona, era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer diante dos tribunais: 'Madame Bovary c'est moi'. E a Marilyn Monroe, que fez tudo aquilo entre 30 e 40?

Mas voltemos a nossa mulher de 30, a brasileira-tropicana, aquela que podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de 30 bebe.

A mulher de 30 é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os cabelos de amarelo-hebe passa, automaticamente, a ter 40.

E o que mais encanta nas de 30 é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha!

A mulher de 30 está para se separar. Ou já se separou. São raras as mulheres que passam por esta faixa sem terminar um casamento. Em compensação, ainda antes dos 40 elas arrumam o segundo e definitivo.

A grande maioria tem dois filhos. Geralmente um casal. As que ainda não tiveram filhos se tornam um perigo, quando estão ali pelos 35. Periga pegarem o primeiro quarentão que encontrarem pela frente. Elas querem casar.

Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olham com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar.

O problema com esta faixa de idade é achar uma que não esteja terminando alguma tese ou TCC. E eu pergunto: existe algo mais excitante do que uma médica de 32 anos, toda de branco, com o estetoscópio balançando no decote de seu jaleco diante daqueles hirtos seios? E mulher de 30 guiando jipe? Covardia.

A mulher de 30 ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Ela, ao contrário das de 20, nunca ficou. Quando resolve, vai pra valer.

Faz sexo como se fosse a última vez. A mulher de 30 morde, grita, sua como ninguém. Não finge. Mata o homem, tenha ele 20 ou 50. E o hálito, então? É fresco. E os pelinhos nas costas, lá pra baixo, que mais parecem pele de pêssego, como diria o Machado se referindo a Helena, que, infelizmente, nunca chegou aos 30?

Mas o que mais me encanta nas mulheres de 30 é a independência. Moram sozinhas e suas casas, têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40.

Adoram flores e um cachorrinho pequeno. Curtem janelas abertas. Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, à hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam.

São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam.

Chegam lá atrás, no Balzac: 'A mulher de 30 anos satisfaz tudo'.

Ponto. Pra elas.

A LUCIDEZ PERIGOSA (by Clarice Lispector)


Estou sentindo uma clareza tão grande, que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar?
Assim como um cálculo matemático perfeito, do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer, vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço.
Além do que: que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez pode se tornar o inferno humano - já me aconteceu antes.

RIFA-SE UM CORAÇÃO (by Clarice Lispector)

Imagem disponível no Google

Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu..."...não quero dinheiro,
eu quero amor sincero,é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos, que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta

quarta-feira, setembro 24, 2008

REFLEXÃO DO DIA (by Anthony Robbins)


"O sucesso vem da tomada de iniciativa e determinação, persistindo, eloquentemente expressando a profundidade do seu amor. Qual ação simples você poderia fazer hoje para produzir um novo impulso em direção ao sucesso em sua vida?"

Todo dia deveriamos nos perguntar isso: Qual ação simples eu posso fazer hoje para pruduzir um novo impulso em direção ao sucesso em minha vida?

Estou precisando experimentar isso... se não posso dar grandes saltos hoje, mas for dando um passo após o outro...esses passos me levarão a algum lugar...Ficar parada reclamando não ajuda!!!

É preciso sair da inércia que parece não ter fim...

terça-feira, setembro 23, 2008

PRIMAVERA (by Maurício Manieri)


Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Que eu quero estar junto a ti
Eu quero estar junto a ti
Porque é primavera
Te amo
é primavera, te amo
meu amor
Trago essa rosa, para lhe dar
Trago essa rosa, para lhe dar
Trago essa rosa, para lhe dar meu amor, ieee
Quando o inverno chegar
eu quero estar junto a ti
pode o outono voltar que eu quero estar junto a ti
Porque é primavera
Te amo
é primavera, te amo
meu amor
Trago essa rosa, paralhe dar
trago essa rosa, para lhe dar
trago essa rosa, para lhe dar
meu amor, ieee
meu amor
Hoje o céu esta tão lindo, vai chuva
hoje o céu esta tão lindo, vai chuva
hoje o céu esta tão lindo, vai chuva
hoje o céu esta tão lindo, tão lindo
ieee tão lindo, tão lindo

REFLETINDO... (by George Horace Lorimer)


"É bom ter dinheiro e as coisas que o dinheiro pode comprar, mas é bom, também, verificar de vez em quando e se certificar que você não perdeu as coisas que o dinheiro não pode comprar."

segunda-feira, setembro 22, 2008

A PROBLEMÁTICA DE NOSSA ÉPOCA (by Simmel)



“Sentimos que o núcleo e o sentido da vida escapam sempre, a cada vez, das nossas mãos;
as satisfações definitivas realizam-se cada vez menos;
sentimos, enfim, que todo esforço e toda atividade, na verdade, não valem a pena.”

sábado, setembro 20, 2008

QUANTO VALE UMA AMIZADE? (by Rê Michelotti)

Imagem de meu arquivo pessoal

Ontem, como em quase toda a sexta-feira a noite, mais uma vez nos reunimos em família para assistir ao Globo Repórter, que trazia como tema a AMIZADE. Fazia tempo que não traziam este assunto como ponto principal de um programa, o que eu obviamente adorei.

Aí fiquei pensando sobre o tema em questão, no quanto uma amizade pode fazer a diferença em nossa vida; seja em bons momentos ou não.

Algumas pessoas conseguem lidar melhor com a solidão, mas outras nem tanto... eu faço parte desse último grupo. Preciso da companhia dos meus amigos como o ar que eu respiro. Sou movida pela companhia das pessoas, pela troca, pelo compartilhamento da minha própria vida.
Tem um pensamento que diz que nos contentamos em ter muitos amigos porque às vezes não temos "um bom amigo", pois se assim fosse, não teríamos a necessidade de ter tantos. Concordo que um bom amigo nos preenche, nos completa...mas a diversidade nas amizades também é importante. Cada pessoa tem um jeito de ver a vida e de se portar diante dos percalços que ela nos impõe. Assim, na diversidade das amizades, vamos aprendendo o melhor jeito de lidar com cada coisa, do melhor jeito que cada um de nossos amigos nos ensina.

Eu não estou descartando aqui a necessidade de termos UM grande amigo, aquele para o qual contamos absolutamente tudo; a pessoa que às vezes (ou sempre) sabe mais sobre a gente do que até nós mesmos. Isso é o que de mais pleno pode existir em uma amizade: o conhecer um ao outro, o entender antes mesmo que o outro nos peça.

Desta forma, penso que UM grande amigo é tão necessário quanto os outros tantos que vamos fazendo mundo afora, pois é a diversidade, é o diferente que sempre nos ensina, nos acrescenta. Até porque, tirando aquele amigo '"número um" (esse raro AMIGO Nº 1), que consegue ter todas as qualidades que desejamos, os demais sempre nos conquistam por uma característica em especial. Cada um dá sempre o melhor de si aos seus amigos, aos que nos cercam, aos que amamos... assim, nossos amigos e nós, na condição de amigos, conquistamos por uma característica nossa em especial.

Alguns amigos são para dar risada, contar piada, são aqueles que nos fazem rir, brincar, falar besteiras literalmente. E, convenhamos, mesmo as mais certinhas das pessoas precisam de momentos assim... do descompromisso, do riso, da alegria de estar falando "abobrinhas".

Alguns amigos são do tipo intelectuais, com eles gostamos de falar de nossos planos para o futuro, para eles pedimos opinião, auxílios e ensinamentos. É o amigo que sempre ajuda a sanar dúvidas que não alcançamos. Aí me vem à cabeça uma frase meio "batida", mas que parece se encaixar nessa situação: "Eu não sei sempre a resposta, mas tenho o telefone de quem sabe." (risos).

Alguns amigos são filósofos, com esses tecemos teorias, umas boas, outras puramente viagens de nossas cabeças... falamos da vida, do futuro, do ser humano e das dúvidas sobre a existência. São sempre conversas longas, mas ótimos momentos de reflexão sobre pensamentos e divagações sobre o mundo... e principalmente sobre nós: seres humanos sempre tão incompletos, sempre em busca de melhorararmos e evoluirmos como pessoas.

Poderia ainda descrever inúmeros outros amigos e suas peculiaridades, suas especialidades, mas cada um de nós, se pararmos para pensar, poderemos assim os enumerar em nosso círculo de amizades. E então, é ou não necessária essa diversidade nas amizades? Uma deliciosa diversidade que nos completa, complementa e preenche de forma especial e única de ser.

Estudos apontam que os solitários sofrem mais de problemas de saúde do que aqueles que convivem mais com outras pessoas, entre amigos. Quanto a isso, penso que não é regra, mas faz sentido, pois todos nós sabemos o quanto é bom termos alguém com quem dividir um problema, uma alegria do momento. Um amigo preenche isso com excelência, sempre pronto a nos ouvir. Se o motivo do desabafo não é tão bom, alivia nossa dor esse compartilhar... e se o motivo é bom, multiplicamos a alegria, pois nossos amigos de verdade sempre se alegram com nossas alegrias e conquistas.

No entanto, quanto à escolha de viver só, acredito que essa escolha não decreta o estar bem, ou o estar mal. Não se pode dizer que todos aqueles que escolhem uma vida mais reservada, mais solitária, serão acometidos de dores e doenças, pois algumas pessoas não sentem essa necessidade de compartilhar tudo, o tempo todo. De certa forma, algumas pessoas por si só se bastam, se preenchem. Confesso, sinto até mesmo uma pontinha de inveja disso (risos). Eu, como dizia no inicio do texto, sou extremamente ligada às pessoas e às trocas maravilhosas que podemos ter com as mesmas.

Alguns momentos a sós nos fazem bem, mas não sempre, apenas alguns (poucos, de preferência). Não sou pessoa de estar só, pois é o movimento e as conversas que me fazem mais feliz, ou menos. O convívio com outros me estimula o viver!

A reportagem trouxe à tona também a questão do casamento como uma forma de abrandar a solidão, de nos sentirmos bem. O casamento como uma forma de AMIZADE, e penso que indiscutivelmente é. Ou você partilharia sua vida com alguém que não fosse também alguém que você considerasse um grande amigo?! Eu não! (risos).

Segundo discussão sobre o assunto, o casamento difere-se de uma outra grande amizade apenas por alguns detalhes... No casamento temos uma forte amizade que nos uni, que nos faz conviver em harmonia (é para ser assim); no entanto, ao contrário da amizade, não somos necessariamente confidentes de nossos pares.

Penso que isso se deve a inúmeras questões... só para exemplificar meus pensamentos - pense um falando para o outro que no trabalho agora entrou um gato/gata nova na equipe, ou você está em dúvida de seus próprios sentimentos em relação a ele/ela. Isso deveria ser falado sim, mas não é facil. Não penso que isso não possa acontecer, vai depender muito do tipo de relação que cada casal estabeleceu... mas é claro que, de alguma forma isso sempre acabaria complicando um pouquinho, pois entrariam aí as inseguranças/desconfianças reais ou imaginárias que poderiam vir à tona, assim como muitas outras coisas.

Um outro ponto destacado é que na amizade, embora dividindo muitas coisas, não dividimos nossos travesseiros (Hum... ponto importante a ser pensado...risos). Ou seja, não confidenciamos aos nossos companheiros porque dividimos nossos travesseiros... ou seja, não compartilhar o travesseiro com nossos amigos, nos dá o aval para falarmos de tudo... As múltiplas questões que envolvem um casal deixam de existir.

Então, se associarmos uma coisa com a outra, poderíamos pensar então que uma relação plena é aquela em que partilhamos nossas vidas por inteiro, com confissões e tudo mais...e ainda dividimos nossos travesseiros?! É então o caso de transformar o amigo especial também em marido? ou o marido também em amigo especial?! (risos). Isso está ficando muito complexo, mas que a gente começa a tentar uma forma de unir isso tudo num só, ah! isso começa!!!

Seja como for, uma grande amizade é sempre muito importante, até mesmo aqueles que se reservam o direito de viver mais isolados, mais solitários, uma vez ou outra abrem as portas para seus amigos, ou para aquele amigo especial. Somos potencialmente seres sociais e esta condição nos propicia esse estado de desejar a companhia de outros a nossa volta. Se estes forem merecedores de serem chamados de AMIGOS...tanto melhor pra todos!!!

Penso que a amizade é algo sublime, que dispensa grandes explicações. Sabemos o quanto um amigo pode fazer por nós, mais do que ninguém, o AMIGO está com a gente, na alegria e na tristeza... Rezemos para que possamos com ele dividir sempre mais e mais ALEGRIAS.

quinta-feira, setembro 18, 2008

É O AMOR... (by Arnaldo Jabor)


Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
-Ah,terminei o namoro...
-Nossa, estavam juntos há tanto tempo.....
-Cinco anos...que pena...acabou....
-é...não deu certo...'
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...se não bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar.... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você.
E vice versa. Não fique com alguém por pena.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós.
Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói.
Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração..... Faz parte.
Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse....
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ?????

segunda-feira, setembro 15, 2008

UM BOM DIA PARA COMEÇAR (by Rê Michelotti)



Hoje é o dia! Hoje é segunda-feira!
Não é sempre na segunda que vamos começar a dieta?
Ou que vamos começar a caminhar, nos exercitar?
Não é hoje que prometemos arrumar as gavetas?
Terminar de escrever aquele artigo que esta pela metade, mas que precisamos entregar amanhã?
Que vamos por as contas em dia?
Os sapatos no lugar?
Que trocaremos a água do aquário?
Quantos planos...mas porque será é tão dificil chegar ao final da lista?
Como diria Leoni: " Mais perguntas que respostas"!
Vamos seguir o conselho de Shinyashiki, (ao menos tentar...) de que é preciso deixar a acomodação de lado, o medo...quem sabe se começarmos por mexer em pequenas coisas do nosso dia-a-dia... e com isso possamos dar início a grandes transformações... com menos resitência e mais persistência para essas mudanças!
Vamos tentar?
Parece pouco, mas pra quem está na inercia total, é um ato de mover-se em direção a alguma mudança, mesmo que esta seja sutil...uma sutil mudança!
Vamos lá!!!


NÃO ADIE SUAS INICIATIVAS (by Roberto Shinyashiki)

Foto disponível em: http://www.imagemnativa.com.br


A vida exige de nós uma atitude proativa. Somos agricultores que recebem apenas as sementes do amanhã, precisamos aprender a plantá-las, cultivá-las, colhê-las.Por Roberto Shinyashiki

Muitas vezes a acomodação com a vida que temos significa que nos acostumamos com pouco. É a adaptação aos pequenos sofrimentos diários. É fechar os olhos para as mudanças possíveis com preguiça de correr riscos. É ficar na confortável e segura rotina que criamos em vez de partir em busca de algo mais.


Quem foi contaminado pelo vírus da acomodação sempre deixa para amanhã o que poderia fazer hoje. São pessoas que evitam agir porque não querem lidar com as conseqüências de seus atos. São pessoas que evitam decidir porque não querem perder o conforto nem a segurança que têm – mesmo que esse conforto e essa segurança sejam bastante limitados. Elas se recusam a encarar qualquer tipo de risco, embora tenham talento de sobra para alcançar seus objetivos e serem felizes. Para evitarem o trabalho que terão ao lidar com o sofrimento desconhecido, elas se adaptam ao sofrimento conhecido.


Mesmo que não estejam passando por circunstâncias favoráveis e se sintam mal, preferem que as coisas continuem como estão a alterar sua rotina. Assim, qualquer pequena transformação é evitada. Cria-se uma barreira intransponível às mudanças. Uma pessoa acomodada evita conversar com o companheiro sobre suas frustrações no relacionamento com medo de provocar uma crise afetiva. Uma pessoa acomodada prefere afastar-se de um amigo a criar coragem para conversar sobre algum aspecto que a incomoda.


Existem também as pessoas que se acomodam afetivamente. Elas mantêm o casamento, mesmo que o amor já tenha acabado, apenas porque a separação e a busca de uma nova companhia snão atitudes que demandam grande esforço. Vivem pensando: – Para que procurar encrenca? São míopes: diante de uma situação nova, só enxergam os problemas que poderão surgir e o trabalho que terão. Nunca se dão conta das janelas que se abrem quando deparamos com alguma coisa nova. São pessoas que pensam da seguinte forma:

– Por que me candidatar a um cargo público se isso só traz dor de cabeça?

– Por que tentar me aproximar da mulher que amo se ela não me dá bola?

– Por que estudar mais para conquistar um cargo melhor se isso não adianta nada?


Elas não percebem quanto a coragem de enfrentar esses desafios pode ser importante para sua realização. Estão distraídas, olhando a vida passar sem se dar conta do que está acontecendo ao redor. As coisas ocorrem bem debaixo de seus olhos, e elas desperdiçam seguidamente as oportunidades porque não têm coragem de ir para o tudo ou nada.


Essas pessoas precisam aprender a arriscar apesar da possibilidade de errar. Aprender a enfrentar um desafio mesmo que pareça duro demais. Aprender a reconquistar o amor do filho ainda que para isso precisem derramar muitas lágrimas. Aprender a se impor, embora sintam as mãos geladas devido à tensão e à insegurança. Não dá para permanecer em nosso casulo: uma lagarta precisa virar borboleta. Não acredite que, se ficar em seu casulo, você estará plenamente seguro. Ninguém está 100% seguro na vida. Ninguém está livre de sentir dor.


Ninguém pode garantir que uma mudança de emprego seja bem-sucedida. Mas, se você não se arriscar nem se expuser, jamais saberá o que poderia ter acontecido. Você poderia ter sido feliz no amor, mas não foi. Poderia ter construído uma carreira bem-sucedida, mas não construiu. Poderia ter feito amigos fantásticos, mas não fez. Poderia ter voado por jardins floridos e perfumados, mas não voou. Arriscar é, portanto, preciso. Acordar para o mundo é preciso. Encante-se com as portas que se abrem à frente a cada novidade que surge em sua vida. Não permita que a porta se feche antes que você tenha visto o que havia do outro lado.


Não fique sentado esperando a morte chegar! As pessoas que ficam assim começam, depois de alguns anos, a sentir um enorme vazio no peito. Só então saem desse estado permanente de acomodação, acordam para o mundo e constatam, decepcionadas, que não criaram nada, não arriscaram nada, não aproveitaram nada. O problema é que isso costuma acontecer tarde demais...

Não deixe a acomodação tomar conta de sua vida para não provocar, no futuro, o seguinte comentário que alguém talvez faça sobre você: “Coitado, morreu aos 18 anos, mas só foi enterrado aos 60!” Por isso, dê a si mesmo a oportunidade de aproveitar a vida e nunca a despreze! Lembre-se: quem espera desespera. Se você perceber que está esperando a morte chegar, é hora de sair para o tudo ou nada e mostrar que seu coração ainda pulsa!

sábado, setembro 13, 2008

GUERRAS E BATALHAS (by Rê Michelotti)

Google Image

As vezes a vida pode ser vista como uma grande GUERRA.... pois a cada dia, uma nova BATALHA se apresenta a nós. Umas difíceis, outras nem tanto, mas sempre algo novo a nos desafiar.
A BATALHA de amanhã já esta marcada para as 8h, e terei mais um obstáculo a transpor. Estando suficientemente preparada pra isso ou não, agora não tem volta. Será amanhã...Então, seja o que Deus quiser!!!

MAIS PERGUNTAS QUE RESPOSTAS (by Leoni)


A noite entreabre a porta

Pro sol que já vai entrar

E eu tenho mais perguntas que respostas

A vida me surpreende

E o dia vem me lembrar

Que todo dia é tudo diferente

Do sudoeste vem chuva

E um sentimento de paz

De noite a gente se escuta muito mais

O céu invade a varanda

E eu deixo a alma no escuro

E ainda me espanto

Com o quanto eu deixo de notar

O sol escala as encostas

Enquanto eu tomo o café

E eu tenho mais perguntas que respostas

Tem tanta gente no mundo

Vivendo vidas seguras

Será que só eu me sinto tão confuso

Eu encho a alma de sustos

De vaga-lumes e estrelas

E fico feliz por nada ou quase tudo

Me sinto meio antiquado

Pensando tanto em família

Vivendo cercado de poucos bons amigos

Eu acredito em bondade,

Amor e honestidade

E o que me importaS

ão mais perguntas que respostas

A noite encosta a porta

O sol desperta a cidade

E eu planto mais perguntas que respostas

INSTANTES INSANOS... (by Rê Michelotti)

Foto by Ty Vieira

Intantes Insanos, ou insanos instantes? Tanto faz...pouco importa, mas que os dias tem sido meio de devaneios...ah, isso tem sido sim.

No transcorrer de nossas vidas, sempre temos momentos de desequilibrio. São normais, até mesmo esperamos por isso as vezes. Assim damos uma sacodida na poeira e renovamos de alguma forma. Renovamos nossos propósitos de vida, nossos sonhos ilusões e razões de ser. Mas que este desequílibrio seja breve, apenas para que possamos reciclar nossas emoções, sentimentos, ou a gente pira.

Estou numa fase dificil, onde não consigo me encontrar. Pior, uma fase assim nunca havia sido tão longa pra mim. Estou pirando aos poucos...o desequilibrio esta fazendo parte de minha vida, e desta forma, sendo algo normal.
Existe algo realmente NORMAL! Claro que não....o absoluto não existe, numa existiu! No máximo nesta vida, tudo é QUESTIONÁVEL!! Isso, e nada mais!

Certezas... Temos? As vezes... Absoluta certeza? Nunca! Ao menso nunca antes de experimentarmos o que nos causa essa INCERTEZA!
Como disse: devaneios...muitos devaneios...questionamentos e nenhuma resposta.

Alguem sabe onde posso tentar alguma coisa mais concreta do que dentro de mim? Porque aqui dentro, neste momento não vejo muita coisa. Nada que me ajude a sair desse estado de insensatez ou pior, dessa apatia que consome meus dias e noites.

Dormir tem sido meu melhor remédio...e também meu pior veneno.
Bem, mas agora já é muito tarde, e estou perdoada se novamente me deixo levar pelo desejo de dormir... e então me preparo mais uma vez, para viver a delicia do sono e da ausência desse mundo - minha fuga consciente de tudo. Desse mundo que as vezes só me faz confundir... não saber...enlouquecer, sem ao menos conseguir tentar algo pra isso não acontecer!!!

quinta-feira, agosto 28, 2008

VERBOS SUJEITOS (by Zélia Duncan)




Olhos pra te rever

Boca pra te provar

Noites pra te perder

Mapas pra te encontrar

Fotos pra te reter

Luas pra te esperar

Voz pra te convencer

Ruas pra te avistar

Calma pra te entender

Verbos pra te acionar

Luz pra te esclarecer

Sonhos pra te acordar

Taras pra te morder

Cartas pra te selar

Sexo pra estremecer

Contos pra te encantar

Silêncio pra te comover...

Música pra te alcançar...

Refrão pra enternecer...

E agora só falta você

Meus verbos sujeitos ao seu modo de me acionar

Meus verbos em aberto pra você me conjuga

Quero...vou...fui...não vi...voltei...

Mas sei que um dia de novo eu irei