terça-feira, janeiro 20, 2009

TENTE, REINVENTE (by Rê Michelotti)

Imagem disponível em: http://www.overmundo.com.br

Por onde quer que eu vá, com quem quer que eu fale, sempre acabo tendo a mesma conclusão sobre tantas coisas... A ordem atual parece ser única: Reinventar! Reinventar a vida, a alegria, a amizade, a dor, o sofrimento e até mesmo o amor.
A vida atualmente é de modo geral tão corrida para a maioria das pessoas, o que acaba por forçá-las a novos modos de viver, se divertir, fazer amigos e porque não, de amar.

Mas como se pode reinventar o amor? Tem como? Penso que sim, mas tendo o amor um conceito pré-definido a milhões de anos e disseminado às vezes de forma não tão verdadeira, de forma ilusória, fica complicado mexer... Mudar... Reinventá-lo. Mas ainda assim, penso que com um pouco de reflexão e entendimento do que significa amar, e respeitando o que isso significa para cada pessoa... Isso seja algo alcançável.

Talvez não da noite para o dia, mas num processo incessante de reconstrução, de reinvenção diária. Eis a grande questão: reinventar o amor dia após dia. Se dê esse tempo, de cultivá-lo e reinventá-lo a cada dia melhor... Reinvente o amor e permita-se evoluir com ele ou para ele. Isso pode ser uma experiência encantadora e muito sedutora!

Penso que reinventar o amor é um processo, e como tal tem muitas etapas ou fases. Para evoluir, é preciso do comprometimento de ambos os envolvidos nessa história de amor, é necessário que se tenha cumplicidade. Hum... Essa palavra por si só já é bastante atraente.

Cumplicidade! Essa palavra é mágica num relacionamento. Um relacionamento tem que ser construído pelas pessoas que nele estão envolvidas: com uma pessoa, duas ou mais. Abaixo o preconceito e a hipocrisia! Cumplicidade é entre outras coisas partilhar o todo sem medos ou vergonhas.

Cumplicidade anda ao lado da fidelidade, não da fidelidade física que condiciona a mera exclusividade do corpo. Fidelidade é muito mais que isso: é alma, coração, verdade e sinceridade indiscutível... Isso é fidelidade! É ter no(s) outro(s) o apoio para reinventar a relação de carinho, de amizade, de afeto, de sexo, e é claro, de amor... Tudo junto ou cada qual em seu momento.
Para quem me lê agora, talvez pense: pronto, pirou! Não, pelo contrário, é justamente nessas reflexões que me encontro, e percebo o quanto precisamos ainda evoluir para viver de fato uma história de amor. Não aquele amor romântico regado a muito ciúme, medo, insegurança e tragédia, mas um amor pleno, onde o que mais se deseja é a felicidade do outro. A felicidade do outro, como uma forma de nós mesmos sermos plenamente felizes. O desapego as convenções, ao certo e ao errado, apenas a reinvenção de um amor que seja nosso. Meu e seu, ou de quem quer que esteja em nossa história.

Amar é simples, a gente que complica com tantas exigências. Quando amamos queremos transformar o outro em um reflexo nosso. E aí perdemos o que temos de melhor: as diferenças que nos complementam e nos fazem melhores. Precisamos aprender a respeitar o jeito do outro, desde que este não nos cause mal... Deixemos que cada um seja um... E então possamos somar. Sem sufocar!

Como diz a música “Três” da Adriana Calcanhoto:
“Se você quer amar
Não basta um só amor
Não sei como explicar
Um só sempre é demais
Pra seres como nós
Sujeitos a jogar
As fichas todas de uma vez
Sem temer, naufragar
Não há lugar pra lamúrias
Essas não caem bem
Não há lugar pra calunias
Mas por que não
Nos reinventar”

Temos tanto amor dentro de nós. É muito amor para se ter um único modo ou um único Ser para amar. Como a letra da música mesmo “indefine”, não há como explicar, não basta um só amor... Um só amor sempre é demais para seres como nós, que jogam todas as fichas de uma vez, sem sequer temer naufragar.

Amar não é ter optar, é querer tudo e deixar que o tudo seja possível. Poder partir ou poder ficar. Assim eu também sou... Eu quero tudo: o mundo e seu amor, mas acima de tudo... Sem ser obrigada a optar! Preciso de razões e não de opções para ficar ou partir!

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