segunda-feira, agosto 23, 2010

DESSE JEITO (by Rê Michelotti)

Quando falam sobre nossa personalidade, temperamento ou simples jeito de ser e encarar a vida, as pessoas em geral, maneram para dizer como nos veêm. Ficam com receio de nos chatear ou magoar. Mas penso que quem nos conhece de verdade, pode emitir com precisão como realmente somos, sem nos causar nenhum desconforto. Quem nos conhece, não vai inventar algo, vai apenas descrever o que nosso jeito tem de mais evidente, e que no fundo nós também sabemos e não podemos discordar.

Durante uma conversa (quase) filosófica no msn... O amigo M. Fossa comenta como percebe o meu jeito. Embora não sejam apenas rosas, esta descrição revela sim, parte de mim. Não posso negar! Mas, apenas parte!

"Você é mandona e as coisas tem que ser do seu jeito... Então, quando não é você quem toma uma decisão, em geral, você não gosta!
Esse é o seu jeito... E quem gosta de você de verdade, tem que aprender a lidar com isso. Você é assim meu anjo... Mas tem muitas qualidades que superam esse seu jeito difícil. Como seu amigo, acredito que posso dizer o quanto você vale a pena." (M. Fossa)

Nossas qualidades devem se sobressair aos nossos defeitos, mas nem por isso estes deixam de existir ou ter pouca importância na construção de quem somos. Devemos reconhecer nossas falhas, não para mantermos nosso modo de ser, com aquela idéia de apenas afirmar que "É meu jeito. Eu sou assim!", mas para podermos, quem sabe, vir a nos transformar naquela pessoa que realmente desejamos ser.

quinta-feira, agosto 19, 2010

ALIMENTE SENTIMENTOS, NÃO DÚVIDAS (by Rê Michelotti)

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Não tenho razões para meias palavras. Prefiro preto no branco, pois não gosto da dúvida! Ainda que banir a dúvida seja algo utópico, quero distanciar-me o máximo possível dela.

A dúvida não é boa companhia. Ela não vem só...Traz consigo o medo e a incerteza. E se existe algo a ser construído, que seja por inteiro, de verdade; Sem espaços a dúvida!

E para isso, só tem um jeito...
Responda, explique-se, faça-se entender e elimine as dúvidas. Da mesma forma, pergunte, questione, se é sim, ou se é não... Faça com que sejam transparentes com você também.

As coisas não vão ser assim eternamente, mas serão até que as dúvidas sejam esclarecidas, e estas deêm lugar para que a segurança e a confiança se alicercem entre dois. Não se constrói nada realmente sólido sem a presença do diálogo e algum esforço recíproco, no sentido de ajustar a ordem natural das coisas e dos dois!

Cada pessoa tem um jeito de ser e de demonstrar o que sente ou gosta. Mas, mais do que demonstrar ou dizer o que se sente, é importante termos a sensibilidade e empatia para nos colocar no lugar do outro. Quando se trata de nossos sentimentos, será que somos tão claros quanto supomos ser?

Se deseja demonstrar o quanto gosta de alguém, não adianta fazer isso do seu jeito, como você gosta ou do jeito que você acha serve. O seu jeito é diferente, e por isso, talvez insuficiente para que o outro sinta, com a intesidade que você gostaria que sentisse.

Como seres únicos em nossas diferenças, não recebemos e nem decodificamos as mensagens exatamente da mesma forma. É preciso saber qual é o jeito, a maneira mais direta e certeira para que nos entendam, percebam e principalmente, sintam da forma mais plena que seja possível. Sintam nosso carinho, sintam nossa amizade... Paixão... Amor... Desejo... Prazer... Sem deixar dúvida. Nenhuma dúvida!
O que precisamos alimentar são os sentimentos, não as dúvidas!!!

terça-feira, agosto 17, 2010

QUEM É MESMO QUE COMPLICA?! (*)



Se a gente se insinua, é uma mulher atirada.
Se a gente fica na nossa, ta dando uma de difícil.
Se a gente aceita transar logo de cara, é uma mulher fácil.
Se a gente ainda não quer, está fazendo doce.

Se a gente põe limitaçõs no namoro, é autoritária.
Se concorda com tudo que ele diz, é uma tonta, sem opinião.
Se a mulher batalha por estudos e profissões é uma ambiciosa.
Se não está nem aí pra isso, é dondoca.
Se a gente adora conversar sobre política e economia é feminista.
Se não liga para estes assuntos é alienada.
Se a mulher corre para matar uma barata, não é feminina.
Se corre de uma barata, é uma medrosa.
Se a gente aceita tudo na cama é vagabunda. Se não aceita é fresca.
Se a mulher ganhar menos do que o homem, tá querendo ser sustentada... Se ganhar mais, tá querendo humilhá-lo.
Se a gente adora roupas e cosméticos, é narcisista. Se não gosta é sapatão, ou no mínimo desleixada.
Se sai mais cedo do trabalho é folgada... Se sai mais tarde, esta dando para o chefe.
Se gosta de TV, é fútil. Se gosta de livros, tá dando uma de intelectual.
Se a mulher quer ter cinco filhos, é uma louca inconsequente. Mas se só quer ter um, é uma egoísta que não tem instinto maternal.
Se a gente se aborrecer com certas atitudes dele, é uma mulher dominadora.
Se aceitar tudo que ele faz, é submissa.
Se a gente gosta de Rock, é uma doida chapada!
Se gosta de música romântica, é brega.
Se gosta de música eletrônica é porra louca.
Se a gente faz uma cena de ciúme, certamente é neurótica. Mas se não faz, não sabe defender seu amor!
Se a gente fala mais alto que ele, é uma descontrolada. Se a gente fala mais baixo, é subserviente!
Pô...E depois ainda dizem que mulher é que é complicada...


(*) Recebi este texto de uma amiga via email e infelizmente não sei quem o escreveu. Se alguém que passar por aqui souber o verdadeiro autor, por favor, me deixe um post. Thank's.

segunda-feira, agosto 16, 2010

CRASH - NO LIMITE (by Rê Michelotti)


Neste último final de semana, recomendada pelo amigo e jornalista Ricardo Labajos, assisti ao filme Crash. Ele não só recomendou o filme como também gentilmente emprestou-me o DVD.

O filme Crash do diretor Paul Haggis, traz uma coletânea de histórias que inteligentemente se inter-relacionam e nos mostram diferentes visões das complexas questões raciais que acontecem atualmente na América. Os personagens envolvidos nesse emocionante filme têm suas vidas abaladas por diferentes dramas, todos estes provenientes de alguma situação de preconceito vivida; e que fazem, de repente, com que suas vidas acabem colidindo.

Mais do que falar sobre o preconceito, demonstra por meio das várias histórias que este ainda esta presente em nossa sociedade e mesmo aquele que se diz uma pessoa sem nenhum preconceito, se analisar mais profundamente poderá encontrar algum resquício preconceituoso, seja ele da ordem que for.

Infelizmente não estamos imunes ao preconceito, mas precisamos começar a desmitificar este assunto, abordá-lo, discutí-lo para que este seja entendido, e quem sabe um dia, consigamos exterminá-lo de vez de nossa sociedade. Utopia talvez, mas preciso acreditar que isso um dia venha ser possível de verdade!

Como sempre escrevo aqui no blog, eu realmente acredito que não existam pessoas melhores ou piores que as outras, somos apenas diferentes. E nas histórias vividas no filme, onde, diga-se de passagem, nenhuma é mais ou menos importante ou interessante que a outra. Bem como, percebemos também o quanto o ser humano é uma mistura de sentimentos, de virtudes, de bondade e maldade. Ninguém é totalmente bom, tampouco se pode dizer que alguém é mal em sua totalidade. Bondade e maldade andam juntas.

O meio em que vivemos e as influências que sofremos durante a vida nos fazem ir mais para um lado ou mais para outro. Fica claro que são nossas opções ou escolhas que nos fazem ser assim diferentes uns dos outros. E tudo isso faz com que cada pessoa passe a lidar de forma única com seus problemas e dramas, partindo de suas próprias referências construídas.

É preciso de uma vez por todas abandonar os rótulos, e entender que a primeira impressão que temos de alguém não necessariamente é a que deve ficar. Nem tudo que parece é! Nem tudo que parece bom, se faz verdadeiramente bom na prática; assim como nem tudo que parece ruim, se materializa em forma de maldade. Como diz Clarice Lispector: "Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar".

A nossa vida é construída de pequenos instantes e cada um deles nos exige um comportamento específico, assim, as circunstâncias em que conhecemos alguém, pode não ser o retrato fiel daquela pessoa, mas apenas uma pequena parte dela.

Outro aspecto abordado nesse filme e que também se deve refletir, é o quanto nós nos conhecemos, em especial quando estamos em uma encruzilhada, num beco sem saída ou em uma situação de real apuro. Quando algumas situações da vida nos colocam contra a parede, quem sabe nossas atitudes/ações podem surpreender ou chocar não apenas aos outros, mas à nós mesmos. Gostaríamos de nos conhecer, mas de fato, não temos certeza!

Neste filme não há uma história contada que se possa dizer mais interessante que a outra... São situações, momentos e sentimentos diferentes, mas todos eles vividos de corpo e alma pelos atores. No entanto, deixo aqui um comentário especial sobre a pequena Karina Arroyave - que dá vida à personagem Elizabeth, que mesmo tão pequena soube traduzir com muita emoção e realismo o momento da cena em que ela protege seu pai com sua incrível capa invisível. Momento intenso, que mistura ingenuidade, fantasia e amor de verdade.

Crash não é um documentário, não é um filme literalmente baseado em uma história real, mas com certeza você vai perceber e sentir que é um filme que poderia retratar a vida de muitas pessoas que você conhece, quem sabe até mesmo a sua. Um filme com histórias que podem causar inúmeros sentimentos, mas jamais indiferença!

Sei que gostar ou não das histórias do filme como um todo, é algo bem particular... Mas aqui deixo o meu depoimento superpositivo sobre Crash, pois este foi com certeza, o melhor filme que eu já tive a oportunidade de assistir.

Ricardo, obrigada pela dica especial... Você agora tem mais alguns créditos comigo!

“Isso é o senso do toque. Numa cidade real, você anda, sabe? Você esbarra nas pessoas, as pessoas esbarram em você. Em L.A, ninguém toca você. Estamos sempre atrás de metal e vidro. Eu penso que perdemos tanto esse toque, que batemos uns nos outros, só para sentirmos alguma coisa”. (Crash - No Limite)