segunda-feira, dezembro 13, 2010

Ser brega, eis a questão! (by Rê Michelotti)

Casualmente ou não, nos últimos dias tenho lido repetidamente, e em diferentes lugares, sobre o que é “brega”. Embora esta palavra em geral venha sendo utilizada com o mesmo sentido em todos os lugares, ou seja, com o sentido de algo fora de moda, ridículo, que seja motivo de vergonha ou coisas do gênero... Percebo que a definição do que vem a ser brega, assim como a de outras palavras, depende muito mais dos olhos e dos sentidos de quem está tentando conceituar... No caso aqui, a questão se volta ao que é brega ou não.

Gosto de ler a revista TPM*, onde encontrei o tema “brega” em destaque de forma muito criativa. Os entrevistados da coluna “Baú da Vergonha”, são convidados a listar cinco coisas que adorem, mas que ao mesmo tempo os envergonhem, por ser um gosto brega ou cafona demais. A partir dessas listas, percebi o quanto o conceito de ser Brega é relativo.

Para alguns, ser brega é ter um par de sapatos brancos no armário, guardarem os noivinhos decorativos do bolo de seu casamento ou ainda ter uma coleção de CDs do Bon Jovi. Para outros, ser brega é gostar de ouvir música sertaneja, ver “arquivo confidencial do Domingão do Faustão” ou quem sabe enfeitar a geladeiras com aqueles ímãs coloridos de bichinhos.

Em resumo, ter ou não ter um gosto cafona, ser ou não ser brega é uma questão de gosto pessoal e não necessariamente do que a moda ou a mídia esta ditando no momento como o último grito ou tendência mundial para isso ou aquilo, para este ou aquele tipo de comportamento. O que é brega para um, pode ser muito legal para outro. Tem coisas ditas como bregas e A-DO-RA-MOS e coisas super legais para outros, mas que achamos o último nível do quesito brega!

Já me peguei pensando ou mesmo comentando sobre as cafonices dos outros, mas me dei conta que não costumo pensar nas minhas. Isso se explica pelo que comentei antes, só consideramos Brega o que não gostamos. Dá para concluir que ser brega então não existe, afinal de contas, cada um tem direito a escolher o que melhor lhe convier sem ter que ser taxado como isso ou aquilo. Sinto que o brega e o nosso gosto são inversamente proporcionais. Depende de que lado estamos... Do lado de quem gosta ou de quem não gosta!

Pensando sobre os gostos alheios e os meus próprios, lembrei de algumas coisas que devo confessar: Acho o fim (da picada!) o show de final de ano do Roberto Carlos – Eu não sei como ainda tem alguém que assiste. Parece sempre o mesmo do mesmo! Em compensação, assistindo um filme americano meio água com açúcar outro dia, percebi que uma de minhas cantoras favoritas, no caso Celini Dion, lá fora é tida como super brega. Ela seria uma espécie de Roberto Carlos aqui? Acabei lembrando também de alguém ter me dedicado uma música da Sandy – “ Pés Cansados” no seu blog pessoal, mas com uma frase que dizia mais ou menos assim: “ eu sei, é Sandy, mas a música é bonita e lembrei de você”. Senti que esse comentário foi quase um pedido de desculpas por ter me dedicado a música, como se na verdade falasse... ‘’é meio brega, mas bonita”. Se é bonita, é e pronto. Se gostar de Sandy é cafona, eu sou!
Outra que não posso deixar de registrar... Eu sempre fui totalmente contrária às músicas sertanejas, não sei, nunca me agradavam, mas de repente passei a gostar de uma frase solta aqui outra ali, mas continuava a me policiar dizendo para mim mesma, você não vai gostar disso, não é Rê?! Você gosta de Ana Carolina, Adele, Marisa Monte, David Gray!!! Aqui, cabe um breve comentário, já me disseram que sou brega por gostar de Ana Carolina... E daí?! Amo mesmo assim. E eis que num de seus shows, ela admite ao vivo: ’’não contem para ninguém, mas se eu tivesse que cantar uma música brega seria "...Quando digo que deixei de te amar, é porque eu te amo... quando digo que não quero mais você... é porque eu te quero...". Aí pensei, Estou perdoada! (risos).

Enfim...apenas algumas coisas, entre tantas que fui me lembrando com esse revirar de idéias... Se fosse ficar lembrando aqui, haveria uma lista interminável, como achar brega uma mulher com o sutiã todo aparecendo, seja a alça ou qualquer outra parte dele. Esta peça está classificada como uma peça underware, íntima ou como diria minha vó, uma "roupa de baixo" e, é embaixo que deve ficar. Ainda falando em sutiã, acho horrível aqueles de tiras transparentes de silicone – parece que você está colada com fita adesiva do tipo ‘’durex”- Não dá! Outra coisa que não dá, é homem de sunga... Sei que é coisa de gosto, e eu não gosto! Se posso usar a palavra brochante, eu usaria quando vejo um cara de sunga. Definitivamente não rola! Ainda não sei o que não me agrada, deve ser trauma de infância. Não acho absolutamente nada do que falam: nada provocante ou sensual. Uma bermuda/bermudão me agrada bem mais e me convida a querer saber mais sobre. Apenas um gosto meu que talvez seja diferente do seu!

Todo mundo acha isso ou aquilo cafona, brega ou seja lá como costuma chamar, mas em geral não nos avaliamos nesse quesito, como se tudo que gostássemos fosse o máximo. Vamos combinar, se isso é coisa específica do gosto de cada um, podemos admitir sem medo, que eu e você possamos achar alguns gostos contrários bregas, mas isso são apenas preferências particulares... A amizade continua a mesma! Somos todos um pouco brega aos olhos dos outros... Uns mais, outros menos, mas todos bregas! Portanto... Relaxem, ser brega não assim tão mal, é apenas uma questão de gosto para mim e falta de gosto para você... Ou seria o contrário?! (risos).

*www.revistatpm.uol.com.br

2 comentários:

  1. Olá querida !!!

    Adorei sua postagem !!
    definitivamente acredito que não exista o Brega, primeiro porque como você mencionou, é uma questão de gosto e segundo porque na Moda, hoje é brega mas daqui a uns anos volta com força total !! Quantas coisas que considerávamos bregas hoje não estão de volta às passarelas ?
    Por isso mantenho a mente aberta, eu adoro Joe Satriani, Lorenna Mckennitt , mas outro dia me encantei com uma musiquinha do Justin Bieber, nem ligo, se me agradou, tá dentro !!
    Brega é quem taxa algo de brega, o mundo está globalizado demais para isso ;)
    Mas confesso que quando uma coisa me dói aos olhos ou ouvidos, acabo dizendo -Que brega! kkkk
    fazer o que né, façam o que eu digo mas não façam o que eu faço hehehe
    Adorei !!
    Super beijo !!

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  2. É isso mesmo, deixei de ouvir o mundo para amá-la! Beijo

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