quarta-feira, outubro 26, 2011

Nem só da escassez a crise se alimenta, mas também do excesso (by Rê Michelotti)

Imagem: Google

Eu não sei se acontece com todas as pessoas, mas muitas vezes me sinto tão deslocada nesse mundo, como se eu estivesse no lugar errado ou sendo a pessoa errada, com comportamentos, condutas e pensamentos errados... Afinal, se tantos seguem o mesmo caminho e eu pareço estar sempre na contramão... Acabo me questionando quanto as minhas filosofias pessoais, não que me importe além do que devo com isso, mas confesso às vezes me sinto isolada, pois parece que o que eu falo é abstrato demais para algumas pessoas. E isso não está ligado necessariamente a uma condição de inteligência demasiada ou inexpressiva de minha parte ou daqueles com quem me relaciono, é apenas o modo de perceber ou sentir o mundo que parece um tanto distante, diverso, avesso, ou quem sabe, até contraditório.

Num mundo onde a bandeira é sempre em defesa de se respeitar a individualidade do ser humano e o seu direito de ser, de ir, de vir ou o que quiser, não sinto na prática essa liberdade. Sinto-me sob uma pressão constante e multilateral que me diz justamente o contrário. Quanto mais se fala em respeito à individualidade, mais nos cobram que sejamos iguais em tudo. Se nos colocamos em oposição ao movimento da massa, muitas vezes somos apontados ou julgados como sendo "alienados". Mas a palavra alienado não é a mais indicada para denominar os que se negam a igualdade total sem nenhum questionamento... Seguir sem questionar é que seria alienar-se!

Costuma-se dizer que o mundo está em crise, mas o mundo e suas vibrações vêm das pessoas que dele fazem parte... Logo, não é o mundo que está em crise, mas sim as pessoas. E todas essas energias divergentes, convergentes que colidem em algum momento, de um jeito ou de outro... E mais uma vez, não é o mundo que se perde, são as pessoas. A crise ora se mantêm outras se intensifica. E não é para menos, pois são inúmeras informações e contradições vindas de todo lado, que algum confronto sempre é percebido.

As maiores crises em tese são vividas em estado de privação de algo ou de algumas coisas, mas atualmente, percebe-se que estamos vivendo uma grande crise provocada justamente pelo contrario, pelo excesso. Excesso de tudo!

Embora em algumas partes do mundo, muitos ainda vivam com muito menos alimento do que o necessário, por exemplo, podemos ver nitidamente a oferta abundante e permanentemente aumentada de alimentos em tantos outros lugares. Não estou aqui falando em qualidade, mas em alimento como um todo. Em cada esquina que passamos a uma carrocinha de cachorro quente, uma banca de frutas, um carrinho de picolé, churrasquinho e por aí vai. E no contraponto disso, nunca se exigiu tanto que tenhamos bons hábitos alimentares, que nos cuidemos para manter a forma física e mental. Resultado dessa oferta toda de alimentos fáceis e altamente calóricos é o ganho de peso extra para muitos. A briga continua com o excesso de comida e conseqüentemente o excesso de peso, de cobranças pelo corpo e a forma perfeita.

Os meios de comunicação são outro exemplo, pois nunca se viu disseminar tanto uma notícia e com a velocidade que acontece hoje, em especial pelo uso da internet. Um acidente no Japão acontece hoje as 11h da manhã e as 11h e 5min ou talvez antes disso o mundo todo já esta sabendo. Quanto a notícias reais e de interesse público, isso de fato é excelente. No entanto, tantas outras coisas não tão legais se espalham com a mesma rapidez, se não até mais rápido. É o vídeo do "carinha" que gravou cenas íntimas dele com alguma garota desconhecida, mas que em segundos, é a mais conhecida e acessada notícia do dia.

Outro drama da rápida disseminação de tudo, quanta cópia da cópia... Nunca se copiou tanto, nunca se plagiou tanto as idéias alheias. Mais que isso, não se multiplicou tanto conteúdos pouco confiáveis como agora. Tem de se avaliar muito bem cada coisa encontrada e lida nos meios virtuais, jornais e tudo mais, pois o que tem de gente achando que é escritor, cientista, artista, músico e tudo mais, é grande!

Enfim, isso tudo deve fazer parte: Crises, mudanças, crises... E a vida segue sempre, sem parar. Talvez um pouco mais a frente a possibilidade de algo novo, ou a chance de vivenciar outras crises, com apenas algumas pequenas variações das anteriores. E assim, os excessos de tudo a nossa volta muitas vezes nos deslocam, nos põem a prova, testam nossa sanidade e discernimento para decidirmos por nós mesmos e não pela massa que vai cegamente, sabe-se lá para onde... Mas não se entregar a essa coisa de manada que não questiona nada, talvez isso nos deixe a salvo e com a mente no lugar. Se não livre das crises (impossível se livrar de todas), ao menos protegidos de grandes estragos!

quinta-feira, outubro 13, 2011

Somos responsáveis por nossa saúde?

Imagem disponível: Google

Nossa saúde é resultado do conjunto de cuidados que temos com nós mesmos: com nossa alimentação, as horas de descanso e sono que nos permitimos diariamente, as atividades físicas que praticamos, entre outras tantas coisas. Logo, se não conseguirmos ter os cuidados básicos para mantermos nossa saúde, algum tipo de desconforto, mal estar ou mesmo alguma doença poderá nos atingir. Resumindo, temos a responsabilidade de estar no controle de nossa vida e saúde porque se isso não acontecer, estaremos em apuros. 

Aí alguns devem estar pensando: "Ah, mas quando eu estiver em apuros é só procurar um médico que ele me ajuda, me indica um medicanto e tudo certo". Será?! A medicina como ciência evoluiu muito nos últimos tempos e junto com ela o roll de medicamentos para diferentes enfermidades também. Mas isso por sí só nos salva de todo e qualquer mal que venha nos acometer?! Não seria mais fácil a gente prevenir ao invés de remediar?!

Sou uma profunda admiradora dos profissionais da área de saúde, e aqui cito em especial os médicos que estão sempre estudando e se especializando para ter como opção de  tratamento aos seus pacientes o que há de melhor por aí. No entanto, acredito que muitos médicos e demais profissionais da área de saúde estejam literalmente de cabelos em pé ao receber determinados tipos de pacientes em seus consultórios.

Vejo muitas pessoas sem nenhum comprometimento com sua saúde no dia-a-dia e quando a coisa aperta, correm para o hospital ou para o consultório para atucanar a vida dos médicos. Meu deus! Deixem que os médicos cuidem de quem realmente está precisando e se importando com seu estado de saúde de verdade.

E não posso deixar de comentar aqui, algo que é sempre uma constante quando a conversa envolve médicos, tratamentos e afins... Muitos veem um médico como um Deus salvador, que independente do que nós fizermos com nossa saúde ou com a falta de cuidados que tivermos, eles vão ter a resposta mágica para tudo. Será que um pouco de colaboração e bom senso de cada um para um melhor equilíbrio de sua própria saúde não cairia bem?! Penso ser um bom começo.

Ficar fazendo tudo errado e depois ir até o médico para que ele dê jeito nas coisas que não tivemos o menor comprometimento e empenho em cuidar por nós mesmos, não me parece a melhor escolha a fazer. Pior que isso ainda, para alguns, se o médico apenas orientar num primeiro momento para a mudança de hábitos como algo necessário para mudar o quadro, o que ouvimos direto? "Esse médico não sabe nada"! Ou reclamações lamentosas como as repetidas: "Ele nem me receitou nada"! "Ele não descobriu nada de errado em mim"! Qualquer pessoa em sã consciência deveria ficar feliz porque o médico não encontrou nada de errado com sua saúde, no entanto, alguns usam desse fato para detonar e difamar muitos médicos. Lamentável!

Aí eu fico pensando... Se alguém vai ao médico e ele não receita nada além de boas orientações, nossa... Isso é  ótimo. Sinal que precisamos apenas ajustar algumas coisas do nosso cotidiano para restabelecer o equilíbrio de nossa saúde novamente. Mas para alguns isso é atestado de burrice ou inaptidão do profissional. Lamentável que alguns queiram achar dor e doença a qualquer preço e a onde não tem.

Respeito muitíssimo os profissinais de saúde, e por isso mesmo me solidarizo com eles quando percebo tantas pessoas pondo neles espectativas que vão além do que eles estão preparados para atender, e que convenhamos, já muito: orientar e cuidar da saúde de quem PRECISA. Médico é um profissional que como em qualquer outra área profissional tem suas limitações. Médico é especialista em saúde? Sim. Ele pode resolver todos os nossos problemas? Não. Um médico é um profissional apto a nos ajudar em tudo que se relaciona a nossa saúde, no entanto, esquecem que médico não é santo, não é Deus e portanto, não faz milagres. Cada um tem que fazer a sua parte e não jogar toda responsabilidade no profissional de saúde.

Por sorte, podemos ainda encontrar profissionais sérios e competentes em suas devidas especialidades, mas como em qualquer outra profissão, há também aquela meia duzia de profissionais que com sua falta de ética e incompetência, tenta denegrir a imagem de tantos outros excelentes médicos. Por essa razão, em muitos momentos devemos ir ao médico abertos ao que ele vai nos dizer sim, mas isso não signirfica que independente de qualquer coisa, ele vai ter sempre razão e a resposta que vai de encontro ao que precisamos. Em casos  mais complexos ou extremos, acredito que um pouco de bom senso e ir em busca de mais informações quanto ao que nos incomoda é bem conveniente. Não dá para ir apenas dizendo amém e fazendo tudo que nos mandam sem questionar se esse realmente é o melhor jeito de tratar isso ou aquilo que estejamos precisando.

É preciso estar atento a nossa saúde e tudo que precisamos fazer para que ela mantenha-se em equilibrio... É preciso que tanhamos a real dimensão da nossa responsabilidade na manutenção de nossa saúde e o que podemos esperar enquanto ajuda de um médico na hora que acharmos necessario sua intervenção. Sejamos realistas, é preciso focar na causa e não no efeito de nossas tantas dores, desconfortos e "dodóis".

Conhecida a causa do mal que nos acomete, a luta passa a ser focada em combatê-las para banir seus efeitos em nossa saúde... Isso não acontece da noite para o dia, não é algo simples. Um médico pode dizer tudo que você deve ou não fazer para reverter um quadro, mas ele não poderá fazer por você.

Assumir nossa responsabilidade e parar de jogar a culpa nos médicos porque não melhoramos disso ou daquilo, é só mais uma situação em que muitos estão apenas preocupados em encontrar alguem para culpar, nada mais. Jamais devemos responsabilizar qualquer outra pessoa pelo insucesso desse ou daquele tratamento, se não fizermos nada para que ele realmente dê certo, se nem ao menos seguimos as orientações que nos foram dadas. Lembre-se, o médico irá te orientar, auxiliar, indicar e as vezes até medicar... Mas se você não fizer sua parte, cuidando de si mesmo, nenhum médico poderá fazer esse milagre por você!

Pela consciência que tenho hoje sobre saúde e cuidados que preciso ter para uma vida equilibrada, deixo aqui o meu agradecimento especial a Dra Marcia Regina Michelotti, que sem rodeios, de forma clara e direta sempre faz questão de explicar o porquê determinadas coisas acontecem com nossa saúde e como devemos agir para nos manter fortes e no eixo,  mantendo o equilíbrio de nossa saúde.

É preciso que nos conscientizemos que somos os únicos responsáveis pela manutenção de nossa própria saúde. Se não a cuidarmos, pagaremos o preço devido logo alí na frente e culpar esse ou aquele médico por isso não fará diminuir nosso mal estar ou dor. Pense nisso!!! 

quinta-feira, setembro 08, 2011

Julgamentos: não deixe que eles definam quem você é (by Rê Michelotti)


 
 Imgem:Google

Independente de ter um blog e aqui escrever com mais ou menos freqüência, sou viciada em ler outros tantos blogs. Como seguidora de alguns, costumo comentar e interagir mais freqüentemente. Há também aqueles encontrados ao acaso, citado dentro de outro blog, site ou afins da internet e que por alguma razão nos chama a atenção e nos convida a visitá-los. Alguns não passam de visita única por não nos identificarmos com o tema, o jeito como é escrito, com o dono do blog e tantas outras coisas. No entanto, em outros passamos de meros visitantes a seguidores entusiasmados, ainda que não sejamos necessariamente do tipo que comenta sempre, estamos sempre acompanhando e lendo outros blogs.

No Spa de Idéias não é diferente, pois algumas pessoas o leem, mas não necessariamente se sente a vontade para expor aqui seus comentários e por vezes o fazem por outros meios. Se essa questão de comentar, opinar, partilhar é algo que constrange a pessoa por uma questão de timidez, ok... Entendo perfeitamente, e fico realmente satisfeita que ela o faça de outra forma. Não que me importe de fato se estão concordando comigo ou não. Isso de discordarem aqui ou ali - ou até mesmo em tudo - o que escrevo. Não é algo que me incomode ou perturbe. Mas por meio dos comentários e opiniões ampliamos a discussão sobre algumas coisas e elevamos nossos horizontes a outros níveis, já que por vezes, mesmo sem querer, nos limitamos a uma única forma de ver, a nossa.

Todos têm o direito à livre expressão de seus pensamentos e assim como eu não concordo com tudo que leio, mas respeito diferentes opiniões, é o mínimo que espero para com meus pontos de vista aqui relatados. No entanto, percebo que muitos que visitam, não só o meu blog, mas tantos outros, preferem se abster de qualquer comentário, permanecem apenas meros espectadores da visão alheia. Ou ainda, quando decidem fazer algum comentário, o fazem de forma anônima. Entendo e sei que atualmente somos literalmente rastreados via Google ou outros tantos buscadores e facilmente somos encontrados em tantos lugares diferentes no meio virtual. Mais que isso, somos de certa forma desvendados.

Acredito sim que é preciso bom senso e não sair por aí fazendo comentários de qualquer jeito, nem emitir impensada ou inadequadamente nossa opinião. Mas, independente de não termos idéias ou opiniões formadas sobre tudo, precisamos sim ter maturidade, confiança e consistência absoluta no que acreditamos ou não. Não acredito que devemos temer por expor o que acreditamos e muito menos quem somos. Isso seja se falando em blog ou em uma discussão numa mesa entre amigos. Nossas opiniões, escolhas fazem quem somos sim, e se alguém não gostar da gente assim, paciência! Ninguém vai agradar a todo mundo mesmo. Prefiro acreditar que quem me cerca e continua por perto sabe exatamente que tipo de pessoa eu sou, independente de pensar igual a mim ou não.

Todo mundo merece nossa mais pura verdade? Não, nem todos! Algumas pessoas estão somente preocupadas com as aparências e julgamentos moralistas, ainda que isso seja apenas mais uma face da hipocrisia... Estas não merecem ter conhecimento de determinados aspectos da nossa vida, simplesmente por isso ser algo que não conseguiriam acompanhar com a maturidade ou com a mente aberta que precisariam. Mas enfim, nem por isso vou me esconder ou fingir ser o que não sou para satisfazer o gosto de tantos hipócritas julgadores ou apenas para agradar a mais meia dúzia.

Em geral esses que julgam nossas idéias, atitudes e comportamentos, são justamente aqueles que no fundo só não fazem o mesmo porque lhes falta algo que é para poucos: coragem! Coragem de ser quem se é e não ficar na dependência de preencher os pré-requisitos da moralidade e da aceitação de todos. Vejo que por esse medo de se expor, de ser julgado, algumas pessoas estão ficando cada vez mais rasas, mais superficiais, pois não conseguem expressar sua verdadeira essência, quem realmente são. Na maior parte do tempo algumas pessoas preocupam-se em representar o que elas acreditam que deveriam ser, ou pior, representam o que acreditam que os outros querem ver.

E o caminho segue cada vez mais árido, sem verdade alguma e tanta gente tentando ser o que não é apenas para não se expor, para não ser julgado, para agradar a todos. Além disso, sofrem um tipo de repressão interna por não poder externar o que realmente sentem ou pensam... Tornam-se prisioneiras do seu medo, do seu moralismo e dos outros também. Estas pessoas não partilham sua vida por medo e tampouco conseguem ouvir a verdade do outro sem julgar... As pessoas passam a ser uma ilha e se sentir cada vez mais solitárias, sem ninguém para dividir nada, pois temem dizer quem realmente são. Isso por vez ou outra faz com que muitos passem a conversar e se abrir com muito mais freqüência com estranhos, pois de alguma se sentem mais seguros novamente em uma outra forma de anonimato, de falar com o desconhecido, mas garantir que não será julgado, julgado e julgado.

Lamentável...
Quando vamos poder SER de verdade? Quando não precisaremos temer ao julgamento alheio? Quem vai ouvir sem nos classificar instantaneamente como certos ou errados?Onde estão aqueles que chamamos AMIGOS?!

Isso tudo me fez lembrar de uma frase que li e que diz mais ou menos assim: "Se soubessem quem eu realmente sou, ninguém me dava bom dia".

Sempre que penso nisso acabo rindo sozinha e me perguntando: Será?! (risos)

terça-feira, setembro 06, 2011

VAMOS COMEMORAR...




Comemore este dia FAZENDO!!!



segunda-feira, setembro 05, 2011

É Preciso Sentir (by Rê Michelotti)

Imagem: Arquivo pessoal Rê Michelotti /2011


"Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respeitar nossas fraquezas. Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza legítima à qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios sente-se aquele gosto pouco salgado, produto de nossa DOR mais profunda.” (Clarice Lispector)

Nascemos e crescemos com a idéia de que temos o dever de sermos extremamente felizes. E ainda que todos saibam o quão utópico é este desejo, passamos nossos dias gastando toda nossa energia nessa incessante busca irracional da felicidade plena. Já escrevi aqui no blog uma vez e repito, não acredito na felicidade desta forma. Não há felicidade plena e precisamos parar de nos preocupar tanto em fazer a vida assim tão e somente feita de felicidade, como se todo resto não valesse nada.

É bom ser feliz? Certamente. Mas é preciso aprender a entender e perceber a felicidade, pois está é tão abstrata, tão subjetiva que por vezes podemos cometer o descuido de não vê-la ou não senti-la bem ao nosso lado.

A felicidade utópica que todos alardeiam por aí é extravagante, barulhenta e plena... Eu não acredito nessa felicidade. Eu acredito em muitas outras formas de felicidade e tenho a certeza que ela consiste em pequenos gestos e atitudes bem mais discretas e sutis.

Eu acredito na felicidade criada pela satisfação de uma boa noite de sono. Eu acredito na felicidade que nasce da alegria de um lindo sorriso de quem amamos. Eu acredito na alegria de rever o sol depois de intermináveis dias de tom cinza e chuva. Eu acredito na felicidade que vem do dever cumprido, da tarefa realizada e da satisfação de nos sentirmos em dia com nossas prioridades mais simples do cotidiano.

Eu acredito na felicidade instantânea que um bom banho quente pode nos proporcionar. Eu acredito numa das poucas sensações de felicidade que pode se dizer por vezes plena, que correspondem ao exato intervalo dos segundos que dura um intenso orgasmo. No mais a felicidade é uma colcha de retalhos que vamos montando dia-a-dia e como toda colcha de retalhos, dá trabalho e leva tempo. É preciso escolher os melhores momentos, recortar as imperfeições, costurar muito bem e não deixar nenhum ponto sem nó.

No entanto, me resta a certeza de que felicidade não é uma obrigação como estão tentando fazer a gente acreditar. O que sinto é que não podemos ter um momento de fraqueza, de medo, insegurança ou mesmo de tristeza propriamente dita. Exige-nos força e coragem o tempo todo. Mas até mesmo o mais forte tem seus momentos difíceis e precisa um pouco do escuro para repousar a alma, descansar o corpo e retomar as forças.

Às vezes não há outra forma de vencer uma tristeza que não a vivendo em sua totalidade. Assim como precisamos viver o luto da perda daqueles que amamos, precisamos também viver o estado de luto para sentimentos que nos desequilibram, intoxicam e fazem mal. Mas isso atualmente tem sido difícil. A tristeza parece não ser algo normal. Se não for alegria e festa 24h do dia, é errado e não pode. Mas é normal, e mais do que poder viver isso, precisamos!

Viver um momento de dor, de tristeza faz parte da vida e cabe a cada um decidir quando é o momento de se recolher para se refazer. Cada um tem o direito de decidir se quer ou não partilhar sua dor... Ou apenas ficar em silêncio até que isso passe. Precisamos respeitar não somente a alegria ou felicidade do outro, mas o que quer que ele esteja sentindo... Inclusive a dor da tristeza de um momento pouco colorido.

Às vezes é preciso ficar no escuro, cobrir o rosto e chorar sozinho. As lágrimas podem não ser a solução, mas vão te acalmar e trazer de volta a um estado de serenidade para resolver o que aquieta a tua alma. É fácil ficar feliz com a alegria de outros, mas quanto à tristeza, apenas quem a sente é capaz de dizer com que intensidade lhe parte o coração.

É preciso perder o medo de assumir nossos instantes de tristeza, mas isso não significa que temos de ser vistos como os dramáticos melancólicos ou depressivos. Isso significa que somos humanos, temos sentimentos e embora sejamos fortes a maior parte do tempo, algumas coisas abalam nossas estruturas sim. Mas isso não faz de nenhum de nós depressivos dramáticos, pois estar triste agora, não significa ser uma pessoa triste.

Acredito que este seja o medo da maioria das pessoas ao não assumirem que estão num momento triste: de serem vistas como infelizes. Mas estar triste não é ser infeliz 100% de sua vida. Estar triste é coisa momentânea, que só pode ser experimentada por aqueles além de viver apenas, sentem... Só nunca fica triste aquele que não aceita esse seu momento por se sentir fraco assim...

Prefe-se muitas vezes continuar usando a máscara da felicidade e continuar com a farsa da felicidade inabalável, fazendo de conta que nunca está ou será suscetível. Não estou aqui brindando a tristeza, pelo contrário, quero minha colcha de retalhos de momentos bons bem maiores do que aqueles não tão bons. Mas quero que, por favor, me permitam sim viver um instante de tristeza sem ter que me explicar que não SOU infeliz, apenas ESTOU triste hoje.

Sou humana, e para mim qualquer coisa só funciona, só se vive de fato quando a gente sente. Tristeza ou alegrias, eles precisam nos preencher, nos fazer sentir que não estamos vazios... Pois só ao vazio não podemos dar lugar. O vazio, este sim devemos temer... Quanto ao resto, apenas nos permitir sentir... E, sentir!


Falta... (by Rê Michelotti)

Imgem: aquivo pessoal Rê Michelotti/2011

Queria ter o poder de deixar para trás o passado, enterrar as coisas ruins, esquecer os momentos difíceis e perdoar as pessoas que me magoaram, seja pelos excessos ou por suas omissões. Queria ter o poder de fazer tudo de novo, para de alguma forma tentar fazer melhor do que foi possível até aqui.

Queria ter tido uma família que fosse meu esteio, meu exemplo. Uma família que tivesse tido a competência de me dar à orientação do melhor rumo a seguir. Mas quando olho para trás, vejo uma família em pedaços, com pessoas tão desorientadas e perdidas como jamais alguém desejaria ver.

Se eu os culpo?! Não, apenas sinto falta de algo que nunca tive: base, sustentação, alicerce, ou seja lá o nome que se pode dar a isso. Quando penso na família – pai e mãe – vejo um homem e uma mulher lutando para encontrar o melhor caminho para suas vidas, mas antes disso, errando muito, sem rumo e desnorteados pelas suas escolhas iniciais.

As pessoas vivem em busca da felicidade, tranqüilidade e acima de tudo do equilíbrio. Infelizmente poucos encontram e com eles não foi diferente, pois ambos morreram sem realizar o que mais desejavam: se amar em paz. Um amor sem culpa, sem dor, sem mágoa, sem ressentimentos.

Acredito que todos os problemas pelos quais eles passaram e talvez por muitos que eu e tantas outras pessoas passemos hoje tem uma mesma origem: a falta. A falta de orientação, de apoio, de amparo. Essas faltas criam pessoas de certa forma frágeis, mas que teimam em criar uma casca para se proteger. Assim, quem as vê de fora não consegue perceber nada além da força, mas que é apenas uma máscara de proteção para não se mostrar ainda mais frágil do que se é.

Mas de alguma forma a vida vai ensinando a sermos um tanto mais fortes mesmo. Vai nos dando o rumo, ainda que aleatoriamente. E na luta diária se acredita estar indo bem, o que nem sempre vai além do nosso desejo, o que nem sempre é verdade.

Sucessões de falhas e faltas passadas de pai para filho ao longo de muitos anos e de algumas gerações. Volto à questão da culpa... Alguém tem culpa?! Penso que não! Na maioria das vezes não se pode e nem deve culpar alguém por algo assim. Se isso é uma sucessão de falhas e faltas que vem de longa data, não dá para dizer quem errou. E também que a questão fundamental não é quem errou, afinal não temos mais como mexer no passado. Ele aconteceu e isso é fato. Não podemos mudar o passado. Dizem que podemos sim é mudar o futuro, a partir do presente... Espero que seja verdade, pois não gostaria de repetir os mesmos erros. Eu acredito que possamos mudar o futuro... Eu só ainda não sei como.

Na vida encontramos facilmente quem nos aponte nossas falhas, nossos defeitos e tudo mais... Porém, voltamos à velha estória: criticar o que está feito é sempre mais fácil. Difícil é dizer como fazer diferente. Ninguém gosta de ser criticado, e isso é normal, afinal quando somos criticados, significa que estão apontando nossos defeitos e falhas. Comigo não é diferente, em especial se a crítica vem só com a descrição do que está errado. Como sabemos, dizer o que está errado é fácil, difícil mesmo é ter alguém comprometido o suficiente com a gente para além da crítica, apontar algumas possíveis saídas e as melhores formas de resolvermos as coisas.

As mudanças, os consertos, estes dependem de nós, não tem jeito Ninguém vai mudar nossa vida e transformá-la da noite para o dia para gente. Seria ótimo, mas não é assim... Mudar o que não desejamos isso sempre corre por nossa conta, mas claro, uma ajuda, um conselho, isso sempre cai bem.

Hoje a falta se faz presente. Sinto falta da minha mãe... Talvez não necessariamente da mãe que tive, mas da mãe que gostaria de ter tido. Uma mãe que me ouvisse, que pudesse escutar meus sonhos, meus desejos. Uma mãe com a qual eu pudesse partilhar meus segredos. Uma mãe que pudesse dar o melhor conselho. Hoje eu preciso de um conselho, de um bom conselho, pois não sei se estou no caminho certo ou não... Mas eu não preciso de qualquer conselho. Eu preciso de um conselho forte, que eu acredite nele de verdade; que eu me sinta segura para decidir o que devo fazer e faça.

Mãe, poderia ser você mesma... Do seu jeito, porque eu sei que suas faltas ou omissões não foram propositais, mas o que você conseguiu aprender com a vida. Sei que mesmo quando errou, foi tentando acertar e não vou te culpar... Queria ter podido contigo contar, não apenas para me ajudar... Mas especialmente para te ajudar. Eu quis tanto te fazer melhor... Não só pra mim, mas acima de tudo pra ti mesmo. Sinto sua falta, muita falta! Fica com Deus, é só isso que posso dizer agora!






















quinta-feira, setembro 01, 2011

4 anos de Spa de Idéias! (by Rê Michelotti)


Imagem: Google image

Eu não sou muito boa com datas e horários... E aqui com o blog não é diferente! Em agosto agora o blog fez 4 anos... Parece que foi ontem que iniciei este espaço para partilhar idéias, limpar a mente e de alguma forma me entender melhor atráves disso tudo... Aqui  também conheci pessoas legais que partilham desse gosto de ler, escrever... Um mundo a parte, quem nem todo mundo curte... Mas quem começa nesse mundo ''Blogal" não sai mais. 

Nesses quatro anos de blog eu aprendi muitas coisas por aqui, e em especial passei a escrever um pouco melhor. É um treino constante, mas que vai melhorando pouco a pouco. Lembro como se fosse hoje o primeiro post... Que sacrifício, não dava nunca uma página! (risos) Hoje as vezes preciso me impor um limite, ou isso aqui acaba virando um jornal. 

Tenho fases de escrever mais, outras menos... Mas gosto de saber que tenho esse cantinho só para mim! Um lugar onde ponho as idéias em ordem conforme vou escrevendo. Eu sou o tipo de pessoa que não consgue guardar ou aprisionar os sentimentos, eu preciso expor como forma de compreender melhor cada momento. 

O blog é minha terapia particular. Se estou feliz, divido minha felicidade, se estou triste ou decepcionada partilho meus dramas e em alguns momentos de outras pessoas que me cercam também... Falo de mim, mas mais do que ser estritamente pessoal os textos, são também das pessoas e do mundo do qual faço parte. E a cada final de postagem eu tenho garantida a sensação de tranquilidade novamente. As vezes quando bate a vontade de gritar e espernear, ser mal criada com alguém... Venho aqui, escrevo e passa... Afinal, tem pessoas que não vale nem a pena a gente perder tempo, energia e muito menos nossa paciência!

Aqui já fui bem interpretada, mal interpretada... Mas isso faz parte quando nos expomos, é preciso aprender a lidar com isso. Mas, mais importante do que ser mal interpretada ou não, é ter a certeza que aqueles que passam por aqui sempre tiram algo de proveito... E isso é uma das gratificações que tenho aqui... Saber que de algum modo eu não vivo sozinha neste mundo e  minhas experiências podem também ser em algum momento de uma outra pessoa qualquer. Pessoas que talvez encontrem em minhas divagações respostas aos seus próprios questionamentos. Faz bem para mim e se de alguma forma fizer a outra pessoa, melhor ainda. Satisfação dobrada e faz valer ainda mais a pena.

Pra mim que tenho a comunicação como o ar que respiro, o blog me dá oxigênio, me acalma, me traz novo ânimo em especial quando alguma deprê aperta e me sinto só, ou mesmo quando não se pode dividir com alguém específico alguma coisa. As vezes não é questão de segredo, mas nada, nem ninguém melhor do a gente mesmo para nos entender com a profundidade que precisamos. Aqui no blog eu me entendo, aqui eu me encontro. Aqui sou eu, simplesmente Rejane, no meu jeito mais original que poderia ser!  

Quatro anos de Spa de Idéias e muitos outros que estão por vir!


quarta-feira, agosto 03, 2011

Expectativas, Injustiças & Decepções (by Rê Michelotti)

Imagem: arquivo pessoal Rê Michelotti - Junho 2010

Sempre que desejamos muito alguma coisa, elevamos nossa expectativa deste acontecimento a um nível que nem nós mesmos sabemos precisar exatamente. Mas é um sentimento, um pensamento que nos toma de tal forma, que esta expectativa quase transborda. Até aí tudo bem, afinal, enquanto estamos na fase de expectativa apenas, e em especial, quando nos sentimos positivos quanto ao que desejamos ou esperamos que acontecesse, é uma sensação boa. O ruim mesmo é quando essas expectativas não são preenchidas de acordo com nosso desejo... O ruim é quando essas expectativas são desfeitas. Nessa hora percebemos que a decepção é diretamente proporcional ao caminho percorrido e estabelecido pela nossa expectativa, com uma diferença apenas: Uma expectativa não atingida dói mais! Como se não bastasse, pode doer ainda mais quando percebemos a injustiça no ar. Não tem pior sentimento do que nos sentirmos alvo da injustiça, pois é algo que vai além do nosso controle muitas vezes.

Enquanto eu crescia e minha mãe dizia que era preciso ser uma pessoa boa, se preocupar com os outros, saber se colocar no lugar delas, ser solidária e até mesmo lutar para que o justo sempre fosse o ideal para todos... Eu realmente cheguei a acreditar que se eu fosse sempre justa com as outras pessoas, meio como mágica estaria imune a injustiça. Mas a gente cresce e percebe que não basta ser bom e pensar no bem para não sermos atingidos pela injustiça. Mais cedo ou mais tarde chega nossa hora. E não chega uma única vez... Ela nos persegue inúmeras vezes vida a fora, mesmo que a gente tente desesperadamente fazer tudo certinho... Ainda assim a injustiça fica logo atrás de nós e por repetidas vezes nos pega, a gente merecendo ou não. Isso tudo que penso ou desabafo agora, não é de forma alguma um lamento de vítima, até porque, sou apenas mais uma. Mas se me incomodo com as injustiças cometidas com outros, imagine com as que eu mesmo tenho que passar.

As vezes nosso mundo parece mesmo avesso, pois temos tantas leis, tantas convenções do que pode, do que não pode, do que é ou não aceito socialmente, no trabalho, na vida enfim... Mas quando alguém não respeita o direito dos outros, quando alguém age de má fé apenas em causa própria, nenhuma dessas leis, nenhuma dessas convenções são válidas para aquele que comete a injustiça.

Para deixar as coisas com um gosto ainda mais amargo em nossa boca, a injustiça parece ser sempre justificável, explicável de modo que não pareça algo assim tão mal... Ao menos para quem comete a injustiça e pensa que engana com explicações esfarrapadas. Mas isso tudo faz parte, nos faz crescer e não esquecer nunca de que o mundo lá fora esta cheio de pessoas boas, mas tem também uma parcela significativa de gente que só quer se dar bem, ainda que para isso, prejudiquem e cometam injustiças inúmeras com quem passar por seu caminho.

Lamento por estas pessoas acharem que podem realmente ser felizes assim, eu jamais conseguiria... Mas enfim, a mim cabe apenas a certeza de que faço o que considero certo não apenas para mim, mas para todos que se envolvem no que quer que seja. Aos injustos, infelizmente por aqui não os veremos muitas vezes sendo punidos, mas sem ser rancorosa, nem muito menos querer jogar praga... Mas porque eu realmente acredito: tudo aquilo que a gente dá aos outros, certamente volta para nós, sejam coisas boas ou ruins. Como já escrevi aqui uma vez... A o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória!

Nem sempre aquele que comete uma maldade ou uma injustiça será devidamente punido entre os homens, mas acredito que de forma alguma devemos nos calar. Sempre que nos deparamos com algo injusto e que não concordamos e muito menos desejamos para nós... Temos que dizer no ato: ''Olha, você pode estar achando que engana a todos, mas vejo sua injustiça de longe''. Se isso não resultar em nada, resta pelo menos o consolo de termos nos manifestado, termos dito que não concordamos... E assim, quem sabe um dia quando for cometer alguma outra maldade com alguém, lembre-se alguém pode estar vendo tudo e não ficar assim tão camuflada a sua má intenção. No mais, é só mesmo seguir lutando para se ter muita paciência, muita tolerância com tanta coisa errada por aí...

segunda-feira, maio 23, 2011

Para Um Artista... (by Rê Michelotti)

Ilustração Lô Michelotti - Março 2011

Gostaria hoje de agradecer muitíssimo a um jovem artista que muito tem contribuído para meu blog, fazendo lindas ilustrações para meus textos.
Obrigada Lorenzo, você sem dúvida tem uma alma de artista que a cada dia se mostra mais forte e marcante em você.

Quero que saiba que estarei sempre ao seu lado, te ajudando, cuidando, incentivando e acima de tudo, acreditando em todo o potencial que você tem para ser o que você quiser na vida.

Todos nós nascemos com inúmeros dons, a nós compete apenas muito trabalho, dedicação, esforço e uma dose bem generosa de paciência para aguardar o momento em que nossos sonhos se realizem.

Tenha sempre coragem, força e muita persistência. Podemos ser o que quisermos, nunca esqueça disso... E jamais, em hipótese alguma escute quem quer que seja, dizendo a você que não pode. Você pode SIM, basta que você queira de verdade e não tenha preguiça de fazer o que for preciso para chegar lá... Seja onde for o seu desejo.

Sei que hoje você tem sonhos totalmente ligados a tua veia artística, onde escreve e ilustra todas as suas histórias no estilo ''mangá''... Isso pode continuar presente nos teus desejos e penso que você leva muito jeito para isso. Mas se por alguma razão mais tarde você mudar de idéia, já disse, podes continuar fazendo isso como um hobby seu, como algo que vai ser sua fonte de inspiração para outras coisas que você deseje.

Independente de qualquer coisa, só quero que tenhas certeza de que eu, teu pai e teu irmão somos desde já teus fãs eternos, pois acreditamos em ti... Mas acima de tudo, te amamos do jeito que tu és!

Amo-te muito filhote, você é  muito especial e me faz sentir igualmente assim quando estou com você!!!

E mais uma vez, obrigada pela sua gentileza ao ilustrar meus textos!

Algumas Faces da Separação (by Rê Michelotti)

Ilustração de Lô Michelotti - Maio 2011

Sempre que entro em assuntos de separação, divórcio e afins, e que tem uma criança envolvida no meio, eu sempre, SEMPRE acabo de certa forma me estressando, chateando, incomodando e tudo mais de ruim que se puder imaginar.

Sei que existem pessoas civilizadas, que embora passem por um momento de rompimento familiar assim, conseguem não ser tomadas pelo sentimento de raiva e mágoas acumuladas ao longo de uma relação. No entanto, o que mais se observa ainda é a emoção se apossando do casal e estes ainda que com filhos, muitas vezes esquecem que os mesmos fazem parte desse rompimento também, mas com muito menos maturidade e nehum "dever" de se manter racionais - isso é para os pais.

Sei que às vezes não resta outra saída que não cada um seguir seu rumo, pois não se pode às vezes mudar as coisas entre um casal... Seja por imaturidade, seja por temperamento ou um simples comportamento que incomoda um ou outro, independente de ser algo que venha do homem ou da mulher. Se não há mais o que fazer para reconstruir um relacionamento e casal saudável... Ok, que venha a separação, que venha o divórcio, mas pelo amor de Deus, se há crianças ou adolescentes neste meio, que se tenha um pingo de noção, de que estes não querem outra coisa a não ser ver pai e mãe juntos. Não os cobre que entendam que o pai é um doido aventureiro, ou então que a mãe é uma desvairada ciumenta. Isso é entre o par e os filhos com o passar do tempo podem até entender como um motivo para separação, mas ainda assim se pudessem escolher, desejariam ver pai e mãe sempre juntos. Eu sei disso, pois vivi isso na pele quando meus pais não estavam juntos. E quem se arrisca a dizer que pai não faz falta, que mãe é que faz, se engana redondamente. Assim como a mãe, o pai faz falta sim, e muita.

Durante o relacionamento estável e amigável do casal, ambos partilham alegrias e tristezas desta relação e também de seus filhos. Partilham responsabilidades, sejam estas de ordem emocional, física ou financeira... Tudo como deve ser! Mas eis que a tal separação chega como algo inevitável e de repente, tudo muda de figura. Pai e mãe só sabem jogar toda e qualquer culpa um no outro, seja sobre culpas ou irresponsabilidades na relação propriamente dita do casal, seja em relação ao comprometimento e atenção aos filhos. Os dois nessa loucura frenética para culpar o mais rápido possível o outro, não se dão conta de que isso se configura numa tremenda tortura para seus filhos, que as vezes assistem isso tudo mais de perto do que seria bom para eles.

Passada essa fase dramática do rompimento e do stress de quem vai morar onde? Quem vai morar com quem? Quem vai pagar o quê? Quem vai ficar nos feriados com as crianças e quem vai ficar nas férias? E assim por diante... Entra-se inevitávelmente em outras infindáveis discussões. É impressionante como o ato de separar duas pessoas afasta mais do que fisicamente e emocionalmente filhos de pais e mães...Mas afasta a possibilidade de saber que tem e pode contar com os dois independente do final da historia dos pais.

O casal pode se separar e culpar ao outro o quanto quiserem pelo término de uma relação... No entanto,  jamais podem sacrificar seus filhos no meio disso tudo. Por muitas e muitas vezes entrei em discussão com várias pessoas por conta disso, e por isso estou aqui hoje escrevendo para desabafar, talvez para mim mesma!

Vejo mães que na impossibilidade de ficar com seu amor, usam os filhos para enlouquecer o ex-marido – estou me referindo aqui a ex-marido, mas leia-se apenas ex-amor, ex-namorado, ex-companheiro, ex-namorido  ou o que cada um achar mais conveniente para si. Isso é uma guerra sem fim, pois aí elas dificultam ao máximo a questão da visita dos filhos ao pai e vice-versa, como se isso afetasse apenas o ''ex''. No entanto, antes de mais nada, está afetando seu próprio filho. Quando não tenta minar as visitas e momentos de pais e filhos, algumas mãe atucanam a vida do ex pedindo dinheiro, dinheiro e dinheiro... O pai deve sim continuar sendo responsável financeiramente pelos filhos, mas o fato da mãe estar com eles não a libera do pagamento de suas contas também. Sei que educar um filho deve continuar sendo tarefa dos dois e manter um filho na linha, não deve mudar porque pai e mãe se separaram... Mas não só de dinheiro vive uma criança ou adolescente, é preciso bem mais do que isso. 

Por outro lado, os pais também fazem das suas... Acham que como se separaram da "fulana", ela não receberá mais nada, nem um centavo, pois senão vai usar para ela mesma ou ainda que vai usar para para quem sabe se arrumar para outros, o que o deixa maluco. Mas aí deixa também de ajudar seus filhos. Mais ainda, julga que tudo que acontece de não muito bom na vida do filho é sempre culpa da mãe, pois é com ela que o filho mora. Pensa que porque compra uma vez ou outra um livro, um tênis ou algo assim para o filho, está isento de pagar a pensão do mesmo... Ou ainda pior, porque estão com a pensão em dia, a mãe que se vire com algum gasto extra que por ventura possa existir. 

Conheço pessoas que pagam pensões absolutamente simbólicas, já que na prática não paga nem o que filho come durante um mês inteiro. Efim, aí entra também a consciência de cada um. Para os filhos parece não ter mais nada sobrando, mas para as mil viagens de final de semana, para o carro novo e mais tantas outras coisas, parece que tem uma árvore. E isso se aplica tanto ao pai que não cumpre, quanto a mãe, pois embora seja ainda minoria, existem sim muitos pais que na separação tomam conta de seus filhos... Nessa hora, nada da mãe se esquivar com a velha desculpa de ue o pai ganha melhor do que ela. O filho é dos dois, é preciso deixar o egoísmo de lado!!!

A guerra parece não acabar nunca, e os filhos continuam no meio do tiroteio, as vezes se quer com a chance de tentar se defender também. Uma separação pode acabar definitivamente com a relação de um casal, mas jamais deveria acabar com a relação entre pais e filhos, mães e filhos. Se temos filhos foi porque assim o desejamos, ou ao menos deveria ser... Logo, nós pais somos os primeiros a ter o dever de lutar pelo bem estar dos nossos filhos como prioridade máxima na nossa própria vida.

Sei que as relações entre homens e mulheres são complexas, e as vezes não se chega a um denominador comum e cada um deve seguir seu caminho até mesmo para o bem de todos, pois uma casa em conflito constante nenhum filho merece também. Ninguem pode dizer: "Fiquem juntos de qualquer jeito, é assim que tem que ser porque vocês tem filhos". Mas eu aqui, posso ao menos tentar uma reflexão com algumas pessoas, como alguém que viveu na prática um cotidiano de "filha sem pai"... Alertar para que sejamos mais tolerantes, mais compreensivos, mas que acima de tudo, seja lá o que venha acontecer com nossos relacionamentos, não nos esqueceremos,  que quando decidimos ter nossos filhos, foi algo pensado em conjunto e como um desejo realizado, temos que manter nossos filhotes protegidos das coisas que não foram suficientemente boas para alguns como casais.
Um relacionamento amoroso pode acabar, mas jamais a relação com nossos filhos, nosso comprometimento com eles, responsabilidades e tudo mais que assumimos quando os decidimos ter. Não interessa o quão dura ou quão fácil a vida ficou para um ou para outro após a separação, todos continuamos tendo o dever de dar prioridade aos filhos, que são sem dúvida o melhor amor que vida pode nos dar... A gente os escolhe, os recebemos e apenas devemos amá-los mais que tudo, só isso!

quarta-feira, maio 18, 2011

Coisas de MSN... (by Rê Michelotti)

Ilustrtação de Lô Michelotti - Maio 2011

Existe coisa mais irritante do que você estar conversando com alguém seja no msn, skype, google talk ou qualquer outro meio vitual e a pessoa ficar te cobrando a cada minuto coisas do tipo: Porque você esta demorando para me responder?! Você esta falando com mais alguém além de mim?! O que você esta fazendo agora?! Pior do que isso, pensa naquela pessoa que não satisfeita com as mil perguntas, ainda fica mandando mil e um emotion para chamar sua atenção - inclusive aquela que faz a tela tremer na sua frente... Eu tremo junto: de raiva!

Outra coisa que acaba me estressando um pouco é a mania de algumas pessoas, de achar que o fato de termos uma webcam, estamos obrigatoriamente condenados a abrí-la a qualquer momento ou para qualquer pessoa. Há de se ter um pouco de noção quanto a isso... Há quem goste de uma conversa com web e há quem não goste. Eu particularmente não gosto e basicamente a uso com algumas poucas pessoas da família por morarem longe. Tenho total direito de abrir apenas para quem eu quero, sem ter que ficar me explicando porque sim ou porque não.

Os meios virtuais são excelentes meios de comunicação, mas assim como na conversação ao vivo, na virtual devemos preservar algumas boas maneiras. Precisamos respeitar aquele que esta conversando com a gente. Comentar nossas coisas e interesses, mas lembrar de escutar (ler) o outro lado também. Porque não basta que se pergunte coisas como: E você, como está?! O que tem feito?! E antes que a outro lado termine de responder já engrene numa nova pergunta ou novo comentário sobre algo totalmente nada a ver com o que estava sendo discorrido pela pessoas que gentilmente respondia a sua pergunta. Daí não dá! Para se dizer "diálogo", é preciso que duas pessoas estejam interagindo de forma no mínimo equilibrada. Fala-se, mas também se dá a oportunidade do outro se expressar e claro, de ser ouvido. Caso contrário, estaríamos apenas falando de um "monólogo virtual".

Ao vivo percebo que as pessoas se esforçam mais em serem educadas. Nos meios virtuais, escondidas atrás de um monitor, todos são o que realmente são e não se esforçam muito para ser amigáveis ou gentis de modo geral. Elas não estão cara a cara... Como se isso lhes desse o direito a ser muitas vezes mal educada.

Sou usuária desses meios de comunicação e os aprecio muito quando utilizo com quem também sabe usar bem essa ferramenta tão legal que facilita a comunicação mesmo para quem está literalmente do outro lado do mundo. Porém, tenho estado menos interativa ultimamente... porque ando necessariamente um tanto sem paciência com algumas coisas, entre eles, esse tipo de comportamento tão egoísta de comunicação, onde só se deseja falar e falar... Ser ouvido sempre e sem demora. No entanto, quando o contrário lhe exigido...Ah, daí vem aquele papinho: Desculpe, volto depois! Ou só um minuto! E quando volta, já engrena um outro assunto de seu interesse.

Se eu entro no msn de forma ''online'' é porque estou online e disponível para conversar. Caso contrário, vou mudar meu estatus e falar com quem me chamar apenas na hora que for possível.

Enfim, se conversar ao vivo, onde acredito a maioria ao menos tenta ser um tanto mais civilizado já é difícil, imagina virtualmente... As vezes se torna algo bem massante e inviável mesmo. Mas o tempo é o melhor dos remédios para quase tudo, e com isso não é diferente... Vamos aprendendo a dar mais atenção aqueles que sabem conversar equilibradamente e menos aos que se mantém no modo ''egoista'' de ser na maior parte das vezes! Para tudo há de se ter paciência, para conversar no msn também. E eu, ando sem!

segunda-feira, maio 16, 2011

Ah, A Paixão... (by Rê Michelotti)

Imagem: Google Image

Eu sou mesmo assim, movida pela paixão. O combustível que me impulsiona é esse sentimento que transcende explicações didaticamente planejadas, pois o que me move é essa sensação quase indescritível do que é estar apaixonado. A paixão por uma idéia, por um desejo, por um sonho, ou apenas por algumas palavras e pensamentos. Estar apaixonada é tirar um pouco os pés do chão, é esquecer que nem sempre as coisas saem como gostaríamos, mas e aí?! Se estamos apaixonados, demos um tempo para a razão e nos entregamos as emoções. Nada de entender, apenas sentir. Isso é único, tão raro e talvez por isso mesmo eu persiga mais e mais esse estágio do corpo e da alma tão sublime.

Estar apaixonado é sonhar com os olhos abertos, vivos e cheios de brilho. Estar apaixonada é acreditar que se pode ser e fazer o que se quer, independente do julgamento dos outros sobre seus desejos ou capacidade para realizá-los.
Esse estágio de paixão faz bem para alma, coração e corpo... Nos faz bem e nos eleva a um estado de equilíbrio contraditório até... Porque nessa hora parecemos meio desconexos, mais perdidos, no mundo da lua... Mas as vezes é justamente nesses momentos em que realmente nos encontramos de fato.

Sinto que é preciso libertar a alma, é preciso ser quem se é, e não quem gostaríamos de ser. Quem gostaríamos de ser é ilusão, quem somos é realidade e apenas a realidade é capaz de fazer com que concretizemos todo o resto que se deseja! Sejamos nós, grandes ou pequenos,  intensos ou tranquilos, mas sempre respeitando a nossa natureza única. A gente pode tanto sendo nós mesmos, porque inventar outra pessoa e sofrer tentando fazer algo que muitas vezes não é para gente, mas apenas para agradar o outro?! 

Vamos nos libertar do que é certinho, politicamente correto ou socialmente aceito. Por que não apenas sermos livres, intensos e eternamente apaixonados, seja lá pelo que for?! Apaixonados perdemos os limites e descobrimos que podemos muito mais do que haviamos pensando... A paixão impede a força da limitação que nos toma as vezes e assim nos permite criar lindas asas para sermos livres e felizes... Dont' Worry, Be Happy!!!

sábado, maio 07, 2011

A Vida é Bem Mais Que Um Jogo (by Rê Michelotti)


Algumas pessoas continuam acreditando que a melhor defesa é o ataque. Uma pena, afinal aquele que só sabe atacar para se defender, é porque não tem mais argumentos, não tem mais sequer uma tentativa de se justificar, consequentemente, não tem como sustentar seu ponto de vista ou posicionamento, simplesmente porque não o tem concretamente! A partir daí, tenta inverter o jogo e passa a atacar. Aliás, bem lembrando; tem gente que não sabe viver, sabe apenas jogar. Tudo é jogo, tudo é ganhar ou perder!
A vida é bem mais que um jogo, e quem ainda não se deu conta disso está em apuros, pois vai acabar sozinho. Ninguém gosta de conviver com um ''jogador social'' e seus vícios, manias e artifícios para estar sempre na frente. Mas na frente de quem ou do que?! Compete necessariamente com quem?! Não sei, mas os jogadores são assim, tem necessidade de estar sempre a frente, de vencer sempre, mesmo quando a questão não concentra-se em absoluto na questão vencer ou não.
A gana por vencer sempre extrapola os limites aceitáveis. Há aqueles, como muito já ouvi inclusive, que preferem usar frases ''engraçadinhas'' como: "prefiro perder uma amiga a perder numa discussão" ou então: "prefiro perder uma namorada a perder uma piadinha", ainda que de mal gosto. Realmente não consigo ver as coisas desse jeito. O mais importante de tudo é se ter respeito pela opinião ou argumento do outro. Se não for possível respeitar a opinião, que ao menos o respeite como pessoa!
Quando se entra numa discussão, mais importante do que locutor e interlocutor convencer um ao outro de suas idéias ou fazê-los concordar com tudo, é ter o prazer de trocar idéias com alguém que pensa diferente da gente, que pode nos ensinar algo ou apenas nos mostrar um outro lado sobre algo que ainda não tínhamos pensado. 

O mais interessante de uma boa conversa não está focado em apenas conversar com quem pensa igual, é interessante nos permitir algo novo todo os dias. Quando nos abrimos para idéias novas,  desenvolvemos também uma certa tolerância que sempre é bem vinda. Quando discutimos determinado assunto com alguém, a melhor conclusão não é quem ganhou ou quem venceu no final. O legal é estarmos abertos para idéias que complementem as nossas, ou mesmo que nos contrarie, pois assim temos ainda mais certeza sobre nossas verdadeiras posições.

Quando se transforma tudo num ganhar ou perder, acaba-se por se afastar as pessoas de qualquer nova discussão positiva. Ninguém quer discutir ou mesmo apenas conversar com alguém que se acha sempre com a razão... E pior, se acha com a razão mesmo quando tudo aponta para o contrário.

Definitivamente, essas pessoas se tornam cansativas, pesadas e porque não dizer, massantes! Simplesmente esses tipos de pessoas torram a paciência da gente! Tudo tem um limite, minha paciência também. Não darei mais espaço para ataques infantis, comportamentos vitimados para inverter estórias e muito menos defesas baseadas em ataques incoerentes e sem fundamento, apenas para provar que tem razão... Ainda que continue sem ter.

Moral da estória, todo mundo já está cansado de saber que não existe ser humano perfeito, então por que continuar brigando para provar ser o melhor sempre ou ter razão sempre?! Pior que isso, é continuar a brigar mesmo quando já se comprovou nosso erro. Isso é iludir-se! Todo mundo sabe do seu erro e você continua fingindo que não fez nada, não viu nada e nem sabe de nada.

É certo que precisamos lutar para acertar mais do que errar, no entanto, não estaremos nos diminuindo também se assumirmos que as vezes nós realmente erramos... É uma oportunidade e tanto de pelo menos não voltar a cometer os mesmos erros outra vez!

sexta-feira, maio 06, 2011

Emoções Tóxicas – Parte I (by Rê Michelotti)

Imagem: arquivo pessoal Rê Michelotti - Agosto/2010


Iniciei a leitura de um livro muito interessante... E por tê-lo assim considerado, resolvi partilhar através do blog minhas próprias reflexões acerca do mesmo. O livro a que me refiro é o que também da em parte nome ao título deste post: “Emoções Tóxicas: Como se livrar dos sentimentos que fazem mal a você”,  do Psicólogo e escritor Bernardo Stamateas, que também é o autor do livro “ Gente Tóxica”, que virou Best-seller internacional.
O assunto em principio é aquele sempre reincidente nos livros de psicologia ou auto-ajuda, como queiram... Autoconhecimento e as emoções que precisamos controlar para levar uma vida mais plena e saudável com os outros, mas em especial com a gente mesmo. No entanto, este livro consegue ser bem didático, fazendo com que possamos entender e identificar facilmente a que tipo de emoções estamos sendo expostos e de forma podemos neutralizá-las ou ao menos minimizá-las em seus  efeitos tóxicos sobre nosso cotidiano.
Como não poderia deixar de ser, um dos primeiros itens tratados no livro fala sobre a famosa e tão corrosiva emoção chamada “ansiedade”, que segundo Bernardo, nós a sentimos quando estamos nos sentindo próximos a uma ameaça ou então quando estamos vendo o futuro de forma muito negativa e por conta disso, nos pomos a tentar nos preparar para as milhões de coisas que nossa mente teme. É exatamente na mente que tudo começa... os medos, os negativismos e todas as outras tantas emoções tóxicas que existem. A ansiedade é algo até certo ponto natural, mas não podemos nos deixar dominar por ela, pois ela em excesso nos danifica. Faz com que o medo de algo nos paralise.
Considerando então que esse sentimento de ansiedade começa em nossa mente, temos que dar um jeito de estarmos conscientes disso, e assim que um pensamento não tão bom surgir, um medo, ou seja lá o que for chegar... que a gente possa conduzir nossos pensamentos por outros caminhos; Caminhos menos dramáticos ou amedrontadores. Podemos fazer isso, afinal de contas nossos pensamentos são as únicas coisas que podemos dizer serem ainda exclusivamente nossas e de mais ninguém. Não é a toa que às vezes desejamos poderes mágicos para entrar nos pensamentos de alguém... Afinal de contas, para isso ainda não inventaram um jeito, ou melhor, inventar até inventaram, mas por sorte não uma técnica de domínio de todos.
Podemos tentar então conter as coisas ruins ou, ainda melhor, mantê-las longe de nós. Sei que não é algo fácil, mas se realmente desejarmos, tenho certeza que poderemos curtir apenas bons pensamentos, positivos e que nos tragam boas vibrações. Isso não será sentido apenas por nós, mas por todos aqueles que de um jeito ou outro convivem a nossa volta. É importante lembrar que recebemos do outro o que oferecemos... As nossas boas vibrações oferecidas se reverterão em boas vibrações recebidas!
Bernardo alerta ainda para alguns sintomas típicos que caracterizam a ansiedade como: medo, insegurança, preocupação, problemas de concentração, insônia, tiques nervosos ou ainda aquela triste sensação de perda de controle da própria vida ou do meio em que vive... Esses são alguns sintomas leves, pois existem alarmes mais graves que revelam a ansiedade como a opressão no peito, pressão alta, falta de ar, suor excessivo, impotência, entre outros.
O tema da ansiedade é ilustrado com o interessante pensamento de Charles Spurgeon que fala: “ A ansiedade não esgota as angústias do amanhã; só esgota as forças de hoje.” Uma grande verdade, não adianta sofrermos com o que está por vir... Se não temos as soluções para o futuro que se aproxima, não vamos nós estragar ainda o dia de hoje com tanta ansiedade pelo que ainda nem aconteceu. Penso que a moral desse tema é, viver com prudência... Não como se fosse o último dia, mas como tem que ser... Um dia de cada vez, aproveitando tudo que ele puder nos proporcionar hoje, de preferência agora... Afinal de contas... o futuro pode ou não acontecer...o agora já é!
Resolvi que não quero mais ser dominada por ansiedade alguma, então... A partir de agora vou estar atenta em não perder o foco das coisas que realmente me interessam... Dos meus objetivos, afastando tão rápido quqnto eu conseguir os maus pensamentos da natureza que forem. Quero que o mal, o desconforto, o medo e a temida ansiedade fiquem longe de mim. Tenho certeza que se nos concentrarmos em melhorar nossos dias com bons pensamentos, consegue-se. Vamos parar de ler coisas ruins, ouvir fofocas sem fundamento ou ver o que quer que seja sem que realmente nos acrescente algo positivo. Vamos usar mais nosso tempo para cuidar de nós e dos que amamos... Seja fazendo uma caminhada juntos, escrevendo um bilhetinho, mandando um email com algo legal e divertido... Vamos encher nosso tempo com coisas que realmente não apenas nos ocupem, mas nos ensinem algo novo. Vamos buscar aprender mais e mais... Conhecimento nunca é demais!
Procuremos conviver com pessoas boas, inteligentes e de excelente humor. Isso tudo é motivador e nos incentiva a fazer mais, a sermoss mais intenso em tudo que fizermos. Nos afastemos dos vampiros emocionais, aqueles que só nos tiram energia e não nos oferecem nada em troca. Ajude o outro, porque ajudar também faz bem a quem o faz sem interesse próprio, mas fuja daqueles que só sabem pedir ajuda, mas quando você precisa lhe diz: Desculpe, agora eu não posso! Tudo nessa vida tem que ser um partilhar, uma troca... Se alguém só está querendo sugar a gente, essa é uma pessoa tóxica que devemos deixar bem longe. Afinal, com um mundo tão cheio de gente legal, para que precisamos ter que aturar pessoas desse tipo?! Simples, não precisamos!



P.S: Em breve postarei mais algumas considerações sobre a leitura em andamento!

A Cereja do Bolo II (by Rê Michelotti)



Imgem: Google Image

Uma das piores sensações que já experimentei é aquela onde você numa longa discussão, enche seu melhor amigo ou amiga de idéias, sugestões, tenta dar caminhos alternativos para resolver um problema, sair de uma fria... E ele?! Ele te escuta, concorda... e não faz NADA, como se estivesse esperando que você não só desse as idéias, mas também resolvesse na prática tudo para ele. Ele, Nada!!!

Passam-se uns dias, meses até, e ele vem até você contando como uma grande novidade, que tinha conversado com não sei quem, e tal pessoa tinha dado mil idéias inovadoras e agora, ele tinha a saída!!! Detalhe, ele não lhe conta nenhuma novidade... Apenas repete tudo que você havia dito a ele anteriormente. É como se você fizesse um bolo gigante, cheio de coisas boas... mas fosse o responsável apenas por ter colocado a cereja que esta enfeitando o bolo. Parece que enquanto você falava, a pessoa estava com tanta pena de si mesmo, tão vitimada por ela mesma, tão egoísta... Que mesmo que o pedido de conselho tenha partido dela, ela é incapaz de ouvir de verdade o que você tem a dizer e tomar alguma atitude! É dose ter que aguentar!!!

terça-feira, maio 03, 2011

Lista... (by Rê Michelotti)

Imagem: Google Image
O bom do dia é quando ele começa cedo, com muitas coisas para fazer e que assim permanece até o final do dia... Nos mantendo bem ocupados e de preferência satisfeitos por estarmos conseguindo realizar tudo o que nos propusemos no ínicio da manhã, ou ainda na noite anterior antes de ir para cama.

Tenho percebido que fazer uma lista das coisas que se deseja fazer é bem importante para nos organizarmos, e principalmente nos concentramos no que realmente deve ser feito. Sempre temos mil e uma coisas pra fazer em um dia normal, então se desejamos dar prioridade específica para esta ou aquela atividade... a lista funciona e muito bem! Com a lista a mão, é so seguir a ordem nela estabelecida, de preferência em ordem de prioridade e roteiro a seguir. Não tem erro; o negócio é não desviarmos a atenção dela até que concluamos a última tarefa.

Tinha várias coisas a resolver hoje... coisas que eu fui deixando para depois, depois... Mas que precisavam ser feitas. Agora esta tudo resolvido e me sinto um tanto mais em dia comigo mesma! Coisas pendentes, inacabadas nos fazem culpados e isso não faz bem!

Esse blog não é necessariamente para ser um diário, mas enfim, hoje esta parecendo... Mas por quê também não poderia ser?! Hoje está valendo como uma forma de retomar as escritas do blog...

sábado, fevereiro 05, 2011

Críticas... (by Rê Michelotti)

Imagem disponível em: www.frasesespiritas.blogspot.com

Mais importante do que saber ler e escrever, é saber interpretar o que se lê. Porém mais importante ainda, é termos dissernimento e bom senso para nos vermos como participantes disto ou daquilo que lemos. Os os personagens de uma história, de uma notícia, crônica, conto ou mesmo de um filme, podem ter inúmeras mensagens que nos servem ou caem como uma luva... Seja para um determinado comportamento, seja para um determinado ato ou falta de atitude. Podemos nos ver muitas vezes representados em outros personagens que em princípio nada tem a ver conosco. Mas é preciso querer nos ver nesses personagens, caso contrário, todo meu esforço de interpretação seria de pouca valia, já o primeiro a ser transformado com o conhecimento deve ser aquele que o encontra e interpretra através deste ou daquele personagem.

Se tudo que leio, vejo e reflito so me servem para basear meu conhecimento para criticar posteriormente ou ver os defeitos dos outros, este conhecimento ainda não esta cumprindo o papel máximo que deveria na vida de quem se considera tão apto a se entender e entender o mundo a sua volta por meio de leiutras infindáveis de diferentes temas. Aquele que busca o conhecimento precisa se integrar aos seus ''achados'', precisa praticar a psicologia de auto-ajuda que tanto prega aos demais. É tão fácil observar o defeito alheio não é mesmo?!
Ouço muitos conselhos repetidos, e em outras vezes, os dou também a quem penso ser necessário ou útil. Mas tento ter o cuidado de não minimizar ou diminuir a interpretação do outro do mundo em que vive. Um dia alguém já disse, que cada um sabe a dor e a beleza de se ser o que se é...
Várias pessoas precisam melhorar nisso ou naquilo... Mas jamais podemos esquecer de sermos um pouco auto-criticos e também percebermos que não somos seres assim tão acima da média para querer ficar dando lição de moral no colega do lado. Passemos a nos ver um pouco menos perfeito, a nos ver como alguém que também tem problemas e cria problemas para outros muitas vezes. Vamos tirar essa falsa imagem que só os outros nos fazem mal e nós cheios de boas intenções só fazemos o bem. Todo mundo tem seu lado bom e seu lado mal... Depende de quando, como e com quem os utilizamos... Seja um ser crítico, isso não ruim... No entanto, comece as críticas por você... Pense nisso!

O Mundo do Contra (by Rê Michelotti)

Imagem disponível em: www.produto.mercadolivre.com.br

A atitude mais acertada de hoje pode virar o seu maior erro de amanhã.
Sua pior escolha de ontem, faz-se hoje a melhor escolha conhecida.
O ócio como céu para uns e inferno para outros.
Para alguns tudo deve ser dito, para outros, o melhor mesmo é não saber de nada.
Noites passadas em claro e dias passados no escuro.
Chuva que aquece e sol que congela.
Para uns a dor do amor perdido, para outros do amor nem conquistado.
Dor pelo que se teme perder e alivio por outras perdidas.
Música para dormir, silêncio para acordar.
Sonhos construídos na noite e desfeitos de dia.
Rir é bom, mas rir demais é desespero.
Chorar de tanto rir ou rir até chorar?
Hoje mil coisas e motivações, amanhã desanimo e insatisfação.
Iniciar sem vontade ou recomeçar como a nossa última chance?
Viver a 1000/h para aproveitar tudo, ou viver a 10/h para aproveitar melhor?
Ter tudo e não sentir nada, ou ter nada e sentir tudo?
Ter uma geladeira farta e passar fome, ter fome e não ter o que comer?
Beber até cair enquanto alguns nem aguá têm para beber?
Se o certo é jamais mentir, porque é mais forte aquele que sabe?
Se as escolhas certas nos levam aos melhores desfechos, porque ainda se vê tanta gente correta amargurada por só se dar tão mal no final?
Porque as melhores coisas são tão difíceis de obter e as bobas tão fáceis?
Porque a hora que a gente mais precisa de alguém, ninguém nos vê, ninguém nos sente ou toca?
Onde estão aqueles que dizem nos amar e que vão estar sempre do nosso lado nas horas boas e ruins?
Porque tudo tem que ser tão dito e não sentido?
Deus existe e esta em todas as coisas, mas porque não consigo mais ver ele em lugar algum?
Se aquele que tem fé tudo pode e em Deus se fortalece, porque cada dia mais temos menos esperança em tudo e todos?
Quanto mais se aproxima de algo, mas distante se fica?
Quanto mais precisamos ser contrariados é que resolvem respeitar nossa vontade.

Mundo de extremos...

Mundo estranho...

Mundo do contra...

Queria não ter mais que viver neste mundo!