quarta-feira, outubro 26, 2011

Nem só da escassez a crise se alimenta, mas também do excesso (by Rê Michelotti)

Imagem: Google

Eu não sei se acontece com todas as pessoas, mas muitas vezes me sinto tão deslocada nesse mundo, como se eu estivesse no lugar errado ou sendo a pessoa errada, com comportamentos, condutas e pensamentos errados... Afinal, se tantos seguem o mesmo caminho e eu pareço estar sempre na contramão... Acabo me questionando quanto as minhas filosofias pessoais, não que me importe além do que devo com isso, mas confesso às vezes me sinto isolada, pois parece que o que eu falo é abstrato demais para algumas pessoas. E isso não está ligado necessariamente a uma condição de inteligência demasiada ou inexpressiva de minha parte ou daqueles com quem me relaciono, é apenas o modo de perceber ou sentir o mundo que parece um tanto distante, diverso, avesso, ou quem sabe, até contraditório.

Num mundo onde a bandeira é sempre em defesa de se respeitar a individualidade do ser humano e o seu direito de ser, de ir, de vir ou o que quiser, não sinto na prática essa liberdade. Sinto-me sob uma pressão constante e multilateral que me diz justamente o contrário. Quanto mais se fala em respeito à individualidade, mais nos cobram que sejamos iguais em tudo. Se nos colocamos em oposição ao movimento da massa, muitas vezes somos apontados ou julgados como sendo "alienados". Mas a palavra alienado não é a mais indicada para denominar os que se negam a igualdade total sem nenhum questionamento... Seguir sem questionar é que seria alienar-se!

Costuma-se dizer que o mundo está em crise, mas o mundo e suas vibrações vêm das pessoas que dele fazem parte... Logo, não é o mundo que está em crise, mas sim as pessoas. E todas essas energias divergentes, convergentes que colidem em algum momento, de um jeito ou de outro... E mais uma vez, não é o mundo que se perde, são as pessoas. A crise ora se mantêm outras se intensifica. E não é para menos, pois são inúmeras informações e contradições vindas de todo lado, que algum confronto sempre é percebido.

As maiores crises em tese são vividas em estado de privação de algo ou de algumas coisas, mas atualmente, percebe-se que estamos vivendo uma grande crise provocada justamente pelo contrario, pelo excesso. Excesso de tudo!

Embora em algumas partes do mundo, muitos ainda vivam com muito menos alimento do que o necessário, por exemplo, podemos ver nitidamente a oferta abundante e permanentemente aumentada de alimentos em tantos outros lugares. Não estou aqui falando em qualidade, mas em alimento como um todo. Em cada esquina que passamos a uma carrocinha de cachorro quente, uma banca de frutas, um carrinho de picolé, churrasquinho e por aí vai. E no contraponto disso, nunca se exigiu tanto que tenhamos bons hábitos alimentares, que nos cuidemos para manter a forma física e mental. Resultado dessa oferta toda de alimentos fáceis e altamente calóricos é o ganho de peso extra para muitos. A briga continua com o excesso de comida e conseqüentemente o excesso de peso, de cobranças pelo corpo e a forma perfeita.

Os meios de comunicação são outro exemplo, pois nunca se viu disseminar tanto uma notícia e com a velocidade que acontece hoje, em especial pelo uso da internet. Um acidente no Japão acontece hoje as 11h da manhã e as 11h e 5min ou talvez antes disso o mundo todo já esta sabendo. Quanto a notícias reais e de interesse público, isso de fato é excelente. No entanto, tantas outras coisas não tão legais se espalham com a mesma rapidez, se não até mais rápido. É o vídeo do "carinha" que gravou cenas íntimas dele com alguma garota desconhecida, mas que em segundos, é a mais conhecida e acessada notícia do dia.

Outro drama da rápida disseminação de tudo, quanta cópia da cópia... Nunca se copiou tanto, nunca se plagiou tanto as idéias alheias. Mais que isso, não se multiplicou tanto conteúdos pouco confiáveis como agora. Tem de se avaliar muito bem cada coisa encontrada e lida nos meios virtuais, jornais e tudo mais, pois o que tem de gente achando que é escritor, cientista, artista, músico e tudo mais, é grande!

Enfim, isso tudo deve fazer parte: Crises, mudanças, crises... E a vida segue sempre, sem parar. Talvez um pouco mais a frente a possibilidade de algo novo, ou a chance de vivenciar outras crises, com apenas algumas pequenas variações das anteriores. E assim, os excessos de tudo a nossa volta muitas vezes nos deslocam, nos põem a prova, testam nossa sanidade e discernimento para decidirmos por nós mesmos e não pela massa que vai cegamente, sabe-se lá para onde... Mas não se entregar a essa coisa de manada que não questiona nada, talvez isso nos deixe a salvo e com a mente no lugar. Se não livre das crises (impossível se livrar de todas), ao menos protegidos de grandes estragos!

quinta-feira, outubro 13, 2011

Somos responsáveis por nossa saúde?

Imagem disponível: Google

Nossa saúde é resultado do conjunto de cuidados que temos com nós mesmos: com nossa alimentação, as horas de descanso e sono que nos permitimos diariamente, as atividades físicas que praticamos, entre outras tantas coisas. Logo, se não conseguirmos ter os cuidados básicos para mantermos nossa saúde, algum tipo de desconforto, mal estar ou mesmo alguma doença poderá nos atingir. Resumindo, temos a responsabilidade de estar no controle de nossa vida e saúde porque se isso não acontecer, estaremos em apuros. 

Aí alguns devem estar pensando: "Ah, mas quando eu estiver em apuros é só procurar um médico que ele me ajuda, me indica um medicanto e tudo certo". Será?! A medicina como ciência evoluiu muito nos últimos tempos e junto com ela o roll de medicamentos para diferentes enfermidades também. Mas isso por sí só nos salva de todo e qualquer mal que venha nos acometer?! Não seria mais fácil a gente prevenir ao invés de remediar?!

Sou uma profunda admiradora dos profissionais da área de saúde, e aqui cito em especial os médicos que estão sempre estudando e se especializando para ter como opção de  tratamento aos seus pacientes o que há de melhor por aí. No entanto, acredito que muitos médicos e demais profissionais da área de saúde estejam literalmente de cabelos em pé ao receber determinados tipos de pacientes em seus consultórios.

Vejo muitas pessoas sem nenhum comprometimento com sua saúde no dia-a-dia e quando a coisa aperta, correm para o hospital ou para o consultório para atucanar a vida dos médicos. Meu deus! Deixem que os médicos cuidem de quem realmente está precisando e se importando com seu estado de saúde de verdade.

E não posso deixar de comentar aqui, algo que é sempre uma constante quando a conversa envolve médicos, tratamentos e afins... Muitos veem um médico como um Deus salvador, que independente do que nós fizermos com nossa saúde ou com a falta de cuidados que tivermos, eles vão ter a resposta mágica para tudo. Será que um pouco de colaboração e bom senso de cada um para um melhor equilíbrio de sua própria saúde não cairia bem?! Penso ser um bom começo.

Ficar fazendo tudo errado e depois ir até o médico para que ele dê jeito nas coisas que não tivemos o menor comprometimento e empenho em cuidar por nós mesmos, não me parece a melhor escolha a fazer. Pior que isso ainda, para alguns, se o médico apenas orientar num primeiro momento para a mudança de hábitos como algo necessário para mudar o quadro, o que ouvimos direto? "Esse médico não sabe nada"! Ou reclamações lamentosas como as repetidas: "Ele nem me receitou nada"! "Ele não descobriu nada de errado em mim"! Qualquer pessoa em sã consciência deveria ficar feliz porque o médico não encontrou nada de errado com sua saúde, no entanto, alguns usam desse fato para detonar e difamar muitos médicos. Lamentável!

Aí eu fico pensando... Se alguém vai ao médico e ele não receita nada além de boas orientações, nossa... Isso é  ótimo. Sinal que precisamos apenas ajustar algumas coisas do nosso cotidiano para restabelecer o equilíbrio de nossa saúde novamente. Mas para alguns isso é atestado de burrice ou inaptidão do profissional. Lamentável que alguns queiram achar dor e doença a qualquer preço e a onde não tem.

Respeito muitíssimo os profissinais de saúde, e por isso mesmo me solidarizo com eles quando percebo tantas pessoas pondo neles espectativas que vão além do que eles estão preparados para atender, e que convenhamos, já muito: orientar e cuidar da saúde de quem PRECISA. Médico é um profissional que como em qualquer outra área profissional tem suas limitações. Médico é especialista em saúde? Sim. Ele pode resolver todos os nossos problemas? Não. Um médico é um profissional apto a nos ajudar em tudo que se relaciona a nossa saúde, no entanto, esquecem que médico não é santo, não é Deus e portanto, não faz milagres. Cada um tem que fazer a sua parte e não jogar toda responsabilidade no profissional de saúde.

Por sorte, podemos ainda encontrar profissionais sérios e competentes em suas devidas especialidades, mas como em qualquer outra profissão, há também aquela meia duzia de profissionais que com sua falta de ética e incompetência, tenta denegrir a imagem de tantos outros excelentes médicos. Por essa razão, em muitos momentos devemos ir ao médico abertos ao que ele vai nos dizer sim, mas isso não signirfica que independente de qualquer coisa, ele vai ter sempre razão e a resposta que vai de encontro ao que precisamos. Em casos  mais complexos ou extremos, acredito que um pouco de bom senso e ir em busca de mais informações quanto ao que nos incomoda é bem conveniente. Não dá para ir apenas dizendo amém e fazendo tudo que nos mandam sem questionar se esse realmente é o melhor jeito de tratar isso ou aquilo que estejamos precisando.

É preciso estar atento a nossa saúde e tudo que precisamos fazer para que ela mantenha-se em equilibrio... É preciso que tanhamos a real dimensão da nossa responsabilidade na manutenção de nossa saúde e o que podemos esperar enquanto ajuda de um médico na hora que acharmos necessario sua intervenção. Sejamos realistas, é preciso focar na causa e não no efeito de nossas tantas dores, desconfortos e "dodóis".

Conhecida a causa do mal que nos acomete, a luta passa a ser focada em combatê-las para banir seus efeitos em nossa saúde... Isso não acontece da noite para o dia, não é algo simples. Um médico pode dizer tudo que você deve ou não fazer para reverter um quadro, mas ele não poderá fazer por você.

Assumir nossa responsabilidade e parar de jogar a culpa nos médicos porque não melhoramos disso ou daquilo, é só mais uma situação em que muitos estão apenas preocupados em encontrar alguem para culpar, nada mais. Jamais devemos responsabilizar qualquer outra pessoa pelo insucesso desse ou daquele tratamento, se não fizermos nada para que ele realmente dê certo, se nem ao menos seguimos as orientações que nos foram dadas. Lembre-se, o médico irá te orientar, auxiliar, indicar e as vezes até medicar... Mas se você não fizer sua parte, cuidando de si mesmo, nenhum médico poderá fazer esse milagre por você!

Pela consciência que tenho hoje sobre saúde e cuidados que preciso ter para uma vida equilibrada, deixo aqui o meu agradecimento especial a Dra Marcia Regina Michelotti, que sem rodeios, de forma clara e direta sempre faz questão de explicar o porquê determinadas coisas acontecem com nossa saúde e como devemos agir para nos manter fortes e no eixo,  mantendo o equilíbrio de nossa saúde.

É preciso que nos conscientizemos que somos os únicos responsáveis pela manutenção de nossa própria saúde. Se não a cuidarmos, pagaremos o preço devido logo alí na frente e culpar esse ou aquele médico por isso não fará diminuir nosso mal estar ou dor. Pense nisso!!!