segunda-feira, dezembro 10, 2012

Bem vinda pequena Zoë Müller


Fotografia de Raquel Müller – 2012

Raquel Müller, que na série “Mães de primeira viagem” partilhou com os leitores do Spa de Ideias sua história, expectativas e ansiedades de sua primeira gestação, desde o dia 27 de Novembro está que é só alegria: Sua tão esperada Zoë chegou!

Foi um momento certamente marcante para Raquel, seu marido Alessandro e de toda sua família e amigos que, mesmo a distancia, acompanhavam os momentos que antecediam a chegada da pequena Zoë por uma rede social... Eis aqui uma contribuição generosa da tecnologia: possibilitar que pessoas tão distantes se sintam tão próximas em momentos especiais como este!

Então, apresento hoje para os leitores do Spa de Ideias,  a bela Zoë Müller, nesta fotografia tirada por sua mamãe, e deixo aqui também registrada uma linda mensagem de Raquel sobre um dos dias mais felizes de sua vida quando da chegada de sua filha:

“Dia 27/11/2012 foi o dia que minha filha resolveu vir ao mundo, às 10h e 21min da manhã ela nasceu. Nevava nesta manhã, e eu entre uma tentativa e outra de trazer minha filha ao mundo, olhava para a grande janela de vidro da sala de parto, e via a neve cair lentamente... Quando meu marido, minha mãe e a medica junto com as enfermeiras colocaram ela no meu peito, só senti o calor daquele corpinho nu e quente tocar minha pele. Tudo se transformou! Parecia que eu estava na beira do mar sentindo uma maresia morna ao tocar minha pele... Então esta música me veio à cabeça: “Todo Azul do Mar”.
Esta musica é para você, minha filha Zoë Müller. Foi como a música que eu me senti. Foi assim que eu me senti quando meus olhos cruzaram os seus: Meu Amor Maior!”.

Obrigada Raquel por dividir esse momento tão bonito da sua vida e de toda a sua família! 

Nota: 
Você também pode acompanhar as publicações do Spa de Ideias no site do Jornal Município Mais acessando: 

http://www.municipiomais.com.br/site/opiniao/spa-de-ideias

terça-feira, dezembro 04, 2012

Desapegar é preciso...



Ilustração: Lô Michelotti/2012

Dizem que quem pouco tem ou teve, costuma ser apegado às coisas. Contesto esta afirmação, pois já tive muito pouco, e nem em momentos de maior escassez me apeguei a qualquer objeto que fosse. Sou uma pessoa muito desapegada das coisas. Não tenho apego sentimental ou emocional por nenhuma coisa em especial.

Não costumo pronunciar ou mesmo pensar naquela tradicional frase: ”ah, vou guardar tal coisa, pois se eu precisar...” Não, isso não faz parte de mim. Vejo que quem pensa assim, em geral tem a casa atravancada de coisas, objetos e cacarecos que dificilmente usará. A vida fica pesada demais quando nos apegamos a tudo, e tudo queremos guardar.

Tem gente tão apegada e obcecada pelas coisas que não sabe se desfazer nem de frascos de embalagens vazias de produtos utilizados. Os armários são abarrotados de embalagens de todo tipo: desde potes de sorvete, margarina, vidros de conserva, até caixas de sapatos ou papéis de presentes recebidos. Guardam restos de lã, caixas de sedex já utilizadas, revistas velhas, jornais, e tudo mais que você imaginar. Afinal, um dia, quem sabe elas podem precisar, não é mesmo?!

Guardar uma ou outra coisa pode até ser útil, mas não conseguir colocar nada fora, me perdoe, é apego excessivo, pode até virar doença,  literalmente!
Eu definitivamente não me apego às coisas. Já às pessoas eu não posso dizer o mesmo.

Sou o tipo de pessoa que preza muito a família, os amigos e a cada pessoa de modo especial. Logo, tenho nas pessoas meus apegos emocionais. Isso tem seu lado bom, mas tem também seu lado ruim, afinal, a gente nem sempre se apega a quem verdadeiramente merece e algumas frustrações ou decepções acabam sempre acontecendo.

Gosto de preservar os bons amigos, ter boa relação com a família e os procurar sempre que possível. Tento manter a relação próxima ainda que, muitas vezes, distante geograficamente. Acredito que precisamos de certo esforço para ter ou manter qualquer tipo de relação, seja no amor, na família ou entre amigos, caso contrário, tudo se acaba. Tudo morre.

Não sou a que espera o contato ou conta quantas vezes fulano ligou ou mandou email para fazer o mesmo. Faço, procuro, falo, vejo porque tenho consciência da minha parte, do meu comprometimento para poder manter vivos os bons relacionamentos que a vida me deu. 

Mas confesso que ultimamente tenho observado mais o comportamento de determinadas pessoas e me chateado com a atitude de algumas.
Nossa relação com as pessoas para ser verdadeira precisa ser espontânea, sem que precisemos ficar implorando por nada, muito menos cobrando um ao outro para que se tenha esse ou aquele comportamento.

Se couber aqui um conselho, ao invés de ir atrás de alguém para cobrar porque ela não te procura ou não fala mais tanto quanto antes, não te visita mais, faça isso você. Vá atrás, fale, visite, pergunte sobre a vida, conte da sua... Tenha certeza que será muito mais produtivo e prazeroso do que começar com a choradeira do amigo abandonado.

Mas seja cuidadoso pra não acabar fazendo isso só com quem não te procura. Procure a todos, mas dê prioridade aos que estão tão presentes na sua vida quanto você na dele.


Algumas pessoas não fazem nada pra manter uma relação legal com os outros, fica sempre na espera, quer sempre ser procurada e nunca procura... No entanto, é sempre o primeiro a reclamar de nossa ausência. Desses estou cheia.

Talvez para estes, seja melhor fazer como um pensamento que anda rolando na internet, (não sei o autor oficial do mesmo, já que foi atribuída a inúmeros...): “Pare de correr atrás. Pare de se importar. Seja indisponível. Desapegue. Pessoas gostam do que não têm".

Decidi que agora mais do que nunca, não vou mais me esforçar tanto por determinadas pessoas, em especial dessas que só sabem cobrar e exigir nossa presença, mas raramente faz algum esforço para retribuir na mesma medida.

Mantenha-se próximo dos seus familiares e amigos que te apoiam e que estão sempre ao seu lado de uma forma genuína e sincera... Mas aprenda, assim como eu que, muitas vezes, não vale a pena tanto esforço para nos mantermos unidos a determinadas pessoas.

Às vezes é preciso nos desapegar não só das coisas, mas também das pessoas. Seres egoístas e que só sabem cobrar ou ficar a nossa espera, desses vamos manter distância. Faz bem para nossa cabeça, para nossa saúde e principalmente para nosso coração. Desapegue-se de tudo que lhe faz mal, inclusive de pessoas. Viva mais e melhor!

segunda-feira, novembro 05, 2012

[In] Feliz Por Nada


Crédito: Divulgação

Costumamos declarar mais nossa alegria, confessar sempre nossa felicidade. Não alcançarmos a felicidade full time parece pecado, um tipo de derrota pessoal que ninguém quer assumir.

Hoje eu poderia aqui descrever a infelicidade alheia da qual sou testemunha tantas vezes no cotidiano, mas hoje vou falar da minha própria infelicidade.

Eu confesso, vivo hoje uma infelicidade momentânea, mas que me deixou fora do centro e me fez chorar por sentir uma dor profunda que não sei da onde veio. Uma sensação de vazio tomou conta de mim. E que infelicidade contraditória!

Tem um livro da Martha Medeiros que se chama “Feliz por nada”, está aqui pra eu ler, mas o próprio título contraria o meu momento e fico hesitante... Afinal, sinto-me Infeliz por nada!

Numa certa entrevista, a cantora Sandy (sim, aquela da dupla Sandy & Júnior) disse que o mundo tem uma beleza triste. Concordo plenamente. Todos se esforçam para mostrar alegria, se dizem felizes, mas na prática seus olhos nos confessam outra coisa.

Temos medo da infelicidade e não gostamos de dividir com ninguém. Nosso desejo é sempre ultrapassar as barreiras da vida sem incomodar a ninguém com nossos próprios dramas. Ainda que pra isso nos isolemos.

Com o isolamento poupamos algum ou alguns de nossas chateações, mas isso não faz com que possamos sair desses momentos de infelicidade mais facilmente. Pelo contrário, isso faz o tempo parar e a gente sofre até mais.

Isolamos-nos muitas vezes porque não queremos ser julgados, não queremos ser taxados disso ou daquilo. Isolamos-nos porque não percebemos alguém capaz de nos entender, ouvir sem ficar querendo resolver a vida em nosso lugar. Isolamos-nos por que muitas vezes tudo que nos dizem é: “Mas o que mais você quer? Você já tem tudo!”. Muitas vezes TUDO que precisamos é alguém pra nos ouvir sinceramente.

Esses momentos que ficamos de farol baixo, perdemos a motivação e nos sentimos meio sem esperanças são normais e acontecem com muito mais frequência com todos do que pudemos imaginar.

Esses momentos de infelicidade são normais, mas nem por isso precisamos nos agarrar a eles. Pelo contrário, é preciso seguir em frente e os deixar pra traz. Por mais que o momento às vezes pareça tão down, intenso e infindável, ele passa. As vezs demora mais do que gostaríamos, mas passa!

Nem sempre sabemos de onde essa infelicidade vem. Tentamos encontrar uma explicação que justifique a dor, procuramos razões pra o desencadear dessas emoções tão tóxicas e no final, nada. Acabamos ainda sentindo-nos até culpados, pois parece mesmo que estamos tristes por nada!

Essa infelicidade momentânea causa uma dor no estômago, um aperto no peito, um nó na garganta, os olhos se enchem de lágrimas e a gente... Ah, gente tenta segurar. Tudo vai tomando outras proporções e vai ficando muito maior do que gostaríamos.

Pra cada dor um tratamento, pra cada pessoa um jeito. Mas pra todas elas uma saída comum: deixe rolar! Deixe que as lágrimas literalmente rolem. O estomago para de se contrair, o aperto do peito alivia e o nó na garganta se desfaz... Ainda que a dor não suma instantaneamente, ela ameniza muito. Permita-se sentir!

Essas infelicidades momentâneas lembram-me das situações de luto. A gente se segura, não quer se entregar, mas pra superar é preciso vivenciar a dor até o fim, até a última gota!

Depois... Bem, depois é retomar o fôlego e seguir em frente, porque o mundo não para até que a gente se sinta bem de novo.

Permita-se ser sempre mais e mais feliz, mas quando a dor bater e você se sentir infeliz por nada, permita-se também. Dê um tempo, pare, se isole, chore se for preciso... E depois volte renovado e mais forte que antes.

Nem tudo se explica ou justifica, ainda assim continua a acontecer em nossas vidas vez ou outra. Todo mundo quer colecionar mais momentos felizes nessa vida, e isso eu já disse tantas vezes, mas não podemos nos livrar definitivamente dos dissabores, dos momentos difíceis ou ruins... Continuamos assim transpondo cada barreira, vivendo um dia de cada vez, sem medo de ser feliz ou mesmo infeliz de vez em quando, se for o caso... A vida é assim, não tem jeito!

Prioridade de Atendimento é Lei

Crédito: Divulgação

Hoje enquanto aguardava o atendimento de um laboratório da cidade, tinha ao meu lado uma jovem mãe com seu filho ainda bebê no colo, aos prantos. A criança estava simplesmente desesperada, a mãe chateada com a situação e todos os demais visivelmente incomodados com o mal estar da criança. Incomodados na verdade por não saberem como ajudar. 

Não demorou muito para ela comentar comigo e com outra senhora que o bebê estava chorando de fome, pois estava em jejum para fazer um exame médico. Chorava na verdade porque já havia passado da hora dele mamar. Pensa na situação... Se para um adulto já é complicado, muitas vezes, um jejum prolongado para um exame, como é isso para um bebê que ainda não entende? 

Aí me perguntei, onde fica a prioridade de atendimento tão discutida e hoje feita lei? 

Questionei-me ainda por que nenhuma das atendentes por iniciativa própria deu prioridade à mãe para que aquele bebê fosse logo atendido e pudesse finalmente ter o direito de ser amamentado depois de tantas horas de jejum? Primeiramente, vejo isso como total falta de orientação de seus gestores/supervisores e, segundo, como falta de bom senso das próprias atendentes. Será que é tão complicado ver a necessidade de dar prioridade a uma mãe com um bebezinho no colo? 

A mãe poderia ter ido até lá e pedido isso, mas, muitas vezes, ainda que um direito, as pessoas se sentem pouco à vontade para exigir seus direitos, temendo talvez a reação negativa de alguns ignorantes que podem estar por perto. 

Digo isso porque eu mesma já passei por uma situação constrangedora nesse sentido. Na fila de um supermercado, quando meu filho tinha penas alguns meses, passei no caixa prioritário e um sujeito, que ignorava a extensão da lei do atendimento prioritário também às mães lactentes ou com filhos ao colo, me disse (aos gritos) que o caixa era para os idosos e não para mim. Tentei argumentar falando que também tinha direito, mas ele simplesmente ignorou e continuou repetindo a mesma conversa, como se eu estivesse totalmente errada! 

Logo, não havendo um balcão ou atendente específico para o atendimento prioritário, cabe às atendentes dos estabelecimentos observarem os casos específicos e fazerem cumprir a lei. Evitando assim maiores transtornos para quem tem o direito e mesmo assim precisa ficar horas aguardando uma senha ou em uma fila de atendimento. 

 A lei que trata sobre a prioridade de atendimento a idosos, deficientes e gestantes foi estabelecida no ano de 2000 (Lei 10.048 - 8/11/2000) e nos seus artigos primeiro e segundo estabelece o seguinte: 

Art. 1º. As pessoas portadoras de deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário, nos termos desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) 

 Art. 2º. As repartições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos estão obrigadas a dispensar atendimento prioritário, por meio de serviços individualizados que assegurem tratamento diferenciado e atendimento imediato às pessoas a que se refere o art. 1°. 

 O atendimento prioritário pode não ser uma obrigação para uma empresa privada, porém certamente é uma questão de responsabilidade social que deve ser considerado por empresas comprometidas com o cidadão. Se você é gestor em uma empresa, oriente sua equipe para o cumprimento desta lei. Se você é funcionário e trabalha com atendimento ao público, preste atenção no que acontece a sua volta, use o bom senso e faça o atendimento prioritário ser uma regra e que essa lei se torne regra e não uma exceção em nossa cidade!

Nota: A lei 10048 citada no texto encontra-se disponível no site do Governo Federal: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L10048.htm

sexta-feira, setembro 28, 2012

Mais consciência, menos antidepressivos!


Imagem: Google

Hoje, logo cedo, fui a um laboratório da cidade para fazer alguns exames médicos, coisas de rotina. Enquanto esperava ser chamada para a coleta, observava os demais que chegavam e saiam do local. Entre outras coisas, quando a recepcionista chamava para registrar quais exames foram solicitados pelo médico, fazia uma pergunta padrão: “Você está tomando algum medicamento?”. 

Pergunta essa que auxiliará no diagnóstico caso haja alguma alteração nos resultados dos exames. Até aí tudo bem. A pergunta como disse, é padrão e necessária. Mas, a resposta da grande maioria das pessoas é que me deixou um pouco preocupada... 

Durante o tempo em que eu aguardava a minha vez, cerca de uma dezena de pessoas foram atendidas e responderam à pergunta, com uma resposta positiva. E o medicamento mais citado qual foi? Antidepressivos! As pessoas em geral não sabem nem o nome do que estão tomando, só sabem dizer que é um remédio para ansiedade, para os “nervos” ou mesmo para depressão, que em geral é a primeira citada! 

Sei que a vida agitada e atribulada das pessoas acaba dando uma maior tendência a esse mal e, infelizmente, não podemos dizer que é bobagem, que não existe. Depressão existe sim, e só quem já passou por isso uma vez sabe o quanto é cruel com quem a sente. No entanto, fico a me perguntar se tantas pessoas realmente precisam desse excesso de antidepressivos. 

O antidepressivo vai amenizar os sintomas, mas não vai resolver o problema que levou à depressão e isso é fato. Seria interessante que houvesse uma forma diferente de tratamento para as pessoas com depressão ou com tendência a ela. 

Sei que já existem alguns grupos de apoio, terapias em grupo... Mas ainda assim, parece que dopar essas criaturas é o meio mais utilizado. E aqui não culpo os médicos pela prescrição, pois sei que muitas pessoas realmente estão num estágio tão sério, que precisam mesmo. E as que ainda não precisariam de remédios, se privadas da prescrição de antidepressivos ou são encaminhadas para uma terapia, ficam indignadas e vão à procura de outro médico que aceite receitar o que elas querem sem questionar. 

É um grande drama, uma ferida aberta que parece difícil de ser definitivamente curada. Infelizmente, grande parte das pessoas só vê caminho para a melhora nos remédios. Esquecem que para amenizar alguns sintomas da depressão dessa forma acabam por ter tantos outros efeitos colaterais que, no longo prazo, se tornam tão pesados quanto a própria depressão. 

Vejo isso como um problema de desinformação geral das pessoas. Que desconhecem meios alternativos ou mesmo médicos, mas que não apenas os antidepressivos em massa. Como eu disse, uma boa terapia junto a um psicólogo ou psiquiatra que possa ajudá-la a encontrar o caminho para sua melhora, para sua cura, atacando a raiz dos problemas que levaram a depressão e não apenas amenizando sintomas. 

Essa dependência dos medicamentos parece impossibilitar a cada dia mais a sua melhora definitiva. E se ela não tomar um dia o remédio já acha que vai piorar. Ou se tem algum problema extra numa semana já corre até o médico para que ele aumente a dose. O mundo lá fora está cheio de pessoas que, gostando ou não, temos de encarar. Não podemos fugir ou nos deprimir por essas questões, mas sim aprendermos a lidar com tal fato e sermos mais tolerantes. 

O mundo lá fora tem uma oferta enorme de coisas materiais que instigam nosso desejo de ter, de comprar. Mas, temos que ser fortes o bastante para não nos deixarmos dominar por esses desejos consumistas, que no final só consomem a disposição e saúde de quem os tem. Vejo muitas pessoas acabando com sua saúde e trabalhando excessivamente, não porque lhes falta alguma coisa importante, mas porque o mundo de ofertas as deixa perdidas e sem discernimento para entender de que muito do que nos é oferecido, nós nem precisamos. Essa consciência é necessária, pois acredito que essa necessidade de ter e de acumular coisas é o que mais deixa as pessoas envoltas nessa neurose de consumo e por não conseguirem TUDO, muitas vezes se entregam à depressão. 

E quando não alcançam o grau de posses do tamanho do que lhes é oferecido, as pessoas se frustram, se sentem entristecidas, acham que o mundo é ingrato e que de nada adianta trabalhar se nunca vai chegar onde se deseja. Então passam a ir desanimados para o trabalho, voltam para casa decepcionadas e isso é um ciclo vicioso pavoroso. 

Não falo isso do nada. Todo dia falo ou me deparo com alguém citando as mesmas coisas sobre desejos não realizados, compras não concretizadas, sonhos de ter isso ou aquilo que lhes tiram o sono por não poderem. Isso nem sempre é consciente, mas fica implícito nas frases repetidamente pronunciadas. 

Vamos nos dar conta do que realmente precisamos. Já parou para pensar do que você realmente precisa? 

A gente precisa de um pouco de dinheiro para sobreviver? Óbvio que sim. Mas, será que precisamos mesmo de tanto quanto nos fazem acreditar? Certamente que não. 

Se pararmos por um breve instante para refletir, vamos nos dar conta de que tirando as nossas necessidades básicas de moradia, alimentação, educação e saúde. O mais não nos custa nada ou quase nada. 

Ou você vai me dizer que aquela pessoa especial que você tanto gosta da companhia lhe cobra por isso? Vai dizer que para ganhar um abraço de sua mãe, seu filho, ou outro ente querido, você precisa ter isso ou aquilo? Que pra você ter um dia feliz e agradável você precisa gastar uma fortuna? Que pra dar boas risadas e estar com boas companhias você precisa de muito mais do que você tem? 

Não estou aqui prezando pela acomodação, mas para sermos mais realistas com nossas reais necessidades. Façamos nossos dias felizes e descontraídos em companhias boas, em conversas agradáveis em gestos de carinho e generosidade constante. Esqueçamos tantos “desejos por coisas”. Afinal de contas, o que realmente importa e nos faz sermos mais ou menos felizes não são as coisas. São as pessoas que nos cercam e nos fazem sentir que isso é o que realmente vale a pena e importa! Convide sua família para dar uma volta no parque. 

Convide um amigo para ver um filme. Partilhe um bom livro com alguém. Partilhe histórias. Colecione amigos e distribua bom humor. Esqueça a parte não tão boa dos seus dias. Guarde as coisas boas. Você vai se sentir muito melhor! 

Vamos dar uma volta pela cidade e buscar a inspiração em Sócrates que disse: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”


Nota:
Esse e outros textos do Blog Spa de Idéias também estão disponíveis no site do Jornal o Município.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Por Um Mundo Mais Solidário

Imagem: Google

Quando se trata de seres humanos, o que mais me entristece é ser testemunha constante do tamanho do egoísmo que algumas pessoas conseguem desenvolver. 

Cada pessoa, ainda que inserida em um grupo, na maioria das vezes mostra em seus gestos e atitudes que age e busca apenas satisfazer a si mesma, sem se importar verdadeiramente com o outro. Isso é lamentável! 

Se estivéssemos mais abertos a colaborar e ajudarmos uns aos outros, tenho certeza que o mundo seria melhor e com mais tranquilidade. No entanto, grande parte das pessoas parece acreditar que sua felicidade apenas será conquistada se atender primeiro ou exclusivamente suas próprias necessidades pessoais. E nunca se importa ou se dá ao trabalho de olhar para o lado e ajudar quem precisa e, às vezes, está tão perto! 

A impressão que tenho é que todo mundo pede ajuda, todo mundo quer ser ajudado, mas poucos são aqueles que se dispõe a tirar o foco de si e ajudar o outro! 

Se quero o melhor pra mim, se desejo ou preciso ser ajudado, eu também preciso ter a consciência de que em algum momento também serei solicitado a ajudar. Mais que isso, em algum momento devo e posso retribuir a alguém uma ajuda anteriormente recebida. 

Acredito que a vida é uma via de mão dupla. Numa se vai, na outra se vem. Numa se é ajudado, e na outra se ajuda. Nossa experiência de vida maior consiste nas trocas e na solidariedade. Simples assim!

Nota:
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quarta-feira, setembro 12, 2012

Mães de Primeira Viagem: Mamãe Márcia Gonçalves!

Imagem: arquivo pessoal de Marcia Gonçalves - 2012

Marcia Gonçalves, 36 anos – Administradora. Paulista, da cidade de Jundiaí/SP. Casada com Sandro Manacero. 

Deu positivo!!! 
Quando Marcia ficou sabendo do resultado positivo de sua gravidez, diz ter literalmente entrado em pânico, pois não acreditava que fosse verdade. Como quem pegou o resultado do exame foi seu marido Sandro, obrigou-o a passar o resultado por fax para a empresa onde trabalhava para ter certeza de que não era uma brincadeira dele. 

Quem teve a honra? 
Como o marido de Marcia foi o primeiro a abrir o exame, ele se incumbiu de espalhar a notícia para os familiares mais próximos. Assim, mesmo antes da Marcia ter a confirmação de sua gravidez, sogra e irmãos já comemoravam a notícia. 

Tempo para se fazer uma mãe... 
Para Marcia se tornar mãe também não foi algo instantâneo não, demorou a realizar isso em sua mente. Mas o que a marcou e a fez sentir mãe mesmo, foi um evento que a assustou durante a gestação, um pequeno sangramento que a fez pensar que ia perder o seu bebê. Mas ela se cuidou e tudo ficou bem. 

Pessoas especiais... 
Dividia suas experiências, dúvidas e aflições do momento com sua sogra Selma e sua irmã Monique. Mas salienta que sua irmã Monique foi mais que fundamental nessa fase. Foi a pessoa com quem ela mais pode contar e sentir o apoio sempre. Sentiu na irmã o seu maior alicerce! 

A melhor parte... 
Marcia não faz segredo nenhum e vai logo dizendo que a melhor parte de estar grávida sem dúvida são todos os mimos que lhe eram oferecidos. Tudo que ela queria, todos faziam e ela lembra disso com carinho e já uma pontinha de saudade dos paparicos! 

A pior parte... 
Com certeza os piores momentos da gestação se relacionaram ao fato dela ter ficado por quase 3 meses em total repouso, sem poder fazer nada além de ficar quietinha para que não perdesse o seu bebê! 

Situação embaraçosa... 
Marcia lembra-se e ainda hoje ri do tamanho do embaraço vivido quando estava prestes a dar a luz... A sua ansiedade era tamanha, que quando a médica lhe disse que a bolsa tinha rompido, ela sem pensar perguntou: E agora, o que faz? Costura? Mas a médica lhe acalmou e disse que era hora do bebê nascer! E Márcia disse despreocupadamente: Então tá!!! A situação deve mesmo ter sido engraçada! 

Menino ou Menina? 
Essa foi uma das grandes angustia da gestação, pois Marcia não via a hora de saber se era menino ou menina. Com apenas 4 semanas, queria por que queria saber o sexo do bebê. Mas conseguiu esperar e quando foi para o ultrassom o seu coração já lhe dizia... E hoje Márcia tem correndo pela casa um lindo menino de 1 ano e 8 meses, chamado Lorenzo! 

O parto... 
Não foi preciso que Marcia decidisse como gostaria de ter seu bebê, pois ele mesmo resolveu quando viria. Veio cedo, um pouco antes da hora... Com 34 semanas uma cesárea foi feita as pressas. Pra ela foi uma experiência tranquila e tudo correu bem! 

Expectativas para os nove meses... 
Marcia repete o desejo de todas as mães do mundo para os nove meses e todos os outros seguintes: Saúde para seu filho era tudo que ela desejava! 

A chegada e as mudanças... 
Sente que sua vida foi totalmente transformada, mas de uma forma maravilhosa. Hoje, por opção vive para os cuidados e educação dos seus filho. Tudo que faz é sempre pensando no Lorenzo ou para o Lorenzo. Foi uma decisão consciente, e jamais me arrependi de ter escolhido me dedicar a meu filho. Independente de oportunidades profissionais que abriu mão... A alegria que a companhia do filho lhe dá, não tem preço e não tem nada que pague. Para Marcia a maternidade a fez sentir realizada, como jamais se imaginou um dia na vida! 

Experiências e aprendizados... 
Ter um filho é uma coisa muito doida diz Marcia... É um amor tão incondicional que jamais imaginou que pudesse sentir por alguém. Quando as pessoas diziam isso a ela, jamais imaginava que fosse tanto. Hoje olhando para o filho Lorenzo, vê como foi bom demais ter esse filho no momento que teve, na idade que teve e com a experiência de vida conquistada. Lorenzo esta ensinando um outro lado da vida que Marcia jamais pensou conhecer. Marcia sente-se completamente feliz e realizada ao lado de seu filho Lorenzo e seu marido Sandro... Nada poderia ser melhor!

O lindo filho de Marcia: Lorenzo!

Nota: 
Este texto também encontra-se na edição online do Jornal o Município Dia a Dia! Acessem...

Mães de Primeira Viagem: Mamãe Raquel Muller

Imagem: arquivo pessoal de Raquel Muller - 2012

Raquel Muller, 36 anos, é gaúcha de Santa Maria/RS, e atualmente vive nos EUA, na cidade de New Fairfield, Connecticut. Casada com Alessandro Piovezahn. 

Deu positivo!!! 
Ter um filho já estava nos planos de Raquel e seu marido Alessandro há algum tempo, logo, a cada dia a ansiedade por um resultado positivo ficava maior. Mas, as mudanças observadas em seu corpo e comportamento foram o primeiro indício de que ela estava finalmente grávida. Mesmo antes de fazer o exame oficial, Raquel teve a certeza de que estava grávida. Atualmente, ela já está com cinco meses e meio de gestação. 

Quem teve a honra? 
As primeiras pessoas a terem a honra de saber da notícia tão esperada foram: a irmã gêmea (idêntica meeeesmo) de Raquel, a Ana Muller, o marido Alessandro e os pais de Raquel. 

Tempo para se fazer uma mãe... 
Raquel se sentia tão bem e sem nenhum sintoma desagradável característico do início da gestação, que diz ter demorado um pouco para ter se sentido “mamãe”. Mas, assim como Fernanda, a hora que ela ouviu pela primeira vez o som do coração de sua filha batendo, não teve jeito, a ficha caiu. Ela já era mãe! 

Pessoas especiais... 
Para Raquel, nada é mais reconfortante que poder contar com o apoio e ajuda de sua irmã gêmea Ana e sua mãe neste momento. É com elas que Raquel troca confidências, pede dicas, tira dúvidas e conversa muito! Ainda que morem muito distantes, essas são as pessoas mais importantes da vida de Raquel, sua estrutura, sua família. E de uma forma ou de outra, ambas tentam se fazer presentes na vida uma das outras, em especial agora, nesse lindo momento de gestação pelo qual está passando. 

A melhor parte... 
Para Raquel, a melhor parte é ver e sentir as mudanças no seu próprio corpo, em especial a barriga crescendo dia a dia e não sentir nenhum desconforto chato como o enjoo que muitas sentem nessa fase. 

A pior parte... 
A ansiedade que este momento provoca em Raquel é, sem dúvida, a pior parte. Às vezes, ela se preocupa e se questiona se vai dar conta de tudo, já que é uma mãe de primeira viagem. Uma questão que também pesa bastante é esta distância que separa Raquel, que vive nos Estados Unidos, da sua família, que vive no Sul do Brasil. Poder estar mais perto deles nessa hora era tudo que ela poderia desejar! 

Situação embaraçosa... 
Além da movimentação do bebê dentro da barriga, Raquel salienta que desde que ficou grávida suas cachorras sentiram isso e pararam de pular nela quando chega em casa. 

Menino ou Menina? 
Raquel e Alessandro estão muito felizes, pois aguardam a chegada da tão sonhada “guriazinha”, como ela mesmo descreveu! Logo a pequena Zoe chega por aí! 

O parto... 
Como vive nos Estados Unidos, cesárea ou parto normal, não necessariamente é apenas questão de opções para Raquel. De modo geral, se tudo corre bem e não há nenhuma complicação no decorrer da gestação, o mais indicado por lá é sempre o parto normal. 

Expectativas para os nove meses... 
O maior desejo de Raquel é que sua filha seja saudável e seu marido e ela possam ser bons pais e educadores. Que sejam capazes de passar bons valores e muito amor a sua filhota, para que ela possa crescer muito feliz. Um outro desejo especial para sua filha é que ela tenha muito contato com os seus tão queridos animais de estimação, Mojo e Krieger, seus cães. 

A chegada e as mudanças... 
Raquel acredita que será uma grande transformação em todos os sentidos. Será sempre uma surpresa por vir, em especial para eles que são pais de primeira viagem. Mas estão confiantes que vai dar tudo certo e darão muito bem conta do recado! 

Experiências e aprendizados... 
Raquel diz que só poderá falar de fato sobre experiências e aprendizados quando estiver com sua filha nos braços, aí sim ela acredita que poderá falar realmente com convicção sobre tudo isso. Por hora, tem sido uma experiência muito especial e está curtindo cada etapa disso tudo, até finalmente conhecer sua Zoe.


Nota:
Este texto também faz parte das publicações online do Jornal O Município Dia a Dia. Acesse e fique por dentro de outras notícias!

Mães de Primeira Viagem: Mamãe Fernanda Mendes

Imagem: arquivo pessoal de Fernanda Mendes - 2012

Fernanda Mendes, 29 anos – Empresária do Ramo de confeitaria e bolos artísticos, é paulista, mas há nove anos fez de Brusque a sua casa! Ela casada com Jocimar Mendes. 

Deu positivo!!! 
Quando Fernanda, que está com três meses de gestação do seu primeiro, descobriu que estava grávida, teve a sensação que muitas de nós acabam tendo: “Será que este exame está correto?”. E até que ela tivesse absoluta certeza não abriu o bico, porque se sentiria envergonhada se depois o exame não fosse de fato positivo. 

Quem teve a honra? 
Assim que Fernanda abriu o resultado de seu exame, mais de uma centena de pessoas já soube da novidade. Ela não conteve sua alegria e foi logo postando o resultado em sua rede social. Em cinco minutos o shopping inteiro onde trabalha ficou sabendo e logo após já recebeu os primeiros presentes! 

Tempo para se fazer uma mãe... 
O ultrassom mostrando o coraçãozinho do seu bebê batendo pela primeira vez foi que fez a ficha cair e ela se pensou: “Sou mãe!”. 

Pessoas especiais... 
Infelizmente Fernanda não tem mais a companhia de seus pais, e é com o marido que gostaria de compartilhar todos os momentos de gravidez, mas como ele é mais introvertido, acaba não perguntando muito, o que faz com que ela se abra com várias outras pessoas de seu círculo de relacionamentos. 

A melhor parte... 
Para Fernanda tudo é maravilhoso nesse momento, tamanha a felicidade que sente... Mas, especialmente feliz por não sentir nenhum enjoo, tão comum. 

A pior parte... 
Nesse momento não consegue lembrar-se de nenhuma parte que seja ruim. 

Situação embaraçosa... 
A prisão de ventre é o maior embaraço para Fernanda, só de falar ela já morre de rir! 

Menino ou Menina? 
Ela ainda não sabe o sexo de seu bebê, mas desde já, torce para que o primeiro de dois filhos que deseja ter seja menina! 

O parto... 
A Fernanda não suporta a ideia de sentir dor e se sente a vontade com a ideia de fazer uma cesárea. Como ela declarou: Paga para não sentir dor! 

Expectativas para os nove meses... 
Que seja uma criança saudável e que traga muita felicidade para mim, meu marido e todos os nossos familiares. Que preencha os vazios e seja o motivo máximo de felicidade para todos nós. 

A chegada e as mudanças... 
É preciso colocar os ânimos no eixo, saber que existe um equilíbrio emocional entre o casal e que quando o bebê chegar haverá harmonia. Na opinião de Fernanda, crianças traumatizadas, feridas, tristes, rebeldes, normalmente são frutos de relacionamentos desequilibrados. 

Experiências e aprendizados... 
Fernanda sempre pensou muito na preparação para esse momento. Acredita que para um relacionamento ter maturidade e dar realmente certo, é preciso ter tempo. É preciso se preparar, planejar!


Nota:
Este texto também encontra-se publicado no site do Jornal o Município Dia a Dia. Acessem e fiquem por dentro de mais notícias!
http://www.municipiomais.com.br/site/opiniao/spa-de-ideias/maes-de-primeira-viagem-mamae-fernanda-mendes

segunda-feira, setembro 10, 2012

Série Mães de Primeira Viagem

Imagem: Google

No último texto divaguei sobre a maternidade, suas alegrias, desconfortos e tantas surpresas no decorrer desse período tão particular e especial que é gestar um bebê.

Mas como cada caso é um caso, nada como termos o depoimento real de mulheres que já viveram ou vivem agora este momento para termos a dimensão desse momento e as particularidades de cada uma. 

Dizem que toda mãe é igual e que só mudam de endereço... Mas na hora de passar pelos nove meses de gestação, cada uma tem sua história para contar!  

Assim, trarei nos próximo dias aos leitores e leitoras do Spa de Ideias o depoimento de mulheres que se dispuseram a partilhar suas histórias e contar como é viver esse grande momento de suas vidas. 

Acompanhem nos próximos dias os depoimentos das mamães Fernanda Mendes, Raquel Muller e Marcia Gonçalves. 

Boa leitura a todos!


Nota: Este texto encontra-se também publicado no site do Jornal o Município. Acesse em: http://www.municipiomais.com.br/site/opiniao/spa-de-ideias/serie-maes-de-primeira-viagem

quinta-feira, agosto 16, 2012

Grávidas!


Imagem: Arquivo pessoal de Raquel Muller/2012

No último final de semana fui ao cinema assistir ao filme “O que esperar quando você está esperando”. Muito boa comédia sobre grávidas e seus estilos! Em especial se você estiver passando por essa fase, ou próximo de alguém que esteja vivenciando isso. É possível dar boas risadas!

O filme, de forma muito bem humorada, apresenta os diferentes tipos de mulheres e suas diferentes formas de passar pela fase da gestação. Se para uma mesma mulher as gestações ocorrem de formas distintas, imagine para diferentes mulheres. Não tem jeito, cada uma ultrapassa a barreira dos nove meses de um jeito bem particular.

No próprio filme se questiona a questão dessas mulheres grávidas lindas em capas de revistas com um enorme sorriso no rosto. Essas capas querem passar a impressão de que gravidez é somente brilho e glamour. Será que é assim mesmo?

Para algumas talvez sim. Mesmo que não em sua totalidade, muitas mães passam muito bem os nove meses... Mas dificilmente alguma consegue escapar dos enjoos e do mal estar dos primeiros meses.

Bem ou mal, todas irão sentir as mudanças bem bruscas no comportamento, nas emoções e até mesmo as mudanças físicas e fisiológicas.  A cada hora você sente necessidade extrema de ir ao banheiro. Pense isso nas 24h do dia! Há que se ter muita paciência!

O seu olfato passa a ficar mega desenvolvido e todos os cheiros tomam proporções enormes. Um mero chazinho com cheiro suave, parece agora ter o aroma de um desinfetante de banheiro. Se seu marido resolver por um pouquinho a mais de perfume, é capaz de você passar mal por horas.

As dores de cabeça, no primeiro trimestre, também acabam sendo frequentes. O seu estomago parece estar sempre indisposto para digerir o que quer que você tenha comido. Às vezes comer um pedacinho de maçã parece equivaler a comer um boi inteiro, tamanho o desconforto.

E os enjoos então... Melhor nem comentar. Você fica parecendo uma chata de galochas que de tudo enjoa... Até de olhar para alguma coisa é capaz de correr para o banheiro e vomitar. Ou seja, o primeiro trimestre é fogo!

Às vezes, passada essa fase, entra-se numa fase mais tranquila e os desconfortos são menores ou amenizados. Para outras, os sintomas apenas amenizados continuam a incomodar. O segundo trimestre é tempo de certa calmaria. Você continua como mera espectadora da sua barriga crescente... Que dia a dia toma uma dimensão maior.

Eis que chegamos ao terceiro trimestre e os desconfortos voltam com tudo. Agora não é mais só enjoos, tonturas e idas ao banheiro a cada hora... Mas a cada 5 minutos. A pressão é grande e você parece que vai montar acampamento no banheiro.

E o peso da barriga? Cada mínimo esforço para se movimentar parece uma maratona. E isso não tem a ver com grávidas que estejam necessariamente “gordas”. Isso tem a ver com o peso do próprio bebê e sua barriga esticando-se ao máximo. Carregar o bebê e todo o resto dos aparatos que o sustentam lá dentro não é tarefa fácil.

Dormir é uma questão de sobrevivência. Mas como fazer isso quando se está prestes a dar à luz? Cada uma acha um jeitinho de se ajeitar e dormir pelo menos algumas horas por noite. Travesseiro entre as pernas para não forçar a coluna. Travesseiro sob a barriga para não pesar demais.

Mas como sempre se ouve falar: Todo esse desconforto de meses que parecem intermináveis, são motivadores de qualquer forma, pois temos um propósito maravilhoso que é dar a luz, dar a vida... E esses desconfortos são automaticamente apagados da nossa mente assim que vemos a carinha de nosso bebê. A dor e desconforto passam como se fosse mágica.

E mesmo as primeiras noites, ou os primeiros meses, sem dormir se apagam da nossa memória... E mesmo que em algum momento de dor ou desconforto a gente diga “nunca mais”... A memória ruim é apagada e a gente volta a desejar esses momentos maravilhosos de poder gestar um bebê novamente.

A maternidade tem sim seus desconfortos... Aquela capa de revista com barriga linda e sem estrias e o pensamento de que toda e qualquer mãe vai vencer o caminho ganhando somente o peso necessário, muitas vezes não passa de um desejo. Mesmo assim, a gente se esforça para chegar na melhor forma possível e tendo a certeza absoluta de que tudo valeu a pena.

Afinal, gerar uma vida, ter um bebê cheio de saúde e disposição não poderia mesmo ser tarefa simples. A maternidade, a gestação é um momento mágico na vida de uma mulher, na vida de um homem que logo se torna pai. É um momento que fica marcado pra sempre, mas não pelos maus momentos ou desconfortos, mas sim por todo o prazer de ver um ser tão pequenino e perfeito saindo de dentro de nós e pronto para a vida!

Durante a gestação, haverá maus momentos... E se você está do lado de uma grávida hoje, apenas lembre-se de dar sua mão e apoiá-la no que ela precisar. Esses pequenos gestos de carinho dão conforto e fazem tudo ficar tão mais fácil e simples.

Para todas que agora passam por essa fase complicada e ao mesmo tempo linda... Tentem curtir ao máximo cada instante, pois mesmo que esta não seja sua única ou última gestação... Com toda certeza ela será única.

Seja forte, seja firme, mas se precisar de um colo, grite ao papai do bebê, chame sua mãe para companhia, uma amiga para uma conversa... Escolha as melhores companhias para você e seu bebê... Longe ou perto da sua família mantenha contato e esteja perto daqueles que você realmente ama. Logo tudo ficará ainda melhor e você será ainda mais plena e realizadda... Tenha certeza!

Nota:

Um agradecimento especial à minha amiga Raquel Müller por ter cedido uma linda foto de seu momento mágico atual que ilustra este texto!

No próximo texto, aproveitando o tema “Grávidas” e o número considerável de mulheres em “estado de graça” que me rodeiam, trarei relatos pessoais de diferentes mamães e como elas sentem ou sentiram esse momento especial que é a gestação!

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sexta-feira, agosto 03, 2012

As Pessoas Falam Demais


Imagem: Google
  
Se você não quer casar é porque você tem algum problema ou é homossexual e mais, quem vai cuidar de você no final da vida?

Se você não tem filhos, você com certeza têm problemas emocionais ou físicos, pois não é “normal” uma pessoa não desejar ter um filho!

Se você é mulher, tem filhos e trabalha fora, você é uma mãe desalmada que não cuida. E não é incomum ouvir as pessoas falarem: “Se era pra ter e não cuidar, pra que teve?”.

Se você tem filhos e resolve ficar em casa e se dedicar aos cuidados e educação dos seus filhos, você muitas vezes é taxada de malandra ou preguiçosa porque “só fica em casa cuidando da casa e filhos”. Só?! Desafio a quem pensa assim a trocar de lugar com uma mãe por um dia pra ver se aguenta!

Se você tem um filho, todos acham que você deve dar um irmãozinho ao primeiro. Caso contrário o pobre do primeiro filho vai ser solitário, infeliz e provavelmente terá problemas emocionais na vida adulta.

Se você tem o terceiro filho, meu Deus... Você com certeza têm filhos demais.

Se você é homem se dedica a família em seus finais de semana e não vai para o bar falar abobrinhas e tomar um chope, você é um coitado, um mandando pela mulher. Mas veja bem, se você for, é bem capaz de que um dos seus próprios companheiros de bar lhe julgue dizendo que você como pai de família deveria estar em casa em não num bar.

Se você é fiel, alguns vão te achar bobo ou idiota. Se você assumir que trai descaradamente, vai ser apontado como um mau-caráter ou sem vergonha.

Se você trabalha o suficiente para uma vida confortável, porque acha que é o melhor jeito de preservar sua saúde e ter mais tempo para estar com sua família, provavelmente alguns vão dizer que você não tem ambição ou é um tremendo de um acomodado e preguiçoso. Mas se você viver pra trabalhar, não faltará quem lhe diga que de nada adianta dinheiro e coisas materiais se você não tiver saúde e boa convivência familiar.

Se você não estuda muito, as pessoas dizem que você não vai chegar a lugar nenhum, mas se você decidir estudar muito e por longo tempo, não faltará os que vão falar: “o que adianta estudar tanto pra nada?”.

Se você mora numa casa ou apartamento pequeno, sempre vai ter alguém dizendo que você precisa de algo maior. Mas se você for morar num lugar maior, certamente alguém lhe dirá que você não precisava de algo tão amplo assim.

Se você nunca fez uma viagem ao exterior, com certeza ouvirá que esta experiência é única e você tem de ter o quanto antes. Mas se você já viajou, não será estranho que alguém comente em suas costas que conhecer o mundo lá fora e não conhecer o país onde vive é insensato.

Se você esta acima do peso e não esta fazendo nada para voltar a melhor forma, sempre vai ter alguém dizendo que você não tem força de vontade, que devia estar fazendo algo por si mesmo e por sua saúde. Mas se você estiver num aniversário ou jantar e começar a recusar porcarias porque esta se cuidando, imediatamente você passará a ser denominado como um neurótico.

Se você não cuida da sua aparência, é relaxado ou desleixado. Se você cuida, seja pouco ou muito, será o vaidoso e até mesmo julgado como fútil.

Ou seja, minha gente... As pessoas realmente falam demais. Se formos dar atenção pra tudo que falam, a gente morre doido. Não sejamos um bando de “Maria vai com as outras”.

Não façamos isso ou aquilo por medo do que vão dizer ou falar... Muito menos fazer algo porque é o que tudo mundo faz. Porque já ficou mais do que claro: Sempre vão falar alguma coisa. Sempre vão contrariar o caminho que você escolher. Então, como já disse certa famosa um dia: “Falem bem, falem mal... Mas falem de mim”.
Falem, porque eu não to nem aí!

Vamos fazer uma campanha pela vida... Cada um cuide da sua!

terça-feira, julho 24, 2012

Que País é Esse?


Imagem: Google


Nasci, cresci, e o destino me levou a percorrer terras distantes e por aqui agora construímos nossa família, educamos nossos filhos e estamos criando raízes.

No início das minhas andanças por esse país moramos também em uma pequena cidade do oeste catarinense. Vivemos lá o tempo suficiente pra adquirir experiência e almejar algo mais. Resolvemos então sair em busca de outras oportunidades e mudamos para o interior de São Paulo.

Na hora da mudança foi preciso nos adequar a nova realidade, e entre essas adequações, tivemos que nos desfazer de grande parte de nossa mobília. Na antiga cidade os apartamentos eram alugados sem nenhuma mobília, já na nova a maioria deles já possuía cozinha e banheiros mobiliados, com armários embutidos nos quartos inclusive.

Como na antiga cidade não havia nenhuma loja de móveis usados para a qual pudéssemos oferecer o que não iríamos levar, partimos para o “plano B”: Oferecemos para amigos e colegas de trabalho. Sabe como é, n’é? Às vezes uma coisa não lhe serve mais, mas era justamente o que outra pessoa procurava.

O que em princípio parecia ser tarefa difícil acabou sendo resolvido bem rápido. Primeiro porque os móveis eram relativamente novos e todos bem conservados e outra, porque na época alguns amigos ainda estavam montando suas casas. Em uma semana os amigos e colegas deram seus lances e arremataram tudo que não levaríamos.

Parcelamos algumas coisas para amigos mais próximos, pois confiávamos neles. Recordo-me em especial de uma “amiga” que o filho iria casar e ela não parava de lamentar porque não tinha sido a primeira a ficar sabendo da venda dos móveis, pois ela ficaria com tudo. Embora não tenha mesmo ficado com tudo, ficou com grande parte do que estava à venda — para meu azar, e 
você logo entenderá por quê.

É bem isso que você está pensando! Ela não pagou tudo! Como ela havia ficado com várias coisas e eu a considerava uma “amiga” parcelei a compra que ela fez em seis vezes. Quantas dessas vezes ela me pagou? Duas!

Quando ela não depositou no terceiro mês, pensei que ela devia ter se apertado com o tal casório do filho e que logo estaria depositando, mas depois já se passavam dois meses e nada da terceira parcela. Resolvi ligar pra saber o que estava acontecendo.

Liguei a primeira vez e a mãe dela atendeu dizendo que ela não estava. Deixei recado para ela me retornar. Ela não me retornou! Nas semanas seguintes liguei de novo, o marido atendeu e disse que ela não estava. Deixei novamente o pedido que ela me retornasse. Ela mais uma vez não me retornou. Liguei uma terceira vez e a mesma desculpa se repetiu.

Naquela última desculpa eu percebi: Calote à vista... Esquece, nunca mais! Bem, se a coisa desandou, vamos deixar as meias palavras de lado e vamos direto ao ponto. Disse que estava ligando à dias porque queria receber o que ainda faltava dos móveis e se ela estava com dificuldades para acertar comigo que ao menos conversasse a respeito e que eu ia aguardar a ligação dela. Obviamente que neste ponto eu já tinha a total certeza de que ela ia sumir do mapa. E sumiu. Nunca mais deus as caras!

Acho uma vergonha o quanto as pessoas podem se “sujar” por pouco e jogar no lixo a amizade de uma pessoa (que fique claro, infelizmente entendi que apenas eu a considerava amiga, e isso não era recíproco). Lamentei muitas vezes pelo ocorrido, não pelo dinheiro em si, mas pela falta de consideração e respeito da pessoa.

Imagino que ela deve ter pensando algo do tipo: “eu não vou pagar, ela nem precisa desse dinheiro”. E religiosa como era, veja bem... Dizia-se extremamente religiosa, de ir à missa todo domingo, ainda deve ter completado o seu pensamento se acertando com Deus... “se ela não precisa, não vai fazer falta, se não faz falta, não é pecado!”.

Mas como meu marido sempre diz, tenho “memória de elefante” e uma vez ou outra remexo na caixinha de memórias. Ontem me lembrei desse fato e pensei que hoje com tanta tecnologia e tantas redes sociais não deveria ser difícil de encontrá-la. Fiquei até pensando num jeito irônico de abordá-la: “E aí Fulana, como vai $$?”. Acho que ela ia entender na hora! Desculpe, mas isso até soa engraçado agora!

Mas o mais engraçado foi o que eu descobri depois de algumas consultas na internet... Não a encontrei em nenhuma rede social. Vai ver ela já deu mais alguns calotes e tem medo de represálias virtuais, só pode! Mas eis que eu a encontrei num site de notícias da minha antiga cidadela... Pasmem amigos! Ela estava nas notícias ligadas à política. Ela vai concorrer à vereadora da cidade. Pode isso?!

Fiquei decepcionada mais uma vez com o jeito que estas candidaturas acontecem. Como pode uma pessoa com esse tipo de comportamento ter a responsabilidade de representar os interesses das pessoas de uma cidade. Se ela não pensou duas vezes antes de dar o calote em alguém que ela se dizia “amiga”, imagine do povo que ela não faz nem ideia quem são... O que mais ela vai fazer! É de doer na alma.

Eu poderia dizer que o calendário Maia está certo e o mundo vai realmente terminar esse ano... Mas não vai não! Não vai porque essa não é a primeira e nem será a última pessoa sem escrúpulos que busca entrar para a política, infelizmente.

É por essas e outras que o povo está cansado do que tem visto no mundo político e vem se desanimando dia a dia para fazer seu voto realmente valer. Esse desânimo político da população é lamentável, e não deveríamos jamais deixar acontecer, pois quanto mais nós cidadãos desistirmos de valorizar nosso direito de voto, nosso poder de decisão nas urnas, mais indivíduos “politicamente incorretos” terão oportunidade de entrar na vida política.

Sei que a sensação é de empobrecimento constante da política e de quem a faz, de que quase nada mais é para o povo e pelo povo... E talvez a gente se sinta impotente e fraco para acreditar que podemos mudar algo. E entregar os cargos de bandeja por acaso ajuda? Se cada um de nós, de voto em voto, fizer a sua parte, a gente pode começar a fazer a diferença sim. Faça valer a sua escolha! Cruzar os braços e dizer que nada adianta... Isso sim não resolve nada.

Nota: 
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