terça-feira, abril 10, 2012

AMANHÃ EU FAÇO (by Rê Michelotti)

Imagem Disponível em: Google Imagens

Se você também faz parte do (nada) seleto grupo de pessoas que deixam tudo para amanhã, seja bem vindo, você esta lendo o texto certo. Todos os dias, semanas e meses do ano a mesma promessa se repete não é mesmo?! “Da próxima vez, juro que não vou deixar TUDO para última hora”. Mas a tortura da pressão passa e logo em seguida estamos novamente correndo contra ao tempo e a beira de um ataque de nervos. A cada hora a menos, um novo sussurro em nossos ouvidos e a nossa consciência dizendo que não vai dar tempo! A sensação não pode ser descrita como agradável, mas a gente persiste no erro e acontece de novo, e de novo e de novo...

Ainda que tenhamos absoluta certeza de que teremos que fazer isto ou aquilo obrigatoriamente, e independente de nossa vontade ou não, nos deixamos levar pelo pensamento de acomodação do ‘’amanhã eu faço’’! Porém, o amanhã chega sempre mais rápido do que gostaríamos e do que nossa acomodação supunha. Assim o roteiro se repete como uma reprise dos piores momentos de nossas vidas. E lá estamos, na luta infindável contra o tempo que insiste em nos dizer que não pode parar o mundo para que possamos tirar o atraso de nossos projetos e de nossas vidas. E nós... Nós seguimos com o inseparável dom da procrastinação – palavra esta que embora pareça difícil ou complicada, tão somente expressa o nosso "deixar para depois”.

Sabendo-se que deixando para depois nossas obrigações e afazeres indispensáveis o tempo irá apertar e a ansiedade aumentar, porque ainda insistimos em não fazer as coisas com um intervalo de tempo mais a nosso favor?

Observando o que costumo deixar para depois, percebo que tenho uma tendência forte a deixar de lado o que não gosto, que não sinto prazer em executar ouainda, que não me sinta realmente envolvida. Vou procrastinando até o último minuto.

No entanto, considerando que não podemos escolher apenas segundo nossa vontade fazer ou não determinadas coisas, criamos certa ilusão – bem teimosa, diga-se de passagem – de que podemos ao menos nos conceder o direito de escolher o dia e hora para isso. Certamente para fazer a declaração do imposto de renda, por exemplo, adoraríamos que este dia escolhido pudesse se chamar: dia de São Nunca!

Deixar para a última hora, mais do que qualquer coisa, nos dá ainda aquela motivação imposta pela obrigação. Afinal, passamos dias, semanas ou mesmo meses a espera da famosa motivação/inspiração que se quer deu as caras... Mas que na última hora ao menos, manda uma substituta: a obrigação.

A obrigação, na melhor das boas intenções nos diz que não há mais para onde correr e só nos restar FA-ZER. Não há mais tempo, tem que ser hoje, tem que ser agora! Sem saída, reunimos nossas forças e concluímos o que é preciso. Não o fazer com prazer, mas como deveria e nos cabia fazer. Afinal, mesmo as coisas não tão legais precisam ser feitas por alguém. Ainda que este alguém seja eu... Ou você! Tudo bem, há tempo. Amanhã a gente faz...

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