segunda-feira, dezembro 10, 2012

Bem vinda pequena Zoë Müller


Fotografia de Raquel Müller – 2012

Raquel Müller, que na série “Mães de primeira viagem” partilhou com os leitores do Spa de Ideias sua história, expectativas e ansiedades de sua primeira gestação, desde o dia 27 de Novembro está que é só alegria: Sua tão esperada Zoë chegou!

Foi um momento certamente marcante para Raquel, seu marido Alessandro e de toda sua família e amigos que, mesmo a distancia, acompanhavam os momentos que antecediam a chegada da pequena Zoë por uma rede social... Eis aqui uma contribuição generosa da tecnologia: possibilitar que pessoas tão distantes se sintam tão próximas em momentos especiais como este!

Então, apresento hoje para os leitores do Spa de Ideias,  a bela Zoë Müller, nesta fotografia tirada por sua mamãe, e deixo aqui também registrada uma linda mensagem de Raquel sobre um dos dias mais felizes de sua vida quando da chegada de sua filha:

“Dia 27/11/2012 foi o dia que minha filha resolveu vir ao mundo, às 10h e 21min da manhã ela nasceu. Nevava nesta manhã, e eu entre uma tentativa e outra de trazer minha filha ao mundo, olhava para a grande janela de vidro da sala de parto, e via a neve cair lentamente... Quando meu marido, minha mãe e a medica junto com as enfermeiras colocaram ela no meu peito, só senti o calor daquele corpinho nu e quente tocar minha pele. Tudo se transformou! Parecia que eu estava na beira do mar sentindo uma maresia morna ao tocar minha pele... Então esta música me veio à cabeça: “Todo Azul do Mar”.
Esta musica é para você, minha filha Zoë Müller. Foi como a música que eu me senti. Foi assim que eu me senti quando meus olhos cruzaram os seus: Meu Amor Maior!”.

Obrigada Raquel por dividir esse momento tão bonito da sua vida e de toda a sua família! 

Nota: 
Você também pode acompanhar as publicações do Spa de Ideias no site do Jornal Município Mais acessando: 

http://www.municipiomais.com.br/site/opiniao/spa-de-ideias

terça-feira, dezembro 04, 2012

Desapegar é preciso...



Ilustração: Lô Michelotti/2012

Dizem que quem pouco tem ou teve, costuma ser apegado às coisas. Contesto esta afirmação, pois já tive muito pouco, e nem em momentos de maior escassez me apeguei a qualquer objeto que fosse. Sou uma pessoa muito desapegada das coisas. Não tenho apego sentimental ou emocional por nenhuma coisa em especial.

Não costumo pronunciar ou mesmo pensar naquela tradicional frase: ”ah, vou guardar tal coisa, pois se eu precisar...” Não, isso não faz parte de mim. Vejo que quem pensa assim, em geral tem a casa atravancada de coisas, objetos e cacarecos que dificilmente usará. A vida fica pesada demais quando nos apegamos a tudo, e tudo queremos guardar.

Tem gente tão apegada e obcecada pelas coisas que não sabe se desfazer nem de frascos de embalagens vazias de produtos utilizados. Os armários são abarrotados de embalagens de todo tipo: desde potes de sorvete, margarina, vidros de conserva, até caixas de sapatos ou papéis de presentes recebidos. Guardam restos de lã, caixas de sedex já utilizadas, revistas velhas, jornais, e tudo mais que você imaginar. Afinal, um dia, quem sabe elas podem precisar, não é mesmo?!

Guardar uma ou outra coisa pode até ser útil, mas não conseguir colocar nada fora, me perdoe, é apego excessivo, pode até virar doença,  literalmente!
Eu definitivamente não me apego às coisas. Já às pessoas eu não posso dizer o mesmo.

Sou o tipo de pessoa que preza muito a família, os amigos e a cada pessoa de modo especial. Logo, tenho nas pessoas meus apegos emocionais. Isso tem seu lado bom, mas tem também seu lado ruim, afinal, a gente nem sempre se apega a quem verdadeiramente merece e algumas frustrações ou decepções acabam sempre acontecendo.

Gosto de preservar os bons amigos, ter boa relação com a família e os procurar sempre que possível. Tento manter a relação próxima ainda que, muitas vezes, distante geograficamente. Acredito que precisamos de certo esforço para ter ou manter qualquer tipo de relação, seja no amor, na família ou entre amigos, caso contrário, tudo se acaba. Tudo morre.

Não sou a que espera o contato ou conta quantas vezes fulano ligou ou mandou email para fazer o mesmo. Faço, procuro, falo, vejo porque tenho consciência da minha parte, do meu comprometimento para poder manter vivos os bons relacionamentos que a vida me deu. 

Mas confesso que ultimamente tenho observado mais o comportamento de determinadas pessoas e me chateado com a atitude de algumas.
Nossa relação com as pessoas para ser verdadeira precisa ser espontânea, sem que precisemos ficar implorando por nada, muito menos cobrando um ao outro para que se tenha esse ou aquele comportamento.

Se couber aqui um conselho, ao invés de ir atrás de alguém para cobrar porque ela não te procura ou não fala mais tanto quanto antes, não te visita mais, faça isso você. Vá atrás, fale, visite, pergunte sobre a vida, conte da sua... Tenha certeza que será muito mais produtivo e prazeroso do que começar com a choradeira do amigo abandonado.

Mas seja cuidadoso pra não acabar fazendo isso só com quem não te procura. Procure a todos, mas dê prioridade aos que estão tão presentes na sua vida quanto você na dele.


Algumas pessoas não fazem nada pra manter uma relação legal com os outros, fica sempre na espera, quer sempre ser procurada e nunca procura... No entanto, é sempre o primeiro a reclamar de nossa ausência. Desses estou cheia.

Talvez para estes, seja melhor fazer como um pensamento que anda rolando na internet, (não sei o autor oficial do mesmo, já que foi atribuída a inúmeros...): “Pare de correr atrás. Pare de se importar. Seja indisponível. Desapegue. Pessoas gostam do que não têm".

Decidi que agora mais do que nunca, não vou mais me esforçar tanto por determinadas pessoas, em especial dessas que só sabem cobrar e exigir nossa presença, mas raramente faz algum esforço para retribuir na mesma medida.

Mantenha-se próximo dos seus familiares e amigos que te apoiam e que estão sempre ao seu lado de uma forma genuína e sincera... Mas aprenda, assim como eu que, muitas vezes, não vale a pena tanto esforço para nos mantermos unidos a determinadas pessoas.

Às vezes é preciso nos desapegar não só das coisas, mas também das pessoas. Seres egoístas e que só sabem cobrar ou ficar a nossa espera, desses vamos manter distância. Faz bem para nossa cabeça, para nossa saúde e principalmente para nosso coração. Desapegue-se de tudo que lhe faz mal, inclusive de pessoas. Viva mais e melhor!