terça-feira, junho 18, 2013

Não force a barra!



Outro dia passava casualmente em frente a uma loja e uma peça da vitrine me chamou a atenção, resolvi entrar. Logo a vendedora se aproximou bem simpática e perguntou: “Posso te ajudar?”. Até aí tudo certo, dentro do padrão. Mas logo a coisa desandou...

Ela não tinha exatamente o tamanho que eu acreditava ser o ideal, mas deu uma forçadinha para que eu provasse mesmo assim, porque no corpo é diferente e aquela coisa toda que você já conhece. Ok, entrei no provador e ela não parava de falar do lado de fora e eu continua respondendo apenas “aham”, “sim”... Até que ela me pergunta: “Está dando certo?”. Respondi que sim. E ela completa, posso abrir (a porta do provador) para dar minha opinião?”.

Poxa, como assim posso dar minha opinião?! Em primeiro lugar, eu não sou do tipo que quer sempre uma opinião alheia sobre algo que eu vou comprar. Pelo contrário, em geral me arrependo de coisas que compro justamente quando estou em companhia e influenciada por outros. Não fui grossa, mas apenas segurei a porta e disse: “Não, obrigada!”.

A partir daí, acabei lembrando de algumas vendedoras que já cruzaram tristemente o meu caminho. Sim, porque sinceramente tem umas que parecem que fazem de tudo para não vender nada. Pra mim o excesso é sempre o maior problema.

Vendedora que acha tudo lindo e maravilhoso mesmo quando você está vendo que a peça não lhe cai bem, meu... Isso é o Ohhhhh.

E aquelas vendedoras que perdem o bom senso do limite de tratamento e ficam te chamando de coisas absurdas? Essas também são de doer.  Quem mora aqui em Brusque ou costuma comprar pela cidade, certamente já se deparou com uma vendedora MUITO simpática que insiste em chamar os clientes de “meu amor” ou “meu amorzinho”. Me perdoe, eu adoro pessoas cordiais e a boa educação é tudo, mas MEU AMOR, MEU AMORZINHO... Não dá, é forçar demais a amizade. Pode ter alguém que aprecie o tratamento, sinceramente, eu não. Me irrita!

Outro tipo de vendedora que me incomoda é aquela que não escuta o que você fala. Ou então escuta e não tendo o que você pede, acaba fingindo que não entendeu e te mostra tudo, inclusive o que você disse inicialmente que não queria de jeito nenhum. Foi o que me aconteceu a um tempinho atrás...

Entrei na loja de jeans e como de costume sou bem direta e objetiva quanto ao que desejo. Pois assim acredito que não faço a vendedora perder o tempo dela e nem eu o meu. Falei claramente que gostaria de um jeans básico, sem apliques, bordados ou demais “frufrus”.

Provavelmente entrei na loja errada, pois tudo que ela não tinha era algo básico. Mas ela não ligou para o que eu disse e foi descendo a loja toda para cima do balcão. Quanto mais peças ela desdobrava e me mostrava, mais angustiada eu ficava.  Pensei comigo mesmo: “Não tem nada básico, porque ela não para de mostrar tudo isso? Vai ter o maior trabalho para por tudo de volta no lugar, porque eu não vou levar nenhuma dessas”.

Eu fui dizendo repetidamente que queria algo básico mesmo e ela do outro lado repetia, mas não quer provar? Vai que você gosta! Pode ser que isso funcione com algumas pessoas, comigo... Nem sempre!

Em contraposição dessas que querem te empurrar o que tem você gostando ou não, tem as que não tem nenhuma vontade. É o tipo que você pergunta se tem outro tamanho e ela sem nem mesmo olhar diz: “é só o que tem aí”. Cansei de perguntar se tinha ou não um determinado tamanho ou modelo por não estar encontrando e a vendedora só me dizer: Não! E eu numa segunda tentativa encontrar uma ou mais peças do que queria.

É preciso um pouco de bom senso, de feeling pra sentir o que cliente quer ou precisa. Desta forma se evita constrangimentos, trabalho dobrado ou mesmo perder um cliente por um excesso bobo e desnecessário.

Mas claro, nem tudo está perdido e não sou contra as vendedoras, pelo contrário, temos excelentes profissionais que realmente são indispensáveis para encontrarmos exatamente o que estávamos precisando. E tenho certeza, isso tem muito a ver com o treinamento específico para atendimento dos clientes. E como isso faz diferença!

Então, deixo aqui o meu recado as vendedoras que às vezes se perdem e passam dos limites: Escute com cuidado, com calma. Não tente empurrar algo de qualquer maneira. Não force a barra, pois o cliente pode até levar por insistência, mas por conta disso, nem voltar mais a loja. Seja cordial e educada, mas evite os tratamentos muito “mimosos”, pode ser bem desagradável e irritante para a maioria das pessoas... Você não concorda “meu amorzinho”? Só rindo mesmo!!!


Nota:
Texto publicado em 17 de maio de 2013 no Jornal Município Mais.
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